leomm02

O Velho Problema das Drogas

18 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Recentemente a Rádio Bandeirantes levou ao ar uma série de reportagens
sobre o velho problema das drogas.

Vários profissionais da área foram ouvidos e, infelizmente, pelas
considerações feitas, ficou entendido que grande parte da
responsabilidade pelo uso de drogas na adolescência, recai sobre os
ombros dos pais.

O que geralmente acontece, é que os pais não observam algumas noções
básicas para se formar um indivíduo consciente das suas
responsabilidades e resistente ao apelo das drogas.

Pensando em fazer o melhor, os pais começam por isentar os filhos de
qualquer obrigação.

Para poupá-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.

Quando os filhos são pequenos os pais se desdobram para fazer tudo,
providenciar tudo para que nada lhes falte e para que não tenham que
enfrentar frustrações nem quaisquer dificuldades.

Se pudessem, os pais os poupariam até mesmo das enfermidades, dos
pequenos tombos, das dores, dos arranhões…

Quando a criança começa sua jornada na escola, os pais as acompanham e
carregam a sua mochila e, alguns, até fazem as lições de casa para
poupar possíveis reprimendas de seus mestres.

E assim a criança vai crescendo num mundo de ilusões, pois essa não é a
realidade que terão que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar
com as próprias pernas.

Imaginemos alguém que nunca teve oportunidade de dar alguns passos, que
sempre foi carregado no colo, que forças terá para se manter de pé?

É evidente que essa criança, quando chegar na adolescência, não terá
estrutura nenhuma.

Diante da primeira dificuldade ficará vulnerável como uma flor de estufa
aos primeiros golpes do vento.

Ela não aprendeu a suportar frustrações, pois os pais as evitaram o
quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar
sobre os ombros.

Jamais sofreu uma decepção e sempre teve a razão a seu favor, até mesmo
nas pequenas rixas com os amiguinhos da infância.

Crianças criadas assim, não estão preparadas para pensar, nem para sair
de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que alguém
resolva tudo por elas, pois essa foi a lição que receberam dos pais ou
responsáveis.

Mas, afinal de contas, quem é que pode passar pelo mundo isento de
dificuldades?

Isso é impossível, em se tratando do nosso mundo.

E o problema está justamente quando a criança, agora adolescente, sofre
seu primeiro solavanco, que pode até não ser tão grave, mas é suficiente
para abalar sua estrutura frágil, agora longe do olhar vigilante dos
pais.

Psicólogos e psiquiatras, entre outros profissionais que se pronunciaram
na referida reportagem, aconselham que os pais evitem que seus filhos
venham a usar drogas, dando-lhes uma educação consciente, que prepara o
indivíduo para viver no mundo real e não num mundo ilusório por eles
idealizado.

É preciso que os pais repensem essa forma de amor sem raciocínio, esse
amor permissivo, bajulador e sem consistência. É preciso permitir que os
filhos andem com as próprias pernas, amparando-os sempre, mas
deixando-os fortalecer os próprios “músculos”.

É preciso deixá-los enfrentar pequenas frustrações, como não ganhar o
brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo. Como não ganhar o
álbum de figurinhas que todos os colegas da escola têm.

Educar é a arte de formar os caracteres do educando, e não de deformar.

Assim, se você é pai ou mãe e tem interesse em manter seu filho longe
das drogas, pense com carinho a respeito das recomendações que lhe
chegam.

E, acima de tudo, doe muito amor e atenção aos seus pequenos, pois quem
ama, verdadeiramente, ensina a viver e não faz sombra para impedir o
crescimento dos seus amores.

…………………………

.

Se você quer que seu filho tenha os pés no chão, coloque
responsabilidades sobre seus ombros.

Se você quer que seu filho resista aos vendavais da existência e ao
convite mortal das drogas, permita que ele firme suas raízes bem fundo,
mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a
pequena árvore enquanto seu tronco está em formação.

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Esta mensagem pode ser encontrada no site “Contando Histórias”,
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004432.php

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21a Missão - Falar a Verdade

17 Julho, 2008 · Não Há Comentários

“Esqueça a concorrência externa; o seu pior inimigo é a maneira como vocês se comunicam uns com os outros internamente.”

Querida(o) Amiga(o),

A 21a Missão entende que você vai falar a verdade doa a quem doer.

Você promete que vai experimentar a Verdade?

Por favor?!

Quando eu era moleque, a coisa que eu mais ouvia dizer era que mulher adorava homem que fosse SINCERO. É claro que era mentira. Mulher não gosta de sinceridade, nem os homens gostam de sinceridade, NINGUÉM gosta de sinceridade ou ouvir a verdade. A verdade dói, machuca.

Se uma mulher gostasse de homens sinceros, não perguntava como ficou o seu cabelo depois de uma tarde no salão de beleza.

Entretanto, a franqueza leva à vitória:

- A franqueza permite que mais pessoas tomem parte do diálogo e, quando há mais pessoas conversando, há uma maior riqueza de idéias.
- A franqueza acelera o ritmo. As idéias podem ser discutidas rapidamente, expandidas, ressaltadas e transformadas em ação.
- A franqueza reduz os custos – e muito – embora seja impossível atribuir uma cifra exata para ela.

Mas nem sempre existe franqueza nas empresas. Confira alguns indicadores de falta de franqueza:

- As pessoas não fazem comentários ou críticas.
- As pessoas adoçam as más notícias a fim de manter as aparências.
- Existe burocracia, politicagem, falsa cortesia.
- As decisões são tomadas atrás de portas fechadas.

Mas quando existe franqueza em ação as coisas são diferentes:

- Existe comunicação honesta e sincera.
- Existe avaliação conscienciosa do desempenho.
- Existem muitas pessoas participando da conversa.
- Existem sessões de trabalho estimulantes.

Como acabar com o ambiente de máscaras e cinismo que rodeia a sua empresa?

1. Premie os 20% melhores funcionários da empresa na frente de todos, diga que ESSES são os modelos que todos devem seguir. Qual foi a última vez que a empresa bateu palmas para um funcionário tendo o endosso do Presidente da empresa?

2. Reúna as pessoas cara-a-cara com freqüência e consistência. Faça as pessoas exporem suas dores e medos. Se não o fizeram, provoque. Faça perguntas difíceis, pegue as pessoas pelas palavras vazias que geralmente pronunciam.

3. Desenvolva placares de resultados visíveis para todos. Crie e-mails diários, intranets, blogs que exponham os números individuais de cada pessoa para todos saberem.

4. Compartilhe os números de toda a empresa com todos. Deixe que todo mundo saiba o que todo mundo faz, quanto custa cada pessoa, cada departamento, cada custo por menor que seja.

5. Crie momentos de educação provocativa. Jogue um episódio recente que aconteceu na empresa (ou mesmo fora dela) na mesa e faça todos discutirem o que aconteceu, quem estava certo ou errado, o que poderia ter sido feito de maneira diferente.

6. Estabeleça um manual interno de “melhores práticas e boas tentativas”. A comunicação livre entre todos em uma empresa é que nem a livre circulação de sangue nas suas veias. É SINAL VITAL DE VIDA!!!

7. Crie uma maneira de obter feedback de clientes e funcionários, crie a figura de um Ombudsman, ou melhor, mantenha contato direto com os clientes. Quantas maneiras existem na sua empresa para o cliente entrar em contato com vocês?

8. A verdade demora em vencer o cinismo. FALAR UMA VEZ NÃO É O SUFICIENTE para alguém entender. Você precisa falar DEZ VEZES A MESMA COISA, de diferentes maneiras, até que os cabecinhas comecem a entender o que você está falando.

9. Promova os melhores, mova os melhores para as melhores oportunidades. Deixe que todos saibam que você realmente privilegia quem traz resultados e se engaja com a empresa. Os medíocres vão dizer que você promove quem você gosta, deixe eles falarem, depois mande-os embora!

10. Premie as pessoas que trazem notícias ruins antes que elas estourem e piorem as coisas.

FALE A VERDADE, NADA MENOS QUE A VERDADE, NÃO IMPORTA O QUE OS MEDÍOCRES DO MUNDO PENSEM!!!

Vá e cumpra a 21o missão!!!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

fonte: http://www.bizrevolution.com.br/blog

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A Crítica

16 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista
compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo.

Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de
água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho
e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.

Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça.

Em seguida, colocou sobre a mesa um exemplar do Novo Testamento
em capa dourada.

Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais
objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.

Só então se dirigiu ao público perguntando:

O que é que os senhores estão vendo?

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:

Um bicho!

Um lagarto horrível!

Uma larva!

Um pequeno monstro!

Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:

Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!

Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a
mesa.

Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume.

Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades.

Não atentaram para o Novo Testamento, nem para a luz faiscante
que acendi no início.

Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta
lagartixa…

E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:

Nada mais tenho a dizer…

Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.

Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade
humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.

Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os
desvalores, as fofocas e as intrigas,mas, em verdade, isso tudo só vem
a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!

Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em
veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes
dificuldades.

É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores,
antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de
comunicação em geral.

É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de
gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os
cargos depois de eleitos por nós.

Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e
o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.

Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, com a
evidência da paz, em vez da guerra, com a elevação do perfume sobre os
odores fétidos, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as
belezas e os atos de essência superior, e encontrada será a felicidade
perene.

Colaboração de Maria Jacinta N.Silva

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no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006431.php

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Milho Bom

15 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Esta é a história de um fazendeiro que venceu o prêmio
“milho-crescido”.

Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio.

Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo
interessante sobre como ele cultivou o milho.

O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho
dele com seus vizinhos.

– Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho
com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?
perguntou o repórter.

– Por que? - disse o fazendeiro

– Você não sabe?  O vento apanha pólen do milho maduro e o leva através
do vento de campo para campo.  Se meu vizinhos cultivam milho inferior,
a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho.  Se eu
for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meu vizinhos a cultivar
milho bom.

Ele era atento às conectividades da vida.

O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também
melhore.

Assim é também em outras dimensões.

Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos
estejam em paz.

Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam
bem.

E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a
felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de
todos.

A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos
que ajudar nossos vizinhos a cultivar milho bom.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

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O Obstáculo mais Difícil da Vida

14 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à
sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no
grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o
genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas
dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

O segundo levaria uma corça rara.

O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a
pequena viajem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram
a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão
puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao
carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este
último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada
viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros,
através de observações acaloradas e incessantes.

Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria
tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do
companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega,
de súbito, para espatifar-se no cascalho.

Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal,
que foge espantado.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde
totalmente no chão.

Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai,
apresentando cada qual a sua queixa de derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

– Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse
vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O
mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar
dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.
Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as
nossas viverão esquecidas.

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no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004175.php

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Procura-se uma alma de criança

11 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Procura-se uma alma de criança que foi vista, pela última vez, dentro de
nós mesmos, há muitos anos atrás…

Ela pulava, ria e ficava feliz com seus brinquedos velhos…

Ela exultava quando ganhava brinquedos novos, dando vida à latinhas,
barbantes, tampinhas de refrigerantes, bonecas, soldadinhos de chumbo,
figurinhas… Ela batia palmas quando ia ao circo, quando ouvia músicas
de roda, quando seus pais lhe compravam sorvete: “chikabon, tombon,
eskibon”.

… tudo danado de bom!

Ela se emocionava ao ouvir histórias contadas pela mãe ou quando lia
aqueles livrinhos de pano que a madrinha lhe dava quando ia visitá-la.

Ela chorava quando arranhavam seus brinquedos: aquele aparelho de chá
cheio de xícaras, com que servia as bonecas ou aqueles carrinhos de
guindaste, tratores e furgões. Ela fazia beiço quando a professora a
colocava de castigo, mas era feliz com seus amigos, sua pureza, sua
inocência, sua esperança, sua enorme vontade de ser uma grande figura
humana, que não somente sonhasse, mas que realizasse coisas importantes
num futuro que lhe parecia ainda tão longínquo.

Onde ela foi?

Pra que lado ela foi?

Quem a ver, que venha nos falar… ainda é tempo de fazermos com que ela
reviva, retomando um pouco da alegria de nossa infância e deixando a
alma dar gargalhadas pois, afinal “ainda que as uvas se transformem em
passas, o coração é sempre uma criança disposta a pular corda”.

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no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004259.php

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Se você sabe todas as respostas é porque não está fazendo todas as perguntas.

10 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Você entregaria a presidência da sua empresa para o Lula?

Querida(o) Amiga(o),

Quando você viaja pela Southwest, a companhia aérea que a Gol se inspirou para montar a sua operação, você nota claramente a pressa da turma em colocar o avião no ar. Avião parado no chão é dinheiro jogado no lixo.

A velocidade com que a Southwest faz o trabalho de limpeza do avião, reabastecimento da aeronave, embarque das bagagens e troca da equipe de bordo é o grande diferencial que destacou a empresa da mesmice da indústria aérea.

Herb Kelleher, fundador da Southwest, atribui o desenvolvimento desse diferencial às limitações financeiras da empresa na época da sua fundação. Para pagar a conta dos três aviões que ele conseguiu comprar, Herb e sua equipe tiveram que desenvolver uma maneira de fazer um único avião superar a produtividade somada de dez aviões da concorrência.

“Se nós tivéssemos dinheiro sobrando no caixa da empresa, provavelmente não teríamos desenvolvido esse atributo e seriamos mais um no mercado. Não ter dinheiro às vezes é uma benção e não uma maldição.” afirma Herb.

Eu adoro fazer perguntas. Para mim, o cara mais inteligente do pedaço é o cara que faz as perguntas mais inteligentes, o cara mais estúpido é aquele que não tem pergunta nenhuma para fazer. Inteligência emocional - uma das inteligências mais badaladas da moda - é fichinha perto da Inteligência Questionadora que todo ser humano que se preza deveria desenvolver.

Ao invés de sentar a bunda na cadeira e se conformar com a desgraça que vive, todo mundo deveria olhar os problemas que atravessa por um novo ângulo e formular uma nova pergunta para encontrar uma resposta inovadora.

Fazer perguntas surpreendentes e responder outras complexas é o exercício mais bacana a qual você poderia expor a sua mente.

Desde 2005 eu publico a PERGUNTA DO DIA no web site da BIZREVOLUTION. Já são mais de 1.500 perguntas publicadas. Alguns exemplos, “Nos últimos seis meses você investiu na sua carreira tanto quanto você investiu no seu carro?”, “Vamos imaginar que você está em uma fila e alguém passa na sua frente, você fala alguma coisa ou deixa estar?”, “Por que é tão difícil motivar a si mesmo quando você sabe que os resultados só virão se você estiver motivado?”, e uma das melhores de todos os tempos, “Quando você vai cumprir as promessas que fez a você mesmo quando era criança?”, quer dizer, quando você voltará a ser um cara de coragem e audácia que não tem medo de sofrer represálias dos pangarés do mundo corporativo?

Desde segunda-feira 23 de Junho, se você é assinante do QUEBRA TUDO, passou a ser assinante do e-mail PERGUNTA DO DIA. Todos os dias você vai receber uma pergunta formulada por mim para te fazer pensar, refletir e se reinventar.

Eu espero que você aproveite essa oportunidade para colocar os seus pensamentos no papel. Não adianta nada saber a resposta de cabeça. Enquanto a resposta não for para o papel você não sabe nada.

Além disso, COMPARTILHE o que sabe com os outros, CARAMBA. Ao invés de guardar a resposta para você, publique os seus pensamentos para que todos possam aprender junto com você. Vamos evoluir juntos, compartilhar, trocar, crescer, prosperar. Não guarde nada para você, doe-se, participe, apareça, deixa a sua marca nesse mundo sofrido que precisa de gente arrojada.

Mas, eu não gosto apenas de fazer perguntas, eu também gosto de responder perguntas.

Se você visitar o site da BIZ na área de PERGUNTA DO DIA você vai encontrar a participação de dezenas de pessoas somadas as minhas respostas.

Para mostrar que eu faço o que falo e falo o que faço, eu vou publicar agora as minhas respostas às três perguntas que você recebeu por e-mail essa semana.

No site da BIZ você sempre vai encontrar a resposta de dezenas de pessoas somada a minha visão da pergunta. Visite e confira.

PARTICIPE. A REVOLUÇÃO NOS NEGÓCIOS será feita por quem tiver coragem de dar a cara para bater. O meu rosto está esfolado de tapas e socos, junte-se a mim, o máximo que pode acontecer é nos encontrarmos no hospital para bater um papo.

Pergunta do dia 23 de Junho - O que você faria se os seus funcionários tivessem a tendência de usar mais o instinto e a emoção do que os fatos e o pensamento racional?

Resposta: Eu acredito que as melhores, as mais recompensadoras e mais difíceis decisões que tomamos em nossas vidas são baseadas em EMOÇÕES, não razão.

A pergunta é sobre RISCO.

Eu acredito que se você toma uma decisão baseada solamente em fatos, você está tomando uma decisão conservadora, pouco empreendedora, pouco DRAMATICAMENTE DIFERENTE, pouco INOVADORA.

Quando a decisão requer que você SE EMOCIONE é porque a decisão mexeu com a sua alma, com o seu feeling, com RISCO e INOVAÇÃO. Se mexeu com a sua emoção é porque te colocou em um terreno inseguro, fora da zona de conforto, longe da mediocridade dos medrosos.

Não existe nada de ruim na vida em tomar uma decisão baseada em feeling e emoção, pelo contrário, aquele que toma poucas decisões baseadas em feeling é porque está se privando de uma vida mais empreendedora.

Na prática, você joga para a torcida quando você decide pelos fatos. (Os fatos são a torcida. Se depois a coisa não der certo, você pode culpar os dados, e tirar o seu da reta).

Quando eu digo tomar decisões pela emoção depois de analisar os fatos, eu digo para você COLOCAR O SEU NA RETA, assumir a RESPONSABILIDADE.

Na prática, ninguém toma grandes decisões apenas baseado em fatos.

Digamos que você tenha um problema de impostos. Você consulta o advogado A que diz X e o advogado B que diz Y. Os dois parecem certos. Os dois apenas te darão os fatos, mas jamais vão te dizer o que você deve fazer. O risco é seu.

Eu ALTAMENTE recomendo a todos que façam suas escolhas na vida baseadas em fatos vindo de diferentes fontes, MAS, saiba que se você quer ir mais longe do que os outros, terá que ARRISCAR, sair da caixa e sair da zona de conforto. Faça isso de vez em quando, te fará se sentir HUMANO, e não apenas uma máquina de processar dados.

Não existem fatos sobre o DESCONHECIDO, cabe a você DESCOBRI-LOS.

QUEBRA TUDO!!!

Ricardo

Pergunta do dia 24 de Junho - Qual é a diferença entre um chefe burocrata e um líder eficaz?

Resposta: Eu tenho um cliente que tem um gerente que fica no telefone o dia inteiro. O cara faz reuniões em espanhol, em inglês e português. O cara chega as 8:00 da manhã e é o último a sair do escritório. É incrível, o cara é cheio das coisas para fazer. Além de gostar de falar alto em inglês e espanhol para todos verem que ele é ocupado. Ele é cheio das atas de reunião, planos, discursos prontos sobre o futuro do mercado yadda yadda yadda.

Se você pedir para ele fazer uma presentation sobre a sua área, você só houve coisas boas. É impressionante. Projetos em andamento, excelentes perspectivas de mercado, crescimento, aprendizado, blá blá blá.

Agora, o cara não sabe quantos clientes ele tem, o cara não sabe quem é quem dentro dos clientes dele, o cara não sabe o que realmente tá pegando para vender mais, o cara não consegue entender porque não vende em determinado lugar, o cara não entende porque determinada ação não funciona.

Mas ele consegue te explicar bonitinho porque as coisas demoram, porque as coisas são difíceis, porque o mercado é complexo, porque o concorrente é maior, porque ele não tem recursos. Impressionante!

O burocrata é o cara preocupado consigo mesmo. Ele não está nem aí para o futuro da empresa ou o futuro dos colegas ou o futuro do cliente ou o futuro do assistente dele.

O cara tá ocupadíssimo consigo mesmo.

O líder eficaz pergunta todos os dias pela manhã: O QUE EU TENHO QUE FAZER HOJE PARA FAZER ESSA FUCKING EMPRESA FAZER O QUE TEM QUE SER FEITO???

O QUE É O CERTO E MELHOR PARA A EMPRESA????

O líder eficaz é centrado em COMUNICAÇÃO, OPORTUNIDADES, PLANOS DE AÇÃO e RESPONSABILIDADES POR DECISÕES.

Uma coisa LEVA a outra. FOCO no que tem que ser feito HOJE! Tire a papelada da frente, PARE DE SALVAR EMAILS DENTRO DE PASTINHAS IMBECIS que você nunca vai ler. Leia ou jogue fora.

Pergunte-se TODOS os dias pela manhã: O QUE EU PRECISO FAZER HOJE QUE VAI BENEFICIAR A EMPRESA?!?!?!?!

Mostre um burocrata e eu te mostro um cidadão que está impedindo o crescimento daqueles que o cercam.

VAMOS MUDAR ISSO!!! NA NOSSA GERAÇÃO!!!

ARREBENTA!!!

Ricardo

Pergunta do dia 25 de Junho - Como a internet vai mudar a maneira que os líderes lideram a empresa?

Resposta: Vai mudar completamente. O líder vai ter que descer no nível do operário do chão da fábrica ou tá fora.

É muito comum você encontrar dentro das grandes empresas uma instrução corporativa que obriga o presidente e diretores a ficarem distante das pessoas e do público.

Esse tipo de regra jurrásica vai ter que acabar. O novo consumidor não aceita esse tipo de filosofia arcaica.

O novo consumidor exige transparência e clareza em todos os relacionamentos. Na era da internet toda empresa que se preza tem que ter regras claras sobre políticas comerciais, políticas de relacionamento, comunicados, promoções etc, e tudo tem que estar na web.

A internet demanda que todos os líderes das empresas se exponham como nunca fizeram antes.

Um bom exemplo de como a internet aproxima a liderança do resto do povo são os web sites do governo.

Eu precisei recentemente de uma informação da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, eu entrei no web site do órgão, preenchi o formulário do fale conosco, e para minha surpresa, recebi a resposta que precisava em menos de 24 horas.

Outro exemplo bacana vem dos EUA e Inglaterra. Se você quiser, você pode seguir os passos do Governo Federal Americano e o escritório do Primeiro Ministro Britânico através do Twitter.

Antes da internet, um líder se comunicava com o resto da turma esporadicamente, quando era possível reunir todos os funcionários em um mesmo lugar. HOJE, o cara não tem desculpas para promover o evangelho da empresa através de e-mails, sites, e-news, blogs, fóruns on-line, comunidades e muito mais.

O líder, que não colocar a internet como um dos pilares estratégicos da sua empresa, tá completamente fora do futuro do negócio dele. A internet é o meio, a mídia, a residência, o mercado, o centro nervoso de qualquer empresa que deseja liderar alguma coisa nos próximos anos.

Quem não tiver um líder que puxa a empresa para a web deve ficar muito preocupado com o líder que tem.

GO!

Ricardo

Se você não concorda com as minhas respostas, apareça com a sua, ou consulte as centenas de respostas no site da BIZ.

Deixa de ser pangaré, sobe no caixote, experimente o gostinho de ser livre, fale. Eu te garanto que você nunca mais será o mesmo.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

fonte: http://www.bizrevolution.com.br/blog

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Tempo de germinar

8 Julho, 2008 · 1 Comentário

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Agilidade, não só no desenvolvimento de software…

8 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Por Cesar Brod

Data de Publicação: 07 de Julho de 2008

Depois que começamos a ler sobre métodos ágeis de desenvolvimento de software, acabamos por descobrir que tais métodos não necessariamente aplicam-se só para isso. Acabo de ler a newsletter Get to the Point que conta que a Alaska Airlines passou a atender seus passageiros no check-in em apenas oito minutos, contra uma média de 25 minutos que levava anteriormente. Uma equipe da própria empresa fez a pesquisa e os testes que levaram à reestruturação do check-in. A consultora Leigh Duncan-Durst, que escreveu sobre o assunto, aponta que todas as empresas podem seguir o exemplo da Alaska Airlines:

  • Coloque junto os melhores, mais criativos e inteligentes.
  • Apresente a eles uma lista priorizada de melhorias desejadas.
  • Dê a eles o tempo e recursos para discussões, desenvolvimento e experimentação.
  • Encorage-os para que interajam com colegas que estão lidando com desafios semelhantes.
  • Finalmente, teste as melhorias recomendadas, faça os ajustes necessários e adote a solução.

Leigh ainda conclui com uma motivação: “Nem sempre você precisa de uma pesquisa sofisticada ou agências caras para ajudá-lo a melhorar sua experiência. Freqüentemente, você pode encontrar soluções inovadoras dentro de sua própria empresa”.

Aliás, é por aí mesmo, dentro da empresa, que um bom consultor tipicamente começa a colher material para o seu trabalho, não é mesmo?

Artigo produzido originalmente para a rede social I-Scrum.

fonte: http://www.dicas-l.com.br/brod/brod_20080707.php

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Você conhece os 5 Fs?

8 Julho, 2008 · Não Há Comentários

Quem trabalha com Marketing já está acostumado a definir os P’s, a implementar os S’s e a pesquisar os C’s. Mas mais do que gostar de brincar com palavras, o pessoal do Marketing sabe que estes jogos de letras ajudam a memorizar conceitos importantes, como os que introduziremos neste artigo. Portanto, antes de entrar de cabeça no Marketing Conversacional, dê boas-vindas a um novo conjunto de letrinhas amigas: os 5 Fs.

5Fs que você usa todos os dias.

Não importa se a estratégia é feita para uma grande ou pequena empresa, o bom Marketing Conversacional estará sempre acompanhado dos tais 5 Fs. Nas publicações em Inglês os 5 Fs já são conhecidos como 5 Ts: Talkers, Topics, Tools, Taking part e Tracking. Ao introduzir estes conceitos no Brasil, nós da DW Comunicação pedimos licença para fazer uma livre adaptação ao nosso idioma.

E não é que os conceitos ficaram bem bacanas com as letras F…

Falantes: aqueles que vão falar de nós.
Falatórios: sobre o que eles vão falar.
Ferramentas: por onde a conversa vai prosseguir.
Fazer parte: quando participaremos da conversa.
Farejar: saber o que as pessoas estão falando sobre nós.

A seguir, cobrimos estes tópicos apenas com o objetivo de facilitar o seu entendimento. Em artigos futuros, pretendemos entrar em aspectos mais detalhados de cada um deles.

F1 – Falantes: aqueles que querem falar sobre você!

Os falantes não são celebridades, jornalistas que ditam tendências ou modistas. Eles são gente como a gente. Podem ser clientes antigos já fidelizados, clientes novos, entusiastas, ou sequer ter ouvido falar de nós. Falantes são pessoas comuns, com uma pequena diferença: eles gostam de falar sobre as coisas para outras pessoas. Repare como aquele seu amigo que conhece todos os restaurantes e bares da cidade recomenda com entusiasmo um novo estabelecimento que acaba de “descobrir”. O que eles ganham com isso? Se as pessoas realmente dependem de motivação, a deles é compartilhar idéias. Os falantes sentem-se bem quando ajudam alguém a descobrir algo que não sabia.

Tome como exemplo a Apple. Eles possuem bons produtos, um ponto-de-vista bem interessante e sabem agregar inovação ao design. Mas além disso, a Apple possui os melhores vendedores que alguém pode desejar: seus consumidores. Experimente passar alguns minutos com um usuário de Mac e conte quanto tempo ele leva para começar a lhe vender as maravilhas da próxima versão do MacOS, a proferir os milagres do iPhone (que ele nem possui ainda…) ou a relembrar, emocionado, da última aparição de Steve Jobs na mídia. E olha que nem é pago para isso! Pelo menos em moeda corrente.

Para todo tipo de produto ou serviço há um perfil de falante. Os falantes estão por toda a parte: nas ruas, em convenções, em blogs, em redes sociais. É possível traçar bem o seu perfil, identificá-los e mapeá-los. Porém, para que continuem falando, é preciso mantê-los bem alimentados. Aí é que entra o próximo F.

F2 – Falatórios: o que motiva as pessoas a falar?

A Apple dá aos seus consumidores bons motivos para falar a respeito dela. Estes motivos não precisam ser descontos, serviços extremamente eficazes, um nome legal, ou uma embalagem cool. Detalhamentos da mensagem, na realidade, pouco importam ao Marketing Conversacional. Para gerar falatórios, os tópicos devem pelo menos despertar o interesse dos falantes. Assim começa o boca-a-boca.

Bons tópicos são claros, práticos e simples, mas trazem um elemento novo. Tudo o que os produtos da Apple são! Falatórios iniciam com idéias simples, orgânicas, portáteis e inesperadas. O Springfield Hot-Dog Co. é um carrinho de cachorro-quente bastante popular na nossa cidade. O dono investiu na imagem do carrinho, criou um logo (e um nome) legal, utiliza sempre ingredientes de qualidade e faz cachorros-quentes incrivelmente saborosos. O preço é mais alto que o da concorrência, mas as pessoas não se importam, e a fila aumenta a cada dia.

O Springfield Hot-Dog Co. nunca investiu em publicidade, mas criou uma boa história que as pessoas passam adiante, e que surpreende quem escuta. Se você vier a São Leopoldo, experimente! Enquanto o seu cachorro não fica pronto, ouça o proprietário contar a história de como a receita, supostamente secreta, foi criada por um chef de cuisine que ele havia conhecido na infância, e que hoje reside nos EUA numa cidade chamada: Springfield. No carrinho está exposto um troféu em formato de colher de cozinheiro, com uma plaquinha em homenagem ao tal Chef E. Brock, que irá recebê-lo pessoalmente um dia caso visitar o Brasil.

E há mais coisas sobre o que falar. Você espera que um carrinho de cachorro quente tenha um sistema de lavatório patenteado, o Springfield Handwash System, que usa só água mineral? Quem consegue não contar isso aos outros? Assim que forem definidos os tópicos dos quais os falantes podem falar, o próximo desafio é dar-lhes ferramentas para facilitar o falatório. Este é o próximo F.

F3 – Ferramentas: ajude a espalhar a mensagem!

Os falatórios podem ser ainda mais eficientes com uma pequena ajuda. Um exemplo prático das ferramentas que ajudam a espalhar os falatórios são os botões de “envie para um amigo” existentes na maioria dos sites hoje em dia. Ferramentas como bookmarks sociais, redes de relacionamento, blogs, e toda a Web 2.0, tem o poder de conectar pessoas facilitando a conversação. Porém, não pense que as ferramentas se resumem a recursos da Internet.

Um cliente nunca deveria, por exemplo, sair de uma loja sem levar algo consigo. E não estamos falando de mercadorias, mas de algo que ele possa comentar com alguém. Não confunda isso com dar uma caixinha de fósforos com a marca estampada, algo que era muito comum em restaurantes. Ninguém mais quer ser lembrado por incentivar o tabagismo, mas nem é esta a questão. Sacolas e brindes podem levar longe uma marca estampada, mas não facilitam quase nada o trabalho dos falantes.

Purikura! Uma febre memética japonesa.A criação de clubes VIP, a edição de revistas com assuntos relevantes (e discutíveis), CDs com a trilha sonora da loja, convites para eventos e folhetos divulgando causas em que a empresa está engajada são exemplos básicos do que interessa ao Marketing Conversacional. Existem casos em que o próprio produto é pensado para ser uma ferramenta. O Orkut é um bom exemplo disso. É necessário convidar pessoas conhecidas, caso contrário, ele perde sua relevância. No Japão dos anos 1990, tornaram-se muito populares aquelas máquinas de fotografia instantâneas que imprimiam pequenos adesivos em tiras. Mas o que você faz com doze figurinhas suas, todas iguais? Você guarda uma (no máximo duas) e distribui as outras. Pronto. Está passada a mensagem.

As ferramentas devem ser simples e ter conexão com o ponto-de-vista. Assim que os falantes estiverem utilizando-as para espalhar os falatórios, sejam elas online ou offline, o próximo passo é decidir quando fazer parte da conversa.

F4 – Fazer parte: junte-se a eles!

Algumas empresas tradicionalistas são extremamente resistentes em manter um diálogo aberto e transparente com o mercado. Os empresários pensam que conversar com o cliente é oferecer suporte, instituir um programa de pós-venda, e manter seu departamento de Relações Públicas ocupado. Ora, isto não é mais do que a obrigação de qualquer empresa que queira sobreviver. Quando incentivamos os falantes a falar sobre nossa empresa, muitas vezes eles esperam que participemos da conversa.

O grande receio dos empresários temerosos é que, uma vez aberta a porta, não há como voltar atrás. Isso é fato, pois tudo fica registrado em algum lugar na memória do cérebro global. Mas a questão chave do Marketing Conversacional é que os falatórios já acontecem por toda a parte, quer você queira ou não. As pessoas conversam o tempo todo: clientes com clientes, detratores com futuros clientes, jornalistas com analistas, analistas com investidores e assim por diante. Falem bem ou falem mal, temos a oportunidade de fazer parte da conversa e tirar proveito dela.

Desde respostas amigáveis para difamações em fórums de discussão, até pronunciamentos pessoais dos diretores em blogs, o mercado simpatiza quando uma empresa mostra uma face mais humana, mais pessoal. Haverá sempre o feedback negativo, mas ele pode ser visto como uma boa oportunidade para dar ouvidos e responder ao mercado. Se há alguma insatisfação e ninguém se pronunciar ou demonstrar interesse, pode ser um motivo para as pessoas pensarem que ela é verdadeira.

Por quê não agradecer a quem comenta posts sobre nós? Podemos lançar questões, e propor discussões conectadas com o nosso ponto-de-vista. Estas discussões não precisam ser online, podemos convidar pessoas para debates abertos. Quando um ponto-de-vista é bem trabalhado na empresa, qualquer colaborador é capaz de fazer parte da conversa. O mercado quer ouvir-nos falar sobre o mercado, não apenas tentar vender-lhe nossos produtos o tempo todo. Este F gera demanda interna e, por isso mesmo, deve ser uma rotina tão bem pensada e mapeada quanto os outros. Se formos capazes de farejar o que está sendo dito sobre nós, fica muito mais fácil fazer parte da conversação.

F5 – Farejar: siga aquela conversa!

O boca-a-boca existe desde que o homem aprendeu a se comunicar. Não se trata, portanto, de uma nova forma de fazer Marketing. Pelo contrário, é a maneira antiga, que somente hoje pode ser rastreada e controlada por novas tecnologias. Tudo o que passa pela cabeça das pessoas hoje em dia, mesmo das que não frequentam a Web, está registrada em blogs e redes sociais. Pense na primeira palavra que lhe vem a mente e pesquise no Google ou Technorati. Experimente pesquisar seu nome, ou o nome de seu produto ou empresa. Você pode se surpreender.

Não confunda o farejar com feedback de clientes. Neste último, as pessoas falam diretamente com a empresa. O que nos interessa saber é: o que, quando, como e onde falam “entre elas”. Por isso, este F depende mais da tecnologia que os outros. As empresas gastam milhões em pesquisas para saber o que o mercado está pensando, quando quase tudo está disponível (de graça…) na Web.

Como as pesquisas são realizadas em ambientes artificiais, como focus groups, é difícil saber se as pessoas estão livres de filtros, enquanto na Internet as manifestações acontecem espontaneamente. Não estamos dizendo que pesquisas não funcionam, apenas que alternativas interessantes e baratas estão tomando forma. Diversas ferramentas podem ser usadas para rastrear, medir e quantificar o que está sendo dito sobre os falatórios que nos interessam.

Segundo o Technorati, existem na Web mais de 70 milhões de blogs ativos, e 140 mil novos são criados a cada dia. No Brasil o interesse pelos blogs tem crescido recentemente. O mesmo vale para as redes sociais, sendo o Orkut o site com o maior número de acessos no país. A Internet pode ser usada como uma projeção do que as pessoas estão falando fora dela. Não se esqueça de que as pessoas que estão online também falam sobre as que não estão.

fonte: http://www.vamosconversar.com.br/index.php?p=4

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