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Entradas do Abril 2008

Doutrinando o seu animal interior

30 Abril, 2008 · Deixe um comentário

Nem vem que não tem! Mesmo você querendo dizer que não assiste Tv (pois ela emburrece), e mesmo você falando que é incapaz de sentar-se no sofá nas tardes de domingo para assistir ao Gugu, certamente você já assistiu as Video Cassetadas do Faustão. Não precisa ficar envergonhado, esse é um deslize que todos nós já cometemos. Faz parte.

Entre uma tia gorda se espatifando no chão, um cachorro correndo atrás do rabo e um atleta levando uma bolada no ‘playground’ sempre tem aquele tiozão que leva um choque ou que toma um susto. Se o tal do tiozão dá um grito de macho, nem tem tanta graça. O bom mesmo é quando ele dá um gritinho estridente, cola o cotovelo na cintura e abana as mãos freneticamente, parecendo um tuiuiu querendo levantar vôo. Aí é gargalhada na certa. O telespectador ri tanto que periga até doer o baço. E, se você nunca riu deste jeito assistindo esses quadros na televisão, lamento muito por você. Que me perdoem os coroinhas e os politicamente corretos, mas rir da desgraça alheia é sempre uma delícia.

Levar um susto, ou um choque é uma situação de stress. Mas pense que, ficar sentado na cabeceira da cama, bebericando uma Fontana Fredda enquanto sua namorada faz um striptease pra você, também é um baita stress.

Ou seja, não interessa se é bom ou ruim, o que precisamos saber é que o stress nada mais é do que o aumento da adrenalida a pontos quase que incontroláveis.

Dentro das organizações, situações de stress são tão comuns que já nem fazemos tanto alarde por isso. Você já parou pra pensar que passamos por situações de stress inúmeras vezes ao dia? Quantas vezes o telefone te interrompe quando você está ultra mega concentrado fazendo aquela fórmula gigantesca na planilha eletrônica? Quantas vezes você tem que explicar ao seu chefe que seu horário de almoço é 1h30 e não 1h? Como você fica quando demitem seu melhor colega de trabalho para contratar duas estagiárias lerdinhas (e gostosas)? Isso é tudo stress, stress, stress…..

Bem, mas o que eu queria falar pra vocês hoje não é sobre stress. Eu vim pra falar sobre os comportamentos instintivos das pessoas quando colocadas sob situações de stress dentro do ambiente de trabalho. É assustador o grau de autenticidade que adquirimos nas nossas ações quando estamos nestes momentos. É nessas horas que, não o importa o tamanho da máscara, ela sempre cai! E aí, nos deparamos com as mais profundas e sombrias facetas da personalidade humana.

Eu sei que, dependendo da gravidade do problema que você tem na empresa, sua única vontade é de elogiar a todos com os mais bonitos adjetivos, em alto e bom som. Mas, eu peço, para o seu bem profissional, domine seu animal interior e se contenha.

Todos nós já ouvimos ou até fizemos parte de conversas de corredor, onde o tema principal era o comportamento (não muito adequado) de Fulaninho ou de Beltraninho. E esse comportamento vai desde a uma exaltação em uma reunião para definição do budget até se embebedar na confraternização de final de ano.

Pense que, a imagem que deseja que seus superiores e subordinados tenham de você é a de um profissional competente e de bom relacionamento. Nunca vi uma única alma viva querer ser lembrada por ter batido o teclado contra a mesa – em um momento de fúria – por um fatal error em um software.

Dicas para você enfrentar situações ruins de stress profissional sem perder a compostura.

Primeiro de tudo, dê uma breve pausa e enquanto isso…

  • Respire. Respire com calma e bastante intensidade;
  • Se estiver sentado, se ajeite na cadeira e alinhe a coluna;
  • Se estiver em pé, deixe com que seus ombros caiam um pouco e distribua o peso do corpo sobre os dois pés;
  • Examine o ambiente em que está e não se esqueça de olhar pra cima – pode haver uma câmera indiscreta te filmando;
  • Se tiver pessoas próximas, ou estiver conversando com alguém, mantenha um tom de voz ameno;
  • Repasse rapidamente todas as palavras mágicas que sua mãe deve ter lhe ensinado quando criança – por favor, obrigado, com licença, desculpe, etc;
  • Lembre-se que aquele é seu local de trabalho (e não um ring) e que as pessoas ao seu redor são seus colegas (e não necessariamente adversários); Volte da breve pausa, racionalize e agradeça à todas as divindades pelos problemas da sua empresa. Caso fosse tudo perfeito, você estaria desempregado.

Preste bastante atenção em como você trata seus colegas e em como você reaje aos problemas e as notícias boas. Infelizmente não é a maneira que você sente as coisas que conta, o que mais importa dentro das organizações é o jeito que você externaliza o ocorrido. Bons profissionais são elogiados pelo seu comportamento e competência, tanto em situações boas como nas mais complicadas.

Não temos domínio das nossas emoções, mas das nossas ações, sim.

fonte: http://www.dicas-l.com.br/gg/gg_20080424.php

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Promessas

29 Abril, 2008 · Deixe um comentário

Passamos o ano inteiro nos prometendo coisas. E aos outros também. Mas é na última semana
do ano, provavelmente por causa do balanço existencial, que mais pensamos sobre o assunto.
Tem gente que faz até uma lista.

E o que são promessas se não expectativas que despertamos no coração? São propósitos que
colocamos nas nossas vidas e nas daqueles que convivem conosco.

É fácil prometer coisas. Difícil mesmo é cumprir tudo o que falamos ou pensamos.  Acordamos
com nossas promessas sonhos que, se não atingidas, vão se desfazer da mesma forma que a
confiança que depositam em nós.

Antes de prometer algo a alguém ou a si, pense: a portinha que se abre com uma promessa
fica sempre aberta e só se fecha quando a mesma se cumpre. E se ela foi feita assim de uma
maneira qualquer, haverá sempre o vazio de algo não realizado na vida nossa e na da outra
pessoa.

Evite então as promessas se você não sabe controlar o dia de amanhã com todas as surpresas
que ele pode trazer.

Não prometa amor eterno: ame, ame e ame eternamente. Ame tanto quanto seu coração suportar!

Não prometa felicidade: lute para transformar todos os momentos dos que te encontram em
instantes felizes.

E se por acaso a promessa for inevitável, que caia o mundo, mas cumpra o prometido! A
fidelidade aos nossos princípios e aos nossos objetivos é fundamental a nós mesmos, ela nos
enraíza, nos dá coragem e aumenta nossa auto-confiança.

E lembre-se: muitas das coisas que cumprimos são promessas que não nos fazemos.

Então, o importante mesmo não é ficar abrindo portas de esperança de um lado e outro, mas
viver de maneira tal que, a cada fim de dia, possamos repousar a cabeça com a consciência
de que, seja como for, nós tenhamos dado o melhor de nós.

—————————————–
Esta mensagem pode ser encontrada no site “Contando Histórias”,
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006264.php

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Planejamento, a arma contra os imprevistos

28 Abril, 2008 · Deixe um comentário

Um dos grandes inimigos das finanças pessoais é a má utilização de alguns instrumentos financeiros vistos como tábua de salvação por alguns, em determinados momentos do mês. O grande problema é que com tanta utilização de ferramentas como cheque especial e cartão de crédito, o valor de desse (falso) dinheiro passa a compor parte da renda das pessoas.

Crédito não é dinheiro[bb] em caixa, fica fácil concluir. Mas a prática é bem diferente. O que você acharia de ter sua própria linha de crédito com juros mais baixos? Talvez a resposta para a pergunta seja óbvia. Sem dúvidas, ter uma linha de crédito pessoal pode suprir os apertos e servir como boa opção para fugir do pagamento dos enormes juros cobrados pelas instituições financeiras.

Fundo de reserva, uma necessidade
E se, ao invés de pagar juros baixos, você pudesse arcar com as surpresas da vida sem a ajuda dos bancos ou financeiras? A vida é feita de surpresas que, dia após dia, transformam o futuro de muitos por pura falta de conhecimento das possibilidades, é verdade, mas é possível estar preparado. Duvida?

O ato de planejar e idealizar o futuro não é uma ciência exata, mas facilita os atos de perceber e mensurar as chances de algo imprevisto acontecer. Contar com o ovo antes da galinha, com o crédito antes da necessidade de planejamento[bb], passou a ser o mais natural, levando milhares de pessoas para o endividamento desnecessário.

Algumas perguntas devem fazer parte do cotidiano de quem planeja o futuro, encarando a possibilidade de surgirem imprevistos com seriedade:

  • Se você perder seu emprego, por quanto tempo sua família manteria o padrão de vida?
  • Seu plano de saúde cobre todas as suas necessidades? Você seria capaz de mantê-lo, mesmo desempregado?
  • Qual seria sua atitude diante de um dinheiro inesperado? Pagaría dívidas, compraria bens ou investiria no seu futuro?

“Não acredite cegamente nas previsões seguras publicadas por aí. Acredite somente que teremos crises de tempos em tempos e que, se você tiver zero de reservas, a crise o afetará 100%” (Stephen Kanitz)

Reflita sobre as palavras de Kanitz. Acaba que aqueles que tem reserva financeira acabam usando-na para outros fins: educação dos filhos, a formatura, o carro, a própria aposentadoria, por exemplo. Mas, dificilmente, param para observar o quanto as desventuras podem modificar suas vidas.

Ninguém admite a possibilidade de uma emergência. Nós apenas a aceitamos e gostamos de passar a impressão de ter as coisas sob controle, não é assim? O nosso amigo Beto Veiga lembra muito bem que o dinheiro é o principal motivo de discussão entre as famílias, citando uma pesquisa realizada pela Revista Veja.

Na situação de perda do emprego, a recolocação pode levar de seis meses a um ano. Ou mais, é claro. Como se manter nesse período? Quando não temos um bom “pé de meia”, as chances de aceitar um trabalho inadequado são muito grandes. Isso para não dizer das privações familiares. E no caso de necessidade por motivo de saúde? Impossível adiar.

Fazer seu planejamento e investir na estabilidade financeira[bb] lhe garantirá uma vida mais confortável. Além disso, enfrentar com mais serenidade períodos turbulentos e realizar planos/objetivos de longo prazo se tornam tarefas mais interessantes.

Roteiro para gerenciar suas finanças
Cuidar bem de nossas finanças é possível e sei que você sabe disso. Com um pouco de boa vontade e comprometimento é possível manter um planejamento correto, realista e, ainda assim, manter a visão de futuro. Que tal seguir esses 6 passos, para gerenciar suas finanças?

1. Estabeleça seus objetivos. Seja realista, leve em conta seus sonhos, suas necessidades e defina metas de curto prazo (até 1 ano), médio prazo (até 5 anos) e longo prazo (mais de 5 anos)

2. Faça uma análise da sua situação patrimonial atual e de fluxo de caixa. De onde vêm seus ganhos (salário, benefícios, rendimentos etc)? E suas despesas (alimentação, educação, moradia, lazer, juros, seguros, impostos etc)? Quais são seus ativos (aplicações financeiras, bens móveis e imóveis, outros investimentos etc)? E seus passivos (dívidas, obrigações etc)?

3. Defina o horizonte do seu planejamento. Detalhe ao máximo seus próximos dois anos, experimente resumir seus cinco anos seguintes e vislumbre o futuro.

4. Defina seu perfil de investidor. Analise sua tolerância aos riscos visando adequar seus investimentos à sua personalidade.

5. Elabore um plano realista para seus ganhos e despesas futuras, com base na sua situação atual e nos objetivos estabelecidos. Priorize as necessidades, mas sem esquecer os desejos. Também leve em conta a evolução familiar, sua evolução profissional e o cenário econômico.

6. Elabore um plano de investimentos baseado no seu fluxo de caixa, levando em conta os objetivos definidos para curto, médio e longo prazo. Priorize o os objetivos de longo prazo. Reveja o plano, confrontando-o com os seus objetivos e certifique-se de que ele atende suas necessidades e sonhos

Não é tão difícil! Sim, dá trabalho, mas não é algo complicado. Assim você evita problemas financeiros inesperados e mantém seu presente (e futuro) sobre controle. Seu comprometimento é tudo, lembre-se sempre disso. Nós do Dinheirama estamos aqui, caso necessite de auxilio. Até sexta.

fonte: http://dinheirama.com/blog/2008/04/23/planejamento-a-arma-contra-os-imprevistos/

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Eu contra Todos.

25 Abril, 2008 · Deixe um comentário

“Qualquer um pode fazer as metas da empresa – basta baixar os preços, fazer promoções de final de mês, espremer os custos até não sobrar nada além da polpa. Qualquer um pode ser um grande estrategista – basta dizer às pessoas “Sejam pacientes. A nossa estratégia vai trazer resultados no final do trimestre”. Se você é um desses que ganha 40 mil reais por mês e tem 10 direct reports para sustentar, você tem que ter a energia, tesão, visão e coragem para fazer as duas coisas simultaneamente, caso contrário você não serve.” Jack Welch (adaptado a lá BizRevolution)

Querida(o) Amiga(o),

Carlos Ribeiro havia gasto até aquele momento 350 reais para concorrer à vaga de “gerente de alguma coisa importante” naquela empresa famosa. 350 reais que muito em breve se mostrariam uma grande roubada.

“As duas primeiras entrevistas foram com três gringos chefes do meu futuro chefe. Os únicos horários que eles tinham disponíveis para as entrevistas colidiam com o horário do rodízio do meu carro (Carlos mora em Sampa). Eu não podia dizer “não posso ir”, resultado, 350 reais em multas de rodízio. Mas tudo bem, eu queria muito aquela posição”, conta Carlos.

Ribeiro estava super confiante sobre as chances de faturar o caneco. O feedback imediato que recebeu dos gringos ao final de cada entrevista foi muito bom. Alguns dias após ter participado de uma terceira entrevista, Carlos recebeu um iphonema do gerente de recursos humanos.

“Carlos, você foi bem nas entrevistas. Eu particularmente gostei de você. Entretanto, todos os executivos foram unânimes: o Carlos não se encaixa na cultura da nossa empresa”.

“Por que eu não me encaixo na cultura da empresa de vocês?”, perguntou o curioso Carlos.

“Porque durante a entrevista você falou muitas vezes a palavra NÓS. Nenhuma vez você falou a palavra EU. Todas as vezes que você se referiu aos projetos que realizou, você disse “NÓS fizemos, NÓS decidimos, NÓS criamos, NÓS desenvolvemos”. A impressão que você deixou nos executivos foi de um cara que não consegue fazer nada sozinho e precisa de muitos recursos para fazer a coisa acontecer. A cultura da nossa empresa exige pessoas que tenham coragem para dizer “EU fui o responsável pelo projeto X, EU fiz, EU toquei o barco, EU decidi, EU escolhi, EU aconteci, EU tomei a frente, EU quebrei a cara. Parece que você não é assim. Sinto muito.”.

Antes de continuar a ler o texto, faça uma reflexão: Qual é o tipo de cultura que você aprecia mais, a cultura que valoriza o Teamwork ou a cultura que valoriza o Indivíduo? Qual é cultura que você acredita ser mais adequada ao mundo em que vivemos e por quê?

Anthem, escrito por Ayn Rand em 1938, dez anos antes de George Orwell inventar o Big Brother com o seu 1984, fala sobre uma sociedade onde a palavra “EU” foi terminantemente proibida. O simples mencionar da palavra “EU” é motivo de prisão e morte para um cidadão.

Em Anthem, as pessoas não têm nomes nem sobrenomes apenas códigos (não muito diferente dos dias de hoje onde os sobrenomes das pessoas foram substituídos pelos sobrenomes corporativos); em Anthem ninguém tem o direito de fazer nada que não esteja protocolado nos processos do estado (não muito diferente de hoje onde o indivíduo é massacrado pela macro-estratégia da empresa que diz que não pode haver mudanças antes do próximo semestre). Anthem descreve uma sociedade consumida pelo coletivismo e pela presença maciça do governo na vida dos cidadãos.

Em uma das passagens mais bonitas do livro, Equality 7-2521 (nome e sobrenome dos cidadãos que vivem em uma sociedade igualitária) tenta persuadir o governo a escutá-lo. Equality 7-2521 faz a demonstração de uma “lâmpada”, um artefato até então desconhecido pela sociedade da época, “Aqui eu dou a vocês o poder dos céus e a chave para a Terra”, no que o governo responde, “O que não foi criado coletivamente não pode ser bom. Se livre disso imediatamente!”.

Em outra passagem do livro, quando acusado pelo governo de crimes contra a sociedade, Equality 7-2521 responde, “A minha felicidade não é o meio para um fim. É o fim.”.

Duas semanas atrás, a revista Exame publicou uma matéria de capa sobre a cultura “corporativa” do Google. Na reportagem, a revista entrevistou Luiz Barroso, carioca, 43 anos, “engenheiro honorário” do Google, cargo alcançado por apenas sete outros profissionais dentro da mega corporation considerada a empresa mais inovadora do planeta por 11 a cada 10 publicações de negócios.

Enquanto a Google prospera, a Gradiente transpira para sair do buraco que se meteu. A Gradiente mais do mesmo, dobrada ao meio pela globalização, não consegue produzir nada de minimamente bacana para ser aceita pela geração dos usuários de iPods e iPhones.

Por que a Gradiente não conseguiu reter o Luiz Barroso quando ele era menino??? Por que a Gradiente não consegue produzir um iPhone nos dias de hoje???

Falta de estratégia ou falta de cultura?

Lá vai a minha resposta em letras garrafais para você nunca mais esquecer:

A CULTURA DE UMA EMPRESA TEM A CAPACIDADE DE DIRIGIR A ESTRATÉGIA DE UMA EMPRESA!

Ou,

A CULTURA DE UMA EMPRESA TEM A CAPACIDADE DE AFUNDAR A ESTRATÉGIA DE QUALQUER EMPRESA!

Isso significa que não basta os funcionários saberem o que tem que ser feito, ELES TEM QUE QUERER FAZER O QUE TEM QUE SER FEITO!

Como é feita a cultura de uma empresa ou de um país?

Pelos atos e decisões diárias dos seus cidadãos e funcionários.

A cultura é algo que não se pode pegar. Está no ar. Invisível. Flexível, frágil e sujeita a mudanças diárias. Uma novela da Globo que mostra uma crente e sua corja de malucos tentando linchar um cidadão homossexual cria uma cultura X na cabeça de milhões de pessoas que antes acreditavam que a Igreja era uma força do bem. Um pai que joga a filha de cinco anos pela janela e depois tenta se safar dizendo que é inocente cria uma cultura Y na cabeça de milhões de pessoas que imaginavam que os pais deveriam existir para educar os seus filhos não para matá-los.

A cultura de uma empresa passa de geração para geração pela palavra e imitação, não pelas frases e fotos emplacadas nas paredes.

A cultura de uma empresa é forjada quando os big shots tomam decisões sobre como medir o sucesso do empreendimento (receita e lucros ou sucesso dos clientes e aprendizado dos funcionários?); como premiar os funcionários (por tempo de casa e para melhorar o astral do cidadão ou por objetivos atingidos de acordo com o combinado?); quais são os processos realmente importantes para o big shot acompanhar (os preparativos para a festa de final de ano da empresa ou qual é exatamente o discurso que os profissionais da força de vendas usam para vender?); o quanto rapidamente e corretamente o big shot toma decisões (pelo feeling e experiência de anos atrás ou pela razão baseada em fatos concretos?).

A cultura da uma empresa é forjada quando os funcionários precisam uns dos outros (nessas ocasiões eles são competitivos demais ou amigos demais?); quando os privilégios são definidos de acordo com o ranking da empresa (o big shot tem sala maior com janela maior porque ele é o big shot ou porque ele realmente acrescentou novos negócios na empresa nos últimos 60 dias?); quando o acesso às informações é definido (somente o big shot tem acesso aos relatórios de vendas ou todos os funcionários podem acessar e se engajar na receita?); quando a visibilidade sobre quem são os principais clientes e fornecedores existe (apenas para os vendedores e big shots, ou para todos os envolvidos no negócio do cliente?); quando se sabe quais são as ações consideradas fora de questão (por razões éticas ou razões comerciais?).

A cultura de uma empresa é o fator de sucesso mais importante que existe no mundo maluco em que vivemos. É a prioridade número um de qualquer líder que se preze, caso contrário, o líder realmente não serve para nada.

O controle de cima para baixo à maneira Taylor e Fayol de administrar uma empresa não vai funcionar nesse século 21. As tarefas das pessoas não são mais rotineiras. Ninguém sabe exatamente como será o dia no escritório. Os problemas não podem mais ser antecipados. O que pode ser antecipado ou ainda é rotineiro está sendo mapeado e se transformará em sistema digital o mais breve possível.

O que sobra para o Ser Humano fazer são tarefas não rotineiras e que requerem um alto grau de INDIVIDUALISMO, CRIATIVIDADE e SENSIBILIDADE.

Qual é a cultura que você tem na sua empresa? Qual é a melhor cultura para os tempos em que vivemos? Por que?

Voltando a história do Carlos Ribeiro, o fato engraçado é que ele é um cara “EU faço, EU aconteço, EU arrebento”, entretanto, ele pensou que a melhor maneira de se vender nas entrevistas era sendo um cidadão politicamente correto ao invés de ser ele mesmo. Quebrou a cara.

Seja VOCÊ. Contra todos!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

fonte: http;//www.bizrevolution.com.br/blog

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Ética: convicção ou responsabilidade?

24 Abril, 2008 · Deixe um comentário

Imagine-se o presidente eleito de um país tropical que pretende implementar um plano econômico, do qual foi convencido que irá gerar bons resultados futuros. Esse plano dependerá do confisco da poupança, entre outras medidas impopulares. Na semana da sua posse, você concede uma entrevista. Eis que surge a pergunta- “Sr. Presidente, a poupança do povo corre o risco de ser confiscada?” Responder “sim”, provocaria uma corrida aos bancos e um colapso no sistema financeiro. Responder “não”, coloca-o como mentiroso diante daqueles que depositaram confiança em você. Infelizmente, o final deste dilema conhecemos bem.

Tendemos a nos distanciar de dilemas assim. Porém, no nosso dia-a-dia, seja profissional (que abordarei) ou pessoal, não raramente temos que enfrentá-los.

“Sr. Diretor, atingiremos a meta?” “Sr. Parceiro, ganharemos juntos?” “Sr. Consultor, devo demitir essas pessoas?” “Sr. Gerente, vamos concluir este projeto no prazo e custo previsto?” “Sr. Colaborador, está realmente comprometido com a nossa empresa?” “Sr. Técnico, temos a qualidade que dizemos possuir aos nossos clientes?” “Sr. Candidato, é tão bom quanto diz o seu currículo?” “Sra. Empresa, pode aumentar o meu salário?” “Sr. Profissional, esse fracasso foi responsabilidade sua?”

Poderia citar outros exemplos, mas, creio que esses já são suficientes para a reflexão que proponho.

Segundo o cientista social Max Weber, há duas éticas: a da convicção e a da responsabilidade. A primeira não se importa com as conseqüências e os resultados de sua ação. A segunda toma em conta os defeitos do homem médio e condena qualquer ação que utilize meios moralmente perigosos, como a violência. A ética da convicção não suporta a irracionalidade ética do mundo. O mundo transforma-se, na primazia da convicção, no bem e no mal simplificados.

Se fizéssemos uma enquete entre os leitores deste texto o resultado provavelmente apontaria como vencedora a chamada ética de convicção. Porém, se comparássemos essa mesma enquete com os vários cases de mercado, certamente haveria maior aproximação com a chamada ética de responsabilidade.

Imagine-se agora como gerente de um projeto de desenvolvimento de um novo sistema em uma grande organização, que em tese já está na sua fase final de desenvolvimento, e no qual já se investiu milhares de reais. Você tem duas reuniões, uma com sua equipe técnica, e outra com o seu facilitador no cliente. Na primeira, recebe a notícia que o sistema desenvolvido é uma verdadeira “bomba”, mas, com alguns artifícios, o cliente não vai perceber. Na segunda, seu cliente faz esta pergunta – “Sr. Gerente, receio quanto a qualidade do sistema que contratamos. O que o senhor tem a me dizer a esse respeito? Posso tranqüilizar nossa diretoria que quer cancelar este contrato?” Responder “não”, vai gerar a quebra do contrato e a sua conseqüente demissão. Responder “sim”, cria a possibilidade de prolongar esta situação, sem na realidade alterá-la.

Não tenho a preocupação em saber o que diríamos em voz alta a respeito desse assunto, pois, o que proponho é uma reflexão mais íntima feita diante da imagem refletida no espelho.

Por qual motivo agimos em alguns momentos de maneira contrária à nossa convicção? Digo, “agimos” por supor que todos nós enfrentamos em algum momento das nossas vidas esses dilemas e, eventualmente, tomamos posições que poderíamos agora desejar mudar.

Agimos dessa maneira pois acreditamos que a pena social será alta. Miramos mais nos resultados imediatos, e não nos efeitos das nossas ações. Justificamos isso por razão dos vários riscos que acreditamos correr: “Ser demitido”. “Ser desacreditado”. “Não mandar nossos filhos à faculdade”. “Não ser contratado”. “Perder o contrato”. “Ter menos lucro”. “Admitir o fracasso”.

Cito o filósofo Gusdorf que, quando diz: “O homem não é o que é, mas é o que não é”, não está fazendo um jogo de palavras. Ele quer dizer que o homem não se define por um modelo que o antecede, por uma essência que o caracteriza, nem é apenas o que as circunstâncias fizeram dele. Ele se define pelo lançar-se no futuro, antecipando, por meio de um projeto, a sua ação consciente sobre o mundo.

Não há caminho feito, mas a fazer. Não há modelo de conduta, mas um processo contínuo de estabelecimento de valores. Nada mais se apresenta como absolutamente certo e inquestionável.

Essa condição de certa forma fragiliza o homem. Ao mesmo tempo, o que parece ser sua fragilidade, é justamente a característica humana mais perfeita e mais nobre: “a capacidade do homem produzir sua própria história”.

Pessoalmente, acredito que seja com a nossa biografia que devemos nos responsabilizar. A Ética (aqui escrita em maiúsculo) é uma questão de organização de valores no seu nível mais pessoal. A minha Ética não pode depender da sua. Seja para o bem ou não, agir com Ética é estar disposto a enfrentar as conseqüências (efeitos) das nossas ações.

fonte: http://allegrobgblog.wordpress.com/2008/04/01/etica-conviccao-ou-responsabilidade/

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Qual é o tamanho do seu tanque?

23 Abril, 2008 · Deixe um comentário

Já parou para pensar sobre a grandiosidade do universo e o incrível potencial que existe em você? Que tal uma reflexâo?

Você está lendo este artigo. Pode ser em qualquer ambiente, mas imagine que esteja em seu trabalho. Você então está na empresa, que ocupa um espaço no bairro, que está em uma cidade, que pertence a um país, que está em um continente, que faz parte do planeta Terra.

Estamos na Terra, mas sabe-se que existem outros planetas, com milhares de estrelas e galáxias. Agora imagine este imenso universo e um ponto distante em meio a este gigantesco universo, localize você novamente no planeta Terra. Percebe a grandiosidade do universo?

Todos nós nascemos com um equipamento fantástico: nosso cérebro. Ele tem 100 bilhões de células, estima-se que 10 bilhões são neurônios e 90 bilhões são as células glias, que nutrem, isolam e ajudam a processar nossos pensamentos e arquivar memórias. Segundo alguns cientistas, nosso cérebro é aproximadamente 20 bilhões e 100 milhões de vezes superior ao mais avançado, poderoso e sofisticado computador existente no mundo. Ainda estamos descobrindo como funciona este maravilhoso presente, mas sabemos que utilizamos bem pouco do que poderíamos e que existem recursos inestimáveis para serem descobertos e desenvolvidos. Você tem consciência do quão poderoso é?

Você já viu algum dia, aquelas belíssimas carpas japonesas. Peixes dóceis, que geralmente enfeitam os ambientes em tanques ou aquários. Acredita-se que não existam duas da mesma cor e com os mesmos desenhos. Cada uma inédita, com sua particular beleza, enfeita o mundo com suas características únicas. Gosto das analogias que esta espécie de peixe proporciona para nossas vidas.

As carpas japonesas nascem do mesmo tamanho dos peixes de aquário. Porém, existe uma grande diferença: as carpas japonesas crescem de modo a se adaptarem ao ambiente. Se você as colocar em um ambiente pequeno, um aquário, elas crescerão apenas o suficiente para sobreviverem naquele ambiente. Mas, se você as coloca em um tanque enorme, elas crescerão proporcionalmente. Em um grande ambiente, como uma represa, elas podem chegar a medir 70 cm de comprimento.

Talvez você conheça alguém que esteja com o crescimento limitado ao ambiente em que vive. Muitas vezes nós seres humanos agimos como carpas; a diferença é que todos vivemos em um tanque imenso, tão grande que não conseguimos ainda ter idéia real do seu verdadeiro tamanho. Tanto em dimensões quanto em potencial, como discutimos nos dois primeiros parágrafos. Sabemos que o tanque é grande porque existem evidências disso, temos exemplos incríveis de seres humanos que tornaram possíveis o que até então era impossível.

“O impossível é algo que ninguém pode fazer até que alguém o faça.”
- Justin Herald.

Pessoas que realizaram grandes feitos foram as que descobriram seu incrível potencial, que acreditaram que eram maiores do que as circunstâncias de suas vidas e fizeram algo que a maioria não estava disposta a fazer.

Algumas têm vidas medíocres, porque acreditam que estão vivendo em um tanque pequeno — pensam que o mundo é um lugar difícil para se viver, que as coisas só acontecem para alguns poucos escolhidos, que nasceram com a cabeça virada pro sol… —, agem como se essa fosse a verdade absoluta, e colhem os resultados medíocres que este tipo de pensamento e atitude geram.

Pode ser que a única coisa que nos impeça de crescer seja a nossa mente. É ela que determina o tamanho do “tanque” em que vivemos. Se você acreditar que vive em um tanque pequeno, ninguém poderá lhe ajudar, mas se você acreditar que vive em um “tanque gigantesco”, ninguém poderá lhe impedir. Você escolhe.

As pessoas preferem acreditar no “tanque pequeno” porque ele fica na ZONA DE CONFORTO; neste lugar não precisamos forçar muito, basta fazer mais ou menos as mesmas coisas e pronto: vamos levando a vida e a vida nos levando. É mais fácil encontrar um culpado, uma desculpa, uma justificativa, um bode expiatório. É comum as pessoas assim colocarem a culpa no governo, no patrão, no mercado, no concorrente, no vizinho, nos país…. É mais fácil transferir a culpa de uma vida medíocre para outro, do que sair da zona de conforto e trabalhar duro, aprender, estudar, e abrir mão de alguns prazeres no presente para poder viver uma vida de incríveis realizações no futuro.

Acredite, viver na zona de conforto é mais fácil, mas nunca oferecerá a sublime sensação de viver em plenitude, de missão cumprida e de felicidade. Viva em um tanque gigante e prepare-se para ser, fazer e ter mais do que você jamais sonhou.

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Escola de animais

22 Abril, 2008 · Deixe um comentário

Era uma vez um grupo de animais que quis fazer alguma coisa para
resolver os problemas do mundo. Para isto, eles organizaram uma
escola. A escola dos bichos estabeleceu um currículo de matérias
que incluía correr, subir em árvores, em montanhas, nadar e voar.

Para facilitar as coisas, ficou decidido que todos os animais fariam
todas as matérias.

O pato se deu muito bem em natação; até melhor que o professor! Mas
quase não passou de ano na aula de vôo, e estava indo muito mal na
de corrida.  Por causa de suas deficiências, ele precisou deixar
um pouco de lado a natação e ter aulas extras de corrida. Isto fez
com que seus pés de pato ficassem muito doloridos, e o pato já não
era mais tão bom nadador como antes. Mas estava passando de ano,
e este aspecto de sua formação não estava preocupando a ninguém -
exceto claro, ao pato.

O coelho era de longe o melhor corredor, no princípio, mas começou
a ter tremores nas pernas de tanto tentar aprender natação.

O esquilo era excelente em subida de árvore, mas enfrentava
problemas constantes na aula de vôo,  porque o professor insistia
que ele precisava decolar do solo, e não de cima de um galho alto.
Com tanto esforço,ele tinha câimbras constantes, e foi apenas
“regular” em alpinismo, e fraco em corrida.

A águia insistia em causar problemas, por mais que a punissem
por desrespeito à autoridade. Nas provas de subida de árvore era
invencível, mas insistia sempre em chegar lá da sua maneira… Na
natação deixou muito a desejar….

Moral da história
=================

Cada criatura tem suas capacidades e habilidades próprias, coisas que
faz naturalmente bem. Mas quando alguém o força a ocupar uma posição
que não lhe serve, o sentimento de frustração, desencorajamento,
e até culpa, provoca mediocridade e derrota total.

a.. Um pato é um pato; nada mais do que um pato. Foi feito para nadar,
não para correr, e certamente não para subir em árvores.

b.. Um esquilo é um esquilo; nada mais do um esquilo. Se insistirmos em
afastá-lo daquilo que ele faz bem, ou seja, subir em árvores, para que ele
seja um bom nadador ou um bom corredor, o esquilo vai se sentir um burro.

c.. A águia faz uma bela figura no céu, mas é ridícula numa corrida a pé.

d.. No chão, o coelho ganha sempre. A não ser, é claro, que a águia
esteja com fome!

O que dizemos das criaturas da floresta vale para qualquer pessoa
bem como a sua família, em particular. Deus não nos fez iguais. Ele
nunca quis que fôssemos iguais. Foi Ele quem planejou e projetou
as nossas diferenças, nossas capacidades especiais!!

Portanto descubra em você estas qualidades e desfrute de sua paz
interior… Descubra seus dons naturais…

—————————————–
Esta mensagem pode ser encontrada no site “Contando Histórias”,
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004109.php

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Transforme seu trabalho em um hobby

17 Abril, 2008 · Deixe um comentário

O questionamento a respeito do sacrifício da vida pessoal para se atingir o sucesso profissional, tira o sono de muita gente. Ou melhor, segundo Betânia Tanure, professora da Fundação Dom Cabral (FDC) e autora do recém-lançado livro “Executivos: Sucesso e (in) Felicidade”, há quem prefira nem pensar sobre o assunto para fugir do sofrimento. Ela e Herbert Steinberg, conselheiro independente de empresas, estiveram reunidos em São Paulo, este mês, num debate que faz parte de uma série de eventos a serem promovidos pela X Idéias.

De um lado, Betânia, que acredita que não há como encontrar a realização plena, priorizando apenas a atividade profissional. “Aqueles que têm brilho nos olhos, paixão pelo que fazem, sofrem menos com o sacrifício da vida pessoal”, comenta. Ela alerta, no entanto, para a armadilha da satisfação no curto prazo. “No trabalho é possível ter reconhecimento no curto prazo, já âmbito pessoal não. É necessário um investimento muito maior de tempo para se construir relações de confiança e colher os seus frutos. Por isso, costuma-se abrir mão de exercer os papéis relacionados à vida particular. Poucos, aliás, se questionam a respeito de seus outros papéis além do profissional e têm um projeto de vida claro.”

Com uma visão diferente, Steinberg acredita que, ao encontrar sua vocação, ou seja, seu propósito de vida, a principal responsabilidade da pessoa passa a ser com o exercício dessa vocação. Assim, fazendo o que se gosta, seria possível obter plena satisfação com a vida. “Quando ajudo alguém a ser presidente, parece que fui eu que virei presidente”, comenta.

Ele acredita ter transformado seu trabalho em um hobby. “A relação que você tem com as coisas é que te faz estressado. Então, a saída para a infelicidade é achar uma razão para fazer o que se faz ou mudar de atividade profissional”, diz. “Se aprender a surfar a onda, não vai ser derrubado, vai ser uma curtição.”

Ambos concordam, no entanto, que para encontrar a felicidade é necessário traçar um projeto de vida, a partir do conhecimento de si próprio e do que tem mais relevância para cada um. Assim, é possível fazer escolhas conscientes e ter clareza do caminho que se está seguindo. “Existe um esforço dos executivos em manter as aparências. A justificativa para isso é de que precisam parecer para continuar tendo, mas esquecem de ser e de encontrar o seu propósito”, afirma Steinberg.

Priorizar a vida profissional ou a pessoal é uma escolha de cada um. “Não existe o que é certo e o que é errado. Depende de seu projeto de vida”, afirma Betânia. O problema é quando essa escolha não é consciente. Esses são os casos, por exemplo, de executivos mais velhos que se lamentam por não ter tido filhos ou por não ter se dedicado a eles.

“Não é possível ter tudo ao mesmo tempo. Mas é absolutamente possível atingir um equilíbrio razoável, que permanece sempre instável”, reforça ela. Para isso, na visão da professora, é importante compreender o momento que se está vivendo para poder decidir do que terá de abrir mão e negociar com a família os períodos em que julgar necessário dedicar-se mais ao trabalho.

Betânia ressalta ainda que, apesar de o indivíduo ter poder de decisão a respeito do direcionamento que dá para a sua vida, o ambiente de trabalho em que ele está inserido também influencia muito em seu nível de dedicação a outros papéis.

Para ela, o clima da empresa também influencia o sofrimento dos profissionais com a dificuldade em se dedicar à familia e ao trabalho. E, mesmo com brilho nos olhos e prazer em fazer o que se faz é mais difícil sobreviver em uma organização que não oferece flexibilidade para o profissional. “Como são a maior parte das empresas brasileiras, autoritárias e paternalistas”, conclui.

Steinberg emenda dizendo que o problema se agrava porque as empresas não contratam executivos com o perfil adequado à cultura da organização. Ele exemplifica dizendo que não dá certo colocar um piloto de caça na direção de um jumbo. “Um gosta de viver no limite, outro na rotina e estabilidade”, finaliza.

fonte: http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/jornal86/comportamento_hobby.aspx

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Indicação: Livro

17 Abril, 2008 · Deixe um comentário

Olá,

sugiro a vocês que leiam Previsivelmente Irracional — Como as Situações do Dia-a-Dia Influenciam as Nossas Decisões. Li uma crítica e penso que este deve ser muito interessante. Segue alguns trechos sobre o livro.

“Em nossa sociedade moderna, somos constantemente lembrados de que podemos fazer qualquer coisa e ser o que quisermos. Temos de nos desenvolver de todas as maneiras possíveis; devemos experimentar todos os aspectos da vida; temos de nos certificar de que, das 1 000 coisas a ver antes de morrer, não paramos na de número 999″, escreve Ariely. Essa compulsão por buscar tudo o tempo todo, de abrir todas as portas, mesmo aquelas que não oferecem uma recompensa que valha a pena, é uma das características mais marcantes de nossa irracionalidade. Ao fechar algumas dessas portas, as decisões podem ficam mais fáceis, especialmente quando se sabe que o tempo e a energia que se investem na tomada de decisão também têm seu custo. O próprio Ariely relata uma escolha que ele teve de fazer: continuar no MIT ou aceitar um convite para lecionar em Stanford. Ele conta que passou semanas comparando as duas universidades, conversando com alunos e colegas e avaliando o impacto da decisão para sua família. No final das contas, sua produção acadêmica começou a sofrer com o impasse. Ele acabou ficando no MIT. E concluiu: “Eu, com todo o meu conhecimento a respeito da dificuldade do processo de escolha, fui tão previsivelmente irracional como as outras pessoas.”

“O que fazer? As respostas são um pouco óbvias, mas ainda assim é difícil não concordar com elas. Evitar assumir muitos projetos no trabalho é um bom começo. Aceitar que alguns amigos do passado não vão mais fazer parte de seu círculo íntimo é outro passo. Apesar dessas pinceladas de caráter prático, o livro não pretende ser um manual de auto-ajuda. Tampouco é uma investida contra a teoria econômica tradicional. Mas entender como nossa mente funciona em certas situações pode ser útil para criar algumas defesas, por mais simples que sejam, contra as tendências que temos de agir de maneira irracional. Um bom começo é ser objetivo quando você for a uma livraria. Não gaste tempo decidindo entre os livros de negócios da moda: escolha Previsivelmente Irracional sem pensar duas vezes.”

leia mais aqui e aumente já a sua biblioteca pessoal.

tenha um excelente dia!

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Motivação e reconhecimento

16 Abril, 2008 · 1 Comentário

Passamos a maior parte de nossa vida no trabalho. Trabalhamos, no mínimo, as oito melhores horas de cada dia vezes os trinta, quarenta melhores anos de nossa vida. Daí a importância de fazer do trabalho, momentos de realização, crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional.

“Motivação” significa encontrar os “motivos” , isto é, as razões para que eu faça mais e melhor aquilo que é esperado de mim – por mim e pelos outros – seja a empresa ou a própria sociedade.  Viver “motivado” significa viver sabendo e desejando os “motivos” que me façam vencer os desafios do mundo.

Uma pessoa “motivada” é uma pessoa que tem a capacidade de doar-se mais, de comprometer-se mais, de fazer melhor tudo o que faz, sem sentir-se “escrava” ou apenas “cumprindo tabela”. Ela conhece e reconhece os “motivos” para fazer o que faz.

Um dos fatores mais importantes para que a motivação das pessoas é o reconhecimento. As pessoas reagem favoravelmente ao “reconhecimento” de seus pares, superiores e mesmo subordinados. O “reconhecimento” assume, hoje as mais variadas formas na empresa. O elogio (reforço positivo) por acertos continuados, a atribuição de maior autonomia e incentivo a iniciativas individuais têm sido usados como formas de incentivo que ultrapassam o salário, sempre visto como “incentivo e reconhecimento básicos” da empresa pelo trabalho de seus colaboradores.

O “reconhecimento” significa, em suma, ações concretas demonstrando  o fato de a empresa “reconhecer” o esforço, o talento, a dedicação e o comprometimento de seus colaboradores. Por isso, o “reconhecimento” é altamente motivador. O fato de “reconhecer” reforça os comportamentos reconhecidos como de valor para a empresa e faz com que os funcionários passem a repetí-los para obter ainda maior reconhecimento.

Por ter esse efeito motivador, o reconhecimento alavanca resultados inesperados numa equipe. Equipes motivadas pelo constante reconhecimento são capazes de realizar feitos incríveis.  Programas de reconhecimento e incentivo são importantes porque nos dão objetivos e metas que poderemos atingir e que saberemos de antemão o reconhecimento que obteremos ao atingí-los. Esses programas aumentam a “motivação” entre as pessoas que compõem a empresa.

Assim, participar ativamente dos programas que a empresa desenvolve para o reconhecimento e a motivação farão a empresa ter mais sucesso e com o sucesso da empresa e o reconhecimento e a motivação dos seus colaboradores todos sentir-se-ão mais “felizes”  porque “reconhecidos”. Todos sentir-se-ão mais “motivados” porque reconhecidos pela empresa pelos seus esforços e competência.

A cada dia que passa, empresas do mundo todo estão percebendo o valor do reconhecimento e fazendo uso cada vez mais constante e planejado de formas eficazes de motivação a seus colaboradores. Oferecer “reconhecimento” e valorizar os comportamentos positivos são condições básicas para se conseguir o comprometimento das pessoas. Num mundo em extrema mudança, quanto mais uma empresa deixar claro para seus colaboradores quais os seus valores e o que espera de seu pessoal, maior será o seu sucesso pois terá obtido uma equipe motivada, i.e. com “motivos” para se comprometer com o sucesso da empresa e de seus clientes.

Esses componentes de “reconhecimento” e “motivação”  farão pessoas mais felizes e dispostas a crescer – pessoal e profissionalmente. E Isso é o que importa e faz a diferença.

fonte: http://www.anthropos.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=358&Itemid=53

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