O que se aprende em Las Vegas, não fica em Las Vegas.
Querida(o) Amiga(o),
Eu acabo de retornar de Las Vegas, a Disneylândia mundial para gente grande que recebe 70 milhões de visitantes por ano, a Ilha da Fantasia que proíbe a exposição de relógios em áreas públicas e decora o teto dos corredores dos seus shoppings centers com a pintura de um céu azul claro e bonito para deixar os visitantes totalmente despreocupados com o clima e o horário.
Eu posso dizer por experiência própria que depois de algumas horas sentado em um restaurante italiano sob o céu azulado artificial do Venetian Cassino, você realmente chega a acreditar que é meio-dia apesar do relógio de pulso apontar duas horas da manhã!
Eu não fui a Las Vegas de férias, muito menos para ganhar dinheiro nas mesas de Black Jack do Bellagio (eu ainda prefiro ganhar dinheiro faturando notas fiscais, criando serviços, movendo produtos, servindo clientes in a old fashion way do que deixar o meu destino à sorte).
Eu fui a Las Vegas a trabalho. Nós levamos um grupo de 30 grandes varejistas para mergulhar na CES 2008, maior feira de eletrônicos de consumo do mundo, e ainda provocá-los todos os dias com uma série de palestras QUEBRA TUDO sobre marketing e tecnologia para o varejo. O grupo de clientes formado por Carrefour, Magazine Luiza, FastShop, Yamada, FNAC, Hermes, Commcenter, VarejoInfo entre outros grandes do varejo brasileiro não menos famosos ou especiais, formou uma missão técnica de varejo a Las Vegas que presunçosamente batizamos de Varejo 2.0.
Como fidelizar clientes quando os produtos dentro de uma loja de informática são percebidos como commodities? Quais são os próximos grandes produtos de tecnologia que um varejo de tecnologia deve colocar em sua loja? Como o comércio eletrônico pode aumentar os negócios para as lojas físicas já existentes? O que podemos aprender com os melhores varejistas de eletrônicos e tecnologia do mundo? O que o Cirque du Soleil tem a ensinar para o varejista de eletrônicos? Como uma linha de produtos de marca própria pode ser uma realidade mesmo para o varejo de eletrônicos e informática?
Em Las Vegas nós provocamos os varejistas com essas perguntas, mostramos as nossas respostas, e mais, provamos ao vivo algumas novas premissas do varejo que serão vencedoras.
1o. Toda loja de varejo terá um departamento de informática! Não é a toa que toda loja de varejo no Brasil está acrescentando uma área de informática ao seu mix de produtos, as vendas de computadores, notebooks, mp3, monitores, impressoras, suprimentos somadas já formam a principal área de receita dos principais varejistas do país! Além disso, os 20 mil produtos lançados na CES na semana passada mostraram que os 2.700 fabricantes expositores estão super motivados em avançar para novos mercados. Exemplo: Mochila com mp3 player e caixa de som embutidos da Skull Candy para os praticantes de esportes radicais como skate e snowboard. Ou seja, se você tem uma loja que vende acessórios para skate, você já tem uma linha completa de produtos de tecnologia para adicionar a sua loja. Outro exemplo, se você faz parte do segmento de mercado que mais compra no mundo: as mulheres, e até hoje se sentiu totalmente deslocada no mundo da tecnologia, os dias de exclusão terminaram. Os notebooks e mochilas femininas da Lenovo e Targus são tão fashion que cabem perfeitamente nas prateleiras das lojas fashion do shopping mais próximo das mulheres, ou na boutique do seu bairro.
Até 2010, cedo ou tarde, você estará vendendo produtos de informática na sua loja.
2o. O Carro é o Quarto Lugar. Existe a sua casa, existe o local do seu trabalho, existe a Starbucks, FNAC e Livraria Cultura (que não cobram nada para você ficar por lá o tempo que quiser), e existe o Quarto Lugar: o seu carro, onde você pode usá-lo para ir para onde bem entender sem ninguém ficar te cobrando “compras”. Pela primeira vez na história a indústria automobilística se referiu ao carro não como um veículo mas como um brilhante e sofisticado produto eletrônico de consumo. Centenas de produtos entre computadores de bordo, sofisticadas caixas de som, reprodutores de vídeos e GPSs lançados na CES permitem que o consumidor equipe o seu carro com o melhor da eletrônica. Além disso, durante a CES o presidente da General Motors lançou o Cadillac Provoq, um carro totalmente green, movido a eletricidade e com painel solar no teto que sustenta o ar condicionado, o áudio e todos os aparelhos internos do carro. O testemunhal profético do CEO da GM sumariza aonde chegamos:
“O carro hoje tem mais itens eletrônicos do que aço. Se o carro fosse lançado hoje, eu tenho certeza que seria lançado na CES porque mais e mais o carro é exatamente isso: um altamente sofisticado produto eletrônico de consumo”. Rick Wagoner, CEO da GM, 8 de Janeiro de 2007.
Ou seja, mais uma vez, se você tem uma loja de autopeças ou uma loja de serviços para autos, você poderia se transformar em uma ultra sofisticada loja de eletrônicos que permitem ao consumidor transformar meros veículos de transporte no QUARTO LUGAR para o consumidor.
3a. Todo produto necessita de um serviço. Apenas 25% da população brasileira tem um computador em casa. Apenas 5% da população sabe explicar qual é a diferença entre televisão de plasma e LCD, muito menos sabem explicar o que é televisão digital. Milhões de consumidores brasileiros são completos analfabetos digitais quando o assunto é Windows, Wireless, HDTV, BlueRay, Blogs e iPhones. Quem vai dar a mão a essa turma na sua entrada ao mundo digital? Além disso, os “power players” usuários high end precisam de ajuda para assegurar que os serviços digitais que utilizam não sejam interrompidos. Consumidores de todas as classes sociais precisam de ajuda para entender a babel digital que se forma. Em Las Vegas, o grupo de varejistas visitou as lojas do varejo americano e pode experimentar na prática o que é a Geek Squad – divisão de serviços da Best Buy -, e a FireDog – divisão de serviços – da Circuit City. Todo cliente que compra produtos de informática na BestBuy e Circuit City é convidado e estimulado a comprar serviços que suportam os produtos.
Por outro lado, a Compusa, mega tradicional rede de lojas de varejo dos EUA, faliu por completo na semana passada depois de ficar para trás na oferta de serviços acoplados a produtos.
4o. O século 20 foi sobre marcas de fabricantes, o século 21 é sobre marcas de varejo. 12% dos livros vendidos pela livraria Barnes & Noble é marca própria, 40% das vendas da Wal-Mart no mundo é marca própria, 35% das vendas de eletrônicos na Best Buy é marca própria, a Staples – uma espécie de Kalunga americana – registrou mais de 25 patentes de produtos me 2004. 50% das vendas da rede de materiais esportivos Decathlon são vendas de produtos de marca própria. Nike, Adidas e Puma são usadas para chamar o cliente para suas lojas. Quando o cliente pisa dentro da loja, os vendedores oferecem marca própria da Decathlon. Marca própria é a primeira prioridade de todos os CEOs de varejo do mundo em 2008 e adiante. Entretanto, no Brasil menos de 5% das vendas no varejo são marca própria. Em Las Vegas, nos apresentamos aos varejistas uma proposta completa e inédita de fabricação de computadores com marca própria no Brasil que tomou todos de assalto. Os próximos meses prometem grandes desdobramentos na questão de marca própria no Brasil, e nós vamos liderar esse assunto.
5o. Varejo é sobre inovação não promoção. Todo varejo de sucesso tem um calendário próprio de lançamento de produtos. Os lançamentos de produtos e serviços que a loja oferece são sem sombra de dúvida uma das razões que fazem os clientes retornarem, e a CES não decepcionou os varejistas que estiveram em Las Vegas em busca de inovação. Entre os mais fantásticos lançamentos eu posso citar: cartão de memória Eye-Fi SD que transfere imagens da sua câmera digital diretamente para a internet através da conexão wireless do seu computador; o Cadillac Provoq da GM; a televisão Eco da Philips feita de material reciclado; o televisor de 11 polegadas da Sony com tecnologia Oled; o maior plasma do mundo com 150 polegadas mostrado pela Panasonic; o computador a lá Lego da Bug Labs; a nova geração de televisões portáteis da Samsung; os rôbos da Rovio que garantem a segurança da sua casa; os maravilhosos monitores em curva da Alienware para gamemaníacos; a câmera da Canon que fotografa 60 quadros por segundo; o mini-computador da Yoggie do tamanho de um pen-drive que carrega 13 softwares de segurança; o primeiro disco rígido do mundo de 160 gigas a prova de água; a primeira filmadora do mundo de 6 megapixels também a prova de água. Enfim, os lançamentos de produtos são tantos e tão fantásticos que uma lista completa vai ocupar vários QUEBRA TUDO. A lista completa das inovações está no web site da BIZ.
6o. Varejo 2.0. A empresa em que você trabalha está na versão 1.0, 1,5 ou 2.0? Com essa provocação nós apresentamos o tema Varejo 2.0 aos varejistas em Las Vegas. Presunçoso como somos, criamos um conjunto de programas de marketing que se colocados em prática podem ajudar qualquer comércio varejista a transformar clientes em verdadeiros fãs da empresa. Programa de Grupos de Consumidores, Coleta sistêmica de Feedback de Clientes, Programa de Eventos, Marketing de Conteúdo, Promotores MultiMarcas, Programa de Insights são algumas das estratégias que compõem o Varejo 2.0. Todas essas novidades entram no ar dentro do varejo nas próximas semanas.
A Missão Las Vegas: Varejo 2.0 se comprometeu a apresentar aos varejistas 5 grandes idéias práticas e inovadoras que pudessem se transformar em negócios reais em 2008. Nós visitamos direta ou indiretamente 2.700 stands, assistimos as principais palestras do evento on-line ou ao vivo, oferecemos outras tantas palestras tão boas ou melhores, fechamos todas as noites assistindo aos espetáculos mais fantásticos do Cirque du Soleil (Love, Ka e O), enfim, provocamos os melhores varejistas brasileiros a serem ainda melhores do que são. Segundo o feedback que recebemos, eu acredito que conseguimos:
“Muito Obrigada pela incrível oportunidade! Muito mais do que inovações tecnológicas estou voltando com novos amigos e muita energia para fazer de 2008 um super ano. A viagem superou as minhas expectativas em todos os sentidos. Parabéns pela organização, profissionalismo e paixão em todos os momentos.” Gerente de Comércio Eletrônico de um varejista multinacional.
A Missão Las Vegas 2008: Varejo 2.0 foi uma iniciativa da B4B, um distribuidor atacadista de produtos de tecnologia para o varejo que busca incansavelmente se diferenciar do mundo commodity que está inserida. A B4B não tem verbas de marketing saindo pelo ralo. O objetivo social da empresa não fala sobre levar clientes para Las Vegas ou craniar idéias de marketing de varejo para fazer o varejo funcionar, entretanto, a B4B se recusa a apenas comprar e vender, comprar e vender, comprar e vender, e vai realmente além do que se espera para vencer no atacado. A Missão Las Vegas 2008 foi totalmente suportada, patrocinada e paga por verbas de marketing cooperado proporcionadas pela AMD, Belkin, Clarion, Creative, Sony e Targus. Ninguém faz nada sozinho.
Missão dada é missão cumprida.
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.
QUEBRA TUDO!!! Foi para isso que eu vim! E Você?
fonte: http://www.bizrevolution.com.br/blog


