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Entradas do Maio 2008

A lógica de Einstein

30 Maio, 2008 · Deixe um comentário

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago
congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam
despreocupadas.

De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que
se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um
dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças,
conseguindo por fim,quebrá-lo e libertar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram
ao menino:

– Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido
quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:

– Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:

– Pode nos dizer como?

– É simples: – respondeu o velho.

– Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

—————————————–
Esta mensagem pode ser encontrada no site “Contando Histórias”,
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004150.php

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Liderança e motivação: quer ser levado mais a sério?

29 Maio, 2008 · Deixe um comentário

Você já percebeu que, em qualquer grupo, algumas pessoas são naturalmente levadas a sério, e outras não? E isso raramente tem relação com ser ou não sisudo – o indivíduo de gravata com mais cara de brabo e sem graça numa equipe pode não ser levado a sério por ninguém, e o colega que está sempre de bom humor pode ser visto com respeito por todos.

O que há em comum entre as pessoas que são levadas a sério? É difícil fazer uma lista completa, mas no caso das pessoas em posição de liderança (formalizada ou não), eu gosto de uma definição de W. E. B. Griffin: o que elas dizem tem um tom especial, que indica “eu serei levado a sério” – ou “eu serei obedecido”, no caso da liderança aliada a chefia formal. Mas esse tom não é produzido pela voz, e sim pelas atitudes, que aos poucos conquistam o respeito dos que estão ao seu redor.

Chega de desculpas

E o que os outros vêem em nós, por intermédio das nossas atitudes, começa nas nossas escolhas e no modo como nós mesmos nos vemos – em outras palavras, o caminho começa quando nós mesmos começamos a nos levar suficientemente a sério. O artigo “5 Reasons People Don’t Take You Seriously and How to Fix It” apresenta uma série de razões pelas quais as pessoas podem não estar levando você a sério, e convido você a passá-las rapidamente em revista neste meu resumo. Vamos a elas:

1. Não manter a palavra: isso não significa exatamente a mesma coisa que “ser mentiroso”, neste contexto. Significa anunciar freqüentemente planos e intenções que na prática você acaba não realizando, fazer promessas que não poderá cumprir, ou mesmo que não pretende cumprir. A cada mês você anuncia que vai fazer uma dieta, que vai melhorar as condições de trabalho da equipe, e que no sábado que vem vai levar a família toda para a praia – e nunca cumpre? Então pare de anunciar que vai fazer as coisas que dependem apenas de você, e adote a política de fazê-las primeiro, e anunciar seu sucesso depois.
2. Não dar continuidade: você começa e não prossegue? Paga a academia e só vai na primeira semana? Começa o curso de inglês e deixa de ir já no segundo mês? Ninguém vai levá-lo a sério assim. Comece a compor planos de metas sucessivas, em degraus, e persiga cada uma das metas com atenção. E comece menos coisas. E… veja novamente o item 1.
3. Não separar trabalho e vida pessoal: não há problema nenhum em ir para a happy hour com os colegas de trabalho, ser próximo dos clientes, ou ter amizades reais no ambiente de trabalho. Mas – a não ser em casos específicos – colegas de equipe e clientes não deveriam ser todos os seus *melhores* amigos, e deve haver um limite a partir do qual a sua vida pessoal fica reservada em relação ao conjunto geral deles. Todo mundo tem seus desafios, e uma parte deles precisa transparecer; a outra parte deve ficar acessível apenas a quem tem interesse positivo e genuíno nela – não necessariamente seus colegas, clientes ou fornecedores.
4. Dar mais desculpas do que resultados: releia o item 1, e depois faça mentalmente uma lista das pessoas que você conhece e que têm sempre uma desculpa na ponta da língua para explicar por que não cumpriram aquilo que disseram que fariam, ou por que a culpa não é dela. Dar desculpas é um hábito companheiro da procrastinação, e leva as pessoas a não levarem você a sério. Faça acontecer, ou não se proponha.
5. Andar com a turma errada: esta tem várias alternativas – se as pessoas com quem você se associa são exatamente as que você deseja se associar, francamente, permaneça com elas e se concentre em outras formas de ser visto com seriedade pelos demais. Mas se você está associado sem razão, e freqüentemente questiona a atitude e as decisões destas pessoas, pare para pensar se quem olha de fora não faz os mesmos questionamentos em relação a você. Mas seja autêntico – nada de abandonar amizades genuínas ou virar a casaca pensando apenas na sua imagem – isso só fará com que ainda mais pessoas deixem de levar você a sério.

Fiz um rápido censo mental das pessoas em posição de liderança com quem convivo no trabalho e na pós-graduação, e que não são levadas a sério pelos seus públicos, e eu marcaria um X para cada uma delas em 4 dos 5 critérios acima.

fonte:http://www.efetividade.net/2008/05/20/lideranca-e-motivacao-quer-ser-levado-mais-a-serio/

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PangeaDay

27 Maio, 2008 · Deixe um comentário

“Nós temos a responsabilidade de nos expor para o mundo, mostrar o que todos temos em comum, aprender sobre as outras pessoas – não apenas em tempos de guerra, de olimpíadas, de copas do mundo, mas em tempos de paz.”

Querida(o) Amiga(o),

Filmes de cinema não conseguem mudar o mundo, mas quem assiste consegue, certo?

No último dia 10 de Maio aconteceu o PangeaDay, uma amostra de filmes de curta metragem que aproximou milhões de pessoas de todo o planeta ao vivo através da internet.

No dia que rolou o PangeaDay eu bloguei sobre o evento ao vivo no web site da BIZ.

Passadas três semanas, pouco ou nada se falou sobre o PangeaDay na globo, no jornal nacional, no fantástico, no gugu, no faustão, na record, sbt, bandeirantes e todo o lixo televisivo que trucida a mente das pessoas todos os dias.

Por essa razão, eu quero compartilhar com vocês as minhas emoções blogueiras sobre o PangeaDay no dia que o evento aconteceu.

Se você perdeu, ou está descobrindo agora o que é o PangeaDay – você não tem que esperar pela boa vontade do Willian Bonner para ver na televisão – você pode assistir a todos os curtas mostrados durante o evento no YouTube ou no web site do PangeaDay.

Vamos lá… de volta ao PangeaDay…

Sábado, 10 de Maio, 15:00 hs, Lindo! Lindo! Lindo! Vou tentar escrever o que puder por aqui enquanto assisto. Não é mole com o Alexandre de 5 meses no colo querendo brincar. Vamos lá.

O evento começou com um discurso show de bola de uma líder de projetos da NASA onde ela mostrou pela primeira vez uma foto da Terra visto de Saturno no momento de um eclipse total do Sol.

Sábado: 15:15 hs, Na foto nós podemos ver a Terra flutuando em um raio de Sol. Linda!

Em seguida rolou um filme rápido narrado pelo fantástico texto de Carl Sagan.

“Look again at that dot. That’s here. That’s home. That’s us. On it everyone you love, everyone you know, everyone you ever heard of, every human being who ever was, lived out their lives. The aggregate of our joy and suffering, thousands of confident religions, ideologies, and economic doctrines, every hunter and forager, every hero and coward, every creator and destroyer of civilization, every king and peasant, every young couple in love, every mother and father, hopeful child, inventor and explorer, every teacher of morals, every corrupt politician, every ’superstar,’ every ’supreme leader,’ every saint and sinner in the history of our species lived there – on a mote of dust suspended in a sunbeam.” Carl Sagan

Depois de Carl Sagan, rolou um filme sobre a criatividade das crianças de Mocambique em criar uma bola de futebol a partir de uma camisinha. LINDO!!!

Sábado, 15:25 h, depois rolou um filme sobre aquela vontade que todos nós temos de falar com uma pessoa que não conhecemos mas encontramos no meio da rua. SHOWW (Espero que todos os filmes estejam disponíveis no site depois do evento).

Sábado, 15:36 h, fantástico filme sobre o que é ESPERANÇA para dezenas de sociedades do terceiro mundo no planeta.

Sábado, 15:42, o antropólogo Donald Brown mostra que não importa onde tenhamos nascido ou quem sejam os nossos pais, todos os seres humanos são iguais, tem os mesmos atributos, sensações e tudo mais. Pangea, para quem não sabe é o nome do continente original do planeta, antes que tudo se separasse.

Sábado, 15:48, um curta francês, meio comédia, meio triste, super real sobre o mundo cruel que vivemos onde as pessoas zoam com a cara das outras mesmo sobre os assuntos mais profundos, como o amor. SHOW! Um cara entra no mêtro e começa a dizer que está procurando por uma esposa ou namorada. Ele parece super sincero, super real, super profundo, mas…

“A subway in Lyon: “Ladies and Gentlemen, ever so sorry to bother you. Don’t worry, I’m not here to beg for money. Let me introduce myself. My name’s Antoine. I’m 29. I recently read in a magazine that there are about 5 million single women in France. Where are they? I’m looking for a lady aged between 18 and 55 who‘s also had trouble meeting someone in a conventional way and who wouldn’t mind giving a honest relationship with someone a shot…”

Sábado, 15:35 h, o evento é rápido, o Alexandre chora, a Bibi chegou de volta de festinha para as mamães na escola, agora a coisa vai complicar para acompanhar. O filme que está passando é sobre relacionamento conjugal, um depoimento sincero sobre o que é o casamento para um casal marroquino.

Sábado, 15:56, já mudou o filme, agora sobre refugiados em Serra Leone, “Vivendo como refugiados”, um regaee muito legal cantado pelos refugiados. O filme mostra um refugiado, o seu braço foi amputado pelos rebeldes em alguma forma de tortura. O mundo tem hoje 50 milhões de refugiados no mundo. Além dos tradicionais refugiados de guerras, hoje existem os refugiados do clima, especialmente na Ásia.

Sábado, 16:02, durante as quatro horas do evento vão rolar 24 filmes escolhidos entre 2.500 filmes.

Por que Pangea é importante para mim ou BIZREVOLUTION?

TODO MUNDO quer ser feliz. TODO MUNDO quer ter um trabalho digno. TODO MUNDO quer LIBERDADE para escolher que tipo de vida quer viver. TODO MUNDO que está assistindo ou fzendo esse dia QUER UMA VIDA igual a minha ou a sua.

O crescimento do mundo está ligado ao crescimento de todos nós.

TODO movimento que procura AUMENTAR A RIQUEZA DO PLANETA é um movimento BIZREVOLUTION.

Sábado, 16:05, filme “A Rainha do Baile”, filme de 2 minutos feitos com a câmera de um celular. SImples, delicado, não vou contar o final, ASSISTA.

Sábado, 16:08, filme curto mostra o depoimento as pesosas sobre os seus sonhos. Todos, da Tanzânia a Europa, todos querem coisas simples, que eu tenho, você tem.Agora o filme é “More”, uma animação daqueles com massinhas, SHOW!! GET HAPPY!!! Trilha sonora do New Order, nada melhor. Animação sobre um operário que vive uma vida massacrante, e derrepente descobre que dentro dele existe luz e um mundo novo colorido e bonito. LINDO! SUPER CABEÇA!!! O cara consegue sair da mesmice, cria algo novo, mas no final, volta a ser pior do que era, MARAVILHOSO!!! ASSISTA ASSISTA ASSISTA!!! O MAIS LEGAL E REVOLUTION ATÉ AGORA!!!

MORE NA CABEÇA!!!

Sábado, 16:14, Estamos em Cuba, Havana, na Cuba dos malucos, CUBA LIBRE SE FAZ COM COCA-COLA!!! (recebi trocentos emails de esquerdistas descontentes com o meu texto).

O filme mostra um cubano que foi viver nos EUA para ganhar dinheiro e volta para Havana. O cara volta bem apessoado, a famiília continua pobre, vivendo em um apartamento caindo aos pedaços.

A famiília se reune para comemorar a volta do filho. Na mesa do jantar o irmão cubano que ficou começa um debate sobre capitalismo versus comunismo. A típica conversa de pobre de esquerda despeitado com o sucesso de quem trabalha INDIVIDUALMENTE. Dureza, show de filme, tudo a ver, ilustra perfeitamente o debate sobre SER DONO DO SEU PRÓPRIO NARIZ ou depender do governos corruptos e estruturas arcaicas para viver.

A verdade é CHEGA DE RELIGIÃO, CHEGA DE IDEOLOGIA, CHEGA DE TEORIA, CHEGA DE PAÍSES, viva o INDIVÍDUO, NINGUÉM DEVE VIVER O SONHO DE OUTRAS PESSOAS, NINGUÉM DEVE SE SUJEITAR AS MALUQUICES DE ALGUÉM QUE VIVEM UMA TORRE DE MÁRMORE!

Sábado, 16:22, filme americano mostra uma partida de vôlei de praia usando o muro que separa os EUA e o México como rede. SHOW!!

Sábado, 16:24, agora é a vez do Brasil, Gilberto Gil ao vivo direto do Rio de Janeiro. Gil canta em FRANCÊS!!! É isso aí!!! FORA COM TODO TIPO DE BAIRRISMO!!! VIVA O PLANETA FORA OS BAIRROS!!! (Com certeza algum bairrista ignorante deve ter achado o Gil esnobe por saber cantar em francês. ERA POBREZA CEREBRAL!)

Sábado, 16:30, primeiro filme da Ámerica do Sul, do Paraguai, uma animação. É a história de Fred, que mostra a nós que é possível mudar o mundo como nós quisermos. LINDO!!! (Eu sei que eu tô falando várias vezes as palavras lindos e maravilhosos mas é isso mesmo).

Sábado, 16:33, um curta mostra pessoas do mundo inteiro falando sobre “chorar”. Entra agora um filme sobre um Líbano que não existe mais. A mensagem é linda, mostra filmes caseiros de pessoas que desapareceram, e afirma “Se você tivesse conhecido essas pessoas, vocês nunca teriam tido coragem de nos atacar”. QUEBRA TUDO!

PangeaDay é sobre INSPIRAÇÃO! Nessa primeira hora e meia o meu reservatório de TESÃO TRIPLICOU.

Sábado, 16:41, Christiane Amanpour entrevista dois ex-soldados libaneses que contam como eles mudaram a maneira de encarar os inimigos. Eles estão falando sobre a jornada do ódio fundamentalista contra o inimigo até a sua redenção e pedido de perdão para as famílias daqueles que eles mataram durante a guerra.

Sába, 16:43, filme inglês, “Música no Elevador”, mostra que os verdadeiros líderes são aqueles que sabem usar com humanidade o poder que tem. SIMPLESMENTE FANTÁSTICO!!! IMPERDÍVEL!!! SHOW!!!

Sábado, 16:47, os filmes que estão rolando no Pangea são uma espécie de comerciais de televisão, mas, o legal é que no final não aparecem pastas de dente, latas de cerveja ou carros a gasolina. Os filmes terminam com sorrisos, abraços, e uma super ultra mensagem de otimismo.

QUEBRA TUDO PANGEA DAY!!!

Sábado, 16:49, psicólogo Robert Kurzban explica que hoje nós sabemos que o ser humano pode mudar, todo ser humano pode mudar, e que somos os grandes responsáveis pelas decisões que tomamos.

Um pequeno aperitivo para o próximo filme.

O filme agora é alemão, “Telephone Game”, SIMPLESMENTE SHOW, e mostra durante uma brincadeira de criança que uma pessoa PODE, SE QUISER, mudar tudo. Realmente muito lindo, fantástica idéia.

Agora o filme é sobre a guerra do iraque. Simplesmente o mais triste de todos os filmes até a gora. Um acidente no Iraque, morte de um cidadão, ódio que vai crescer, história que vai se espalhar boca-a-boca, sobre o mundo ocidental, no Iraque. Dureza…

Para fechar o assunto das diferenças entre americanos e iranianos, entra a Hypernova, uma banda de rock do IRÃ!!!! Antes que algum cabecinha chame os caras de “colonizados” ou qualquer classificação estúpida que cria bairros, os caras da Hypernova SIMPLESMENTE gostam de rock, e não interessa se nasceram no Irã, eles tocam ROCK, falam INGLÊS, vestem JEANS. Eles são cidadãos do mundo e não habiantes de um lugar chamado Irã.

Somente nos mapas políticos existem as divisões entre os países. As divisões não existem na natureza.

Sábado, 17:00 hs, final da segunda parte do PangeaDay, estamos na metade do evento. Avaliação até o momento, de 1 a 10 = 10!!!!

Imagino que os melhor ainda está por vir… emoções a flor da pele.

REVOLUTIONS IN THE AIR!!

Sábado, 17:05, o filme agora é iraniano…. Muito bom!!! Se você não conversar diretamente com uma pessoa, você nunca saberá o que ela sabe de verdade. PENSAR NÃO ADIANTE, FALE!

Sábado, 17:10, Jonathan Harris mostra We Feel Fine, UM WEB SITE FANTÁSTICO sobre as emoções humanas. SIMPLESMENTE FANTÁSTICO!!! O site reune os pensamentos emocionais de 20 milhões de blogs, coletados segundo a segundo, de todo o planeta. LINDO, uma super exposição do que é o ser humano. Visite agora,

WeFeelFine, a interface do web site é super inovadora, LINDO!

Sábado, 17:13, primeiro filme brasileiro do PangeaDay, “Meninos”. O filme fala sobre o medo que temos quando crianças de ser aceitos pela “galera”. Medo, um dos piores sentimentos que podemos ter nas nossas vidas.

Sábado, 17:19, crianças são tiradas da escola para lutar contra alguém que não conhecem. Filme mostra o treinamento insano de crianças para morrer. A ONU estima que existam 250 mil meninos soldados em todo o mundo.

No palco agora Ismael Beah, um ex-menino soldado, que foi forçado a lutar aos 13 anos de idade. Ele lutou por 2 anos. Ele fala sobre como uma criança pode perder todas as suas emoções quando sujeita a uma guerra. Ele conta que depois da guerra ele teve que passar 8 meses em uma organização da ONU para poder voltar a sentir algum tipo de emoção. Ele está sendo aplaudido de pé.

Sábado, 17:23, a apresentadora avisa que o filme a seguir tem momentos intensos.

Vamos ver…

Caramba… forte… o filme é sul-africano, chama-se “Inja” (Cachorro), fala sobre sacrifício, amizade, liderança, submissão. SIMPLESMENTE MARAVILHOSO!! É dando que se recebe. Toda ação terá uma reação. QUE FILME!!! QUE FINAL!!!

Os apresentadores acabam de anunciar que todos os filmes já estão disponíveis no site do PangeaDay. Confira!!

Sábado, 17:42, Jean Paul Samputu, vítima do genocídio de Ruanda que matou 1 milhão de pessoas a pauladas e facadas, fala como ele sofreu durante 8 anos com o ódio dentro de si por aqueles que mataram seus pais e irmãos. Ele fala que somente ao perdoar aqueles que mataram sua família ele conseguiu sair da zona de ódio que tomou conta do seu coração.

Sábado, 17:45, filme mostra o preconceito em Nova Iorque contra os muçulmanos. O fantástico é a sutileza do filme, e como a linguagem, as palavras e o jeito que falamos pode ferir uma pessoa. MÁGICO! Quanto de nós “acha” que uma pessoa é de um jeito apenas pelas roupas que elas usam ou suas origens? ASSISTA!

“Se você não sabe quem eu sou, e se eu não sei quem você é, nós vamos acabar imaginando que somos o que os outros pensam que somos.”

Sábado, 17:48, um filme não pode mudar o mundo, MAS QUEM ASSISTE PODE! Todos os filmes até o momento são inspiradores, cheios de energia, emoção, para incentivar as pessoas a mudarem seus pontos de vista sobre o mundo.

O filme agora é sobre bom humor. “O homem não deve rir, o riso é o domínio dos deuses.” Platão. “Aqueles que riem sabem de algo que não sabemos. Eles pensam que sorrindo podem melhorar suas vidas. Eles pensam que são as pessoas mais saudáveis do mundo. Nós somos parte do Clube do Riso. Existem milhares de clubes do riso na Índia. O negócio deles é sorrir. O presidente do Clube do Riso indiano tem a meta de abrir 1 milhão de clubes do riso em o todo o planeta.

Sábado, 17:57, três horas de PangeaDay. Parece que começou 10 minutos atrás. MUITO BOM!

Entramos na hora final do evento. Emoções a flor da pele…

Sábado, 18:06, Jehane Noujaim, idealizadora do evento sobe ao palco. Pangea Day surgiu na TED, aquele evento show de bola que eu falo o tempo todo. Foi na TED que a turma levantou a verba e os organizadores necessários para fazer a coisa toda acontecer.

“Nós somos testemunhais das histórias dos outros. Vidas sem testemunhas não são vidas. Ao testemunhar a vida dos outros, damos vidas as pessoas que não tem vida. O melhor que podemos fazer por uma pessoa é sermos testemunhas das suas vidas, e compartilhar suas histórias com outras pessoas. MUITO OBRIGADA a todos que assistiram aos filmes dessas pessoas hoje.”

O filme mostra agora como a morte das filhas em atentados terroristas, aproximou pais palestinos e israelenses no Oriente Médio. No palco, agora, familiares de palestinos e judeus que tiveram seus parentes mortos em conflitos no oriente médio. “O meu filho não queria lutar, ele fazia parte dos oficiais que se negavam a combater os palestinos. Ele não queria por nada lutar contra ninguém”, David, o filho, foi morto por uma causa que não era a dele.

“Eu perdi o meu irmão, vivi a vida inteira em campos de refugiados, desisti de grande maioria dos meus sonhos, mas eu não perdi a minha mente. O judeus não são os meus inimigos. O seu inimigo é o seu medo. O material consegue derrubar o material, mas o material por mais forte que seja não consegue derrubar o Ser Humano.”

Sábado, 18:26, o filme agora é sobre soldados que resolveram lutar contra a guerra no oriente médio e fundam o “Combatentes pela Paz”. O filme conta histórias de soldados que desitiram de lutar quando perceberam que estavam lutando contra civis, e não contra algum tipo de mal. A entidade “Combatentes pela Paz” reune ex-combatentes de ambos os lados, palestinos e israelitas. Eles decidiram lutar pela paz, ao invés de lutar pela causa de um dos lados. “Temos que aprender a usar a nossa dor pela paz. Temos que acabar com essa guerra. Temos uma parceria pela paz. Precisamos viver em paz, a grande maioria que a paz, uma pequena minoria quer a guerra.”

Sábado, 18:37, Deve Stewart, fundador do Eurythmics, comanda um musical sobre paz, ódio e guerra. Ele canta America, que fez com Bono.

Sábado, 18:45, todo momento que eu faço um reload nesse post eu dou de cara com a foto da Terra dentro do raio de Sol vista de Saturno. Que coisa linda, minúscula, frágil. Quando eu olho isso eu penso, “Temos que fazer e acontecer, crescer, arrebentar. Somos um micro ponto super corajoso que contra tudo e todos decidiu viver. VAMOS ARREBENTAR!

Sábado, 18:46, “A missão do ser humano é criar uma comunidade global. Todos nós temos que nos engajar nisso. Temos que nos engajar na regra de ouro, válida para todas as religiões: Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você. Na china antiga já diziam, “Você precisa se preocupar com TODOS”. Não importa a sua fé ou ausência de fé, reflita sobre a sua experiência de vida, preocupe-se com os outros, é sério, preocupe-se com os outros.” Karen Armstrong

Sábado, 18:50, os apresentadores avisam que a diálogo sobre o PangeaDay continua na web, todos os filmes mostrados, e mais 25 outros que quase entraram na lista estão disponíveis na web para todos assistirem e comentarem. O evento está chegando ao final.

Mensagem final: “Faça algo, envolva-se em alguma CAUSA que muda o mundo.

O evento vai terminar com um super clip de IMAGINE de John Lennon, cantava por crianças do mundo inteiro que fazem parte da Anistia Internacional.

“Eu espero que a minha geração seja formada por jovens ativistas envolvidos em melhorar o mundo. Eu espero que a minha geração tenha a oportunidade por conhecer todas as civilizações do planeta. Eu espero que a minha geração mude o mundo.” Palavras finais de uma jovem chinesa.

CARA, se você chegou até aqui lendo o meu post, SE LIGA, FAZ ALGUMA COISA, SE MEXE, AJUDE AS PESSOAS, AJUDE O MUNDO A SAIR DA MISÉRIA DA POBREZA DA INDIFERENÇA dos medíocres que vivem nesse micro planeta flutuante desse imenso universo.

FAÇA ALGUMA COISA!! FAÇA HOJE FAÇA AGORA!!!

EU NÃO QUERO SABER DE IDÉIAS, EU QUERO SABER DE FATOS, DADOS, REALIZAÇÕES!!

TIRE A BUNDA DO CONFORTO DA SUA SALA E VÁ CONHECER QUEM VOCÊ NÃO CONHECE!!!

SE LIGA!!

VAMOS QUEBRAR TUDO!!! Foi para isso que eu vim! E Você?

E Você?

E Você?

E Você?

E Você?

fonte: http://www.bizrevolution.com.br/blog

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O grande desafio do Líder.

26 Maio, 2008 · Deixe um comentário

Como líder, busco fomentar o que de melhor existe em cada membro da minha equipe. Por uma opção particular, aplico um sistema de liberdade que faz com que cada membro tenha o sentimento de ser independente dentro da sua área de atuação. Procuro fazer emergir uma disciplina espontânea e ao mesmo tempo o senso de responsabilidade com o todo. Não vejo dilema entre ser temido ou respeitado, pois, opto sempre pelo respeito.

Busco cumprir bem o papel de quem se propõe a liderar pessoas. Coloco-me entre as atividades que devem ser feitas e a pressão que existe para que não sejam. Digo sempre aos meus pares: “Estou aqui para deixá-los produzir e para impedir aquilo ou aqueles que se contraponham a isso”.

Num primeiro momento, compro briga com quem só enxerga cifras e números. Embora sejam parâmetros importantes, entendo que o meu capital é o humano – o profissional, sendo ele o responsável pela geração do ativo – o conhecimento. É isso que produz o resultado, e isso que potencializo. Sendo o resultado favorável (e é) até os numerólogos ficam satisfeitos.

Ao lidar com pessoas, sei que tratarei daquilo que é objetivo e daquilo que não é. É preciso administrar o tanto quanto possível sentimentos (vaidade, inveja, desejo, dúvida, etc.). Essas características humanas nada têm haver com o bom senso, mas são questões que não podemos ignorar ao tratar com pessoas.

Se a dúvida é uma característica humana, pois, o animal não duvida, ele age seguindo seu instinto, a escolha também é uma característica do homem. É na escolha que procuro respaldo. Até na insatisfação existe uma escolha que foi feita, embora não tenha sido aceita. Em algum momento, sempre escolhemos.

Sei que existem perfis distintos em equipes. Existem aqueles que desejam apoiá-lo, e aqueles que o julgam incapaz. Existem aqueles que se sentem privilegiados, e aqueles que não desejavam estar ali. Existem aqueles que o respeitam, e aqueles que não. Existem aqueles solidários entre si, e aqueles não são. Sei que existem também perfis distintos de líder. Existe o líder comprometido com a sua equipe, e aquele que não é. Existe o líder que teme ser superado, e aquele que apóia o crescimento da equipe. Existe o líder ético, e aquele que é oportunista.

O perfil líder x equipe se soma. Por exemplo, uma equipe que apóie o seu líder e tenha um líder comprometido com ela, ambos tendem a obter benefícios. Por outro lado, uma equipe que tenha um líder inseguro e alguém que não o respeita está potencializado neste cenário um conflito interno por poder.

Creio que cabe a quem forma definir o perfil médio da sua equipe. Se a equipe é fraca, seu líder provavelmente é fraco ou inseguro. Se a equipe é unida, seu líder provavelmente promove essa união. Para uma equipe já formada, cabe a quem escolhe o novo líder avaliar o seu perfil. Também cabe ao liderado a escolha do seu líder. Ele pode optar por ficar ou não, mas é sempre uma questão de escolha.

Confesso que tenho certa desconfiança do líder que se destaca (no sentido de distância) da sua equipe. Não raramente, vejo ditos líderes que sabotam suas equipes para obter promoção individual. Há também aqueles que se auto-sabotam por terem assumido responsabilidades para as quais não estavam preparados.

Gosto de comparar equipes com tripulações de navio. Quando o barco está feliz, um termo naval, é um indicador que um bom capitão está no comando. Neste caso, tanto o capitão quanto a sua tripulação não temem nem as piores tempestades. Quando o barco não está feliz, é o próprio capitão quem reza para que não chova.

Pessoalmente, acredito que um bom líder entende e se faz entender por seus liderados. A boa comunicação, somada ao conhecimento humano e a firmeza de propósitos são fatores fundamentais para o sucesso sustentável.

fonte: http://allegrobgblog.wordpress.com/2008/04/13/o-desafio-o-gerenciamento-de-equipes/

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Do Sanduíche

24 Maio, 2008 · Deixe um comentário

Deus nos dá uma cota de dificuldades a serem superadas durante a vida, o suficiente para que possamos crescer. O resto nós criamos por  medo, culpa ou incapacidade de mudar.

No refeitório da fábrica, João abria a marmita e reclamava:

- De novo, sanduíche de atum!

Na primeira semana, os companheiros fingiam que não escutavam. E João todo dia abrindo a marmita e reclamando: “droga, sanduíche de atum!”

Cansado de escutar isto, um de seus colegas comentou: “por que não pede a sua mulher para mudar?”

“Que mulher?”, perguntou João. “Sou solteiro, e preparo meus próprios sanduíches!”

fonte: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/

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Cultura geral

23 Maio, 2008 · Deixe um comentário

F. Pereira Nóbrega

Um dia nos implantaram a lei que profissionalizou o ensino de Segundo
Grau. Alunos de Mecânica, Eletrônica, e semelhantes, diziam que
disciplinas de cultura geral, como Geografia, História, eram “perfumes”,
apenas para encher o tempo. Para a vida, para ganhar dinheiro, só
contariam mesmo disciplinas ditas profissionalizantes.

Sustento exatamente o inverso. Para a vida, cultura geral não é menos
importante que profissionalização. No mundo subdesenvolvido, ninguém tem
a garantia da mesma profissão pela vida inteira. O mais desempregado é o
homem sem cultura geral.

Imaginemos um curso de curta duração de Mecânico, digamos, da
Volkswagen. Mudada a máquina, apagou-se o profissional. Nem cem
cursinhos desse tipo farão dele  um engenheiro mecânico. Falta-lhe a
cultura geral da Mecânica, expressa em seus princípios universais. Por
isso mesmo, não é capaz de se adaptar a situações novas, a qualquer
máquina. Só o engenheiro é capaz de criar o que ainda não existe.

Mas falo de uma cultura mais geral que situa o homem não apenas na
Mecânica – no mundo. Quem a tiver,  onde cair, cairá de pé.

Estudei no Seminário, onde recebi sólida cultura geral. A maior parte
dos que ali estudaram o deixava antes do fim. Mas no mundo, onde caíram,
se firmaram  nas mais diversas profissões, como Administração,
Advocacia, Economia, Educação, Ciências Exatas e da Saúde. O Seminário
não lhes ensinou tudo isso. Emprestou-lhes um background que os tornou
capazes de se adaptarem a situações novas.

Inverso é o caso do índio. Só na cultura de sua taba, consegue
sobreviver. Se ela  se desfaz, ele se torna mendigo, objeto de
curiosidade pública, como animais do zoológico. Não consegue se inserir
numa  nova cultura.

Não  lhe faltou a profissionalização. Em várias coisas, está mais
profissionalizado do que eu: na caça, pesca, na sobrevivência na selva.
Faltou-lhe  cultura geral. É incapaz, por isso, de se adaptar a
situações novas.

Fala-se de cidadania, como objetivo da Educação. O mundo se tornou tão
estreito, tanto atravessamos as fronteiras das culturas locais que mais
cresce a necessidade de cada homem ser um cidadão universal. Para isso
haja cultura geral.

O profissional sem cultura geral é como o mecânico da oficina da
Volkswagen. Num mundo em mudanças, a profissionalização que recebeu foi
o melhor caminho para não ter mais outro caminho.

Quinta-feira, 31/agosto/2006

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Esta mensagem pode ser encontrada no site “Contando Histórias”,
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006252.php

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O Dilema do Prisioneiro

22 Maio, 2008 · Deixe um comentário

O Dilema do Prisioneiro se destaca por oferecer uma visão simples e realista de como são medidas as relações humanas na atualidade. Popularizou-se com o matemático e economista Albert W. Trivers. Segundo Trivers o dilema do prisioneiro é uma situação fictícia em que dois comparsas, A e B, são pegos cometendo um crime. Levados à delegacia e colocados em celas separadas, o promotor lhes diz que a polícia possui evidências suficientes para mantê-los presos por um ano, mas não o bastante para uma condenação mais pesada. Porém, se um confessar e concordar em depor contra seu cúmplice, ficara livre por ter colaborado, e o outro irá para a cadeia por 3 (três) anos. Já se ambos confessarem o crime, cada um sofrerá uma pena de 2 (dois) anos. As decisões são simultâneas e um não sabe nada sobre a decisão do outro. O dilema do prisioneiro mostra que, em cada decisão, o prisioneiro pode satisfazer o seu próprio interesse (trair) ou atender ao interesse do grupo (cooperar). Aqui estão as possibilidades organizadas em ordem:

a) Ambos Cooperam;
b) Ambos Desertam;
c) O prisioneiro A coopera enquanto o prisioneiro B trai;
d) O prisioneiro A trai enquanto o prisioneiro B coopera.
Como demonstra melhor a tabela abaixo:

B Coopera
B Trai
A
Coopera
1 ano para A
1 ano para B
3 anos para A
B fica Livre
A Trai
A fica livre
3 anos par aB
2 anos para A
2 anos para B

Para qualquer um dos prisioneiros, o melhor resultado possível é trair e seu parceiro ficar calado. E até mesmo se seu parceiro trair, o prisioneiro ainda lucra por não cooperar também, já que ficando em silêncio pegará três anos de cadeia, enquanto que, confessando, só pegará dois. Em outras palavras, seja qual for à opção do parceiro, o prisioneiro se sai melhor traindo.
O único problema é que ambos chegarão a essa conclusão: a escolha racional é trair. Essa lógica vai, desta forma, proporcionar a ambos dois anos de cadeia. Se os dois cooperassem, haveria um ganho maior para todos, mas a otimização dos resultados não é o que acontece.
A grande dúvida é se vale a pena fazer a parte que lhe cabe no conjunto ou estabelecer uma estratégia nociva em que obtenha vantagem máxima à custa dos outros. Em outras palavras, ser a estrela do espetáculo, nem que seja por méritos obscuros.

A cada ano que passa, todos esses fatos nas empresas se repetem como num loop infinito. Segue em frente, mas sem direção. O impacto sobre cada indivíduo depende de suas idiossincrasias e seus ideais.
Ideal é que tenhamos competência e rapidez necessários para marcar nosso espaço e sobreviver. Não obstante, para jogar o jogo sem se ferir é preciso, primeiro, saber as regras, entender como se comportar e estabelecer seu personagem do jeito mais conveniente possível. Ser real não vale tanto nesse jogo organizacional, ou não se poderá comemorar nada.
O Dilema do Prisioneiro nada mais é do que o tomar de decisões em uma determinada situação onde é preciso levar em considerações as decisões dos outros. No fundo, uma simples questão entre altruísmo ou egoísmo. Em jogos assim o pensamento predominante é: se eu pensar sobre como você pensa sobre minha forma de pensar, eu não devo colaborar.
Uma estratégia muito simples chama TIT FOR TAT (TFT), que em tradução livre significa “olho por olho”, pode explicar e entender melhor como utilizar-se de maneira concisa o Dilema do Prisioneiro entre relação de organização. Essa estratégia segure que devem-se começar uma relação sempre cooperando, e depois fazer exatamente o que o seu concorrente tiver feito no decorrer do tempo: trair, se tiver sido traído, e cooperar caso tenha obtido cooperação. TIT FOR TAT tem quatro características principais:

a) É “bacana” – nunca trai primeiro;
b) É “vingativa” – nunca deixa passar uma traição sem retaliar na mesma moeda no lance seguinte.
c) É “generosa” – Se após uma traição e conseqüentemente retaliação, o oponente passa a se comportar bem, TIT FOR TAT, esquece o passado e se engaja num comportamento cooperativo.
d) É “transparente” – é uma estratégia simples o suficiente para permitir ao oponente notar de imediato com que tipo de comportamento está lidando. Não há truque.

A estratégia TFT tem um grave problema: se ela tivesse sido a estratégia preferencial da evolução, nós humanos não teríamos aparecido como produto dela. Não do jeito que somos. TFT não é capaz de perceber quando alguém erra involuntariamente – é fria demais. Se calhar de dois “jogadores” (organizações) TFT entrarem em sintonia, tudo bem, começa o “jogo” da reciprocidade; mas, que se por acidente ou engano, um deles trai, tem inicio uma série infinita de traições mútuas da qual não se escapa.

A estratégia TFT pode ter sido o inicio, o “pé na porta”, mas depois deve ter evoluído para algo que permita distinguir o erro involuntário da má fé premeditada, levando-se a perdoar o erro e só retaliar a malandragem. Como a evolução fez isso? Uma hipótese interessante diz que foi embutindo a emoção no comportamento dos humanos.
Com base nos conceitos já vistos até aqui, é seguro afirmar que muito provavelmente, nos primórdios da civilização, mentira e linguagem surgiram juntas. Mas colaboração e troca em sociedade exigem confiança; meios para se evitar a trapaça, para possibilitar que as ações dos companheiros sejam previsíveis, para estabilidade a um mundo de valores comuns.

fonte: http://opensadorselvagem.org/matematica/teoria-dos-jogos/teoria-dos-jogos-o-dilema-do-prisioneiro.html

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Experiência – Lanterna na Popa ou Farol?

19 Maio, 2008 · Deixe um comentário

Há algum tempo li por indicação de um amigo as memórias de Roberto Campos, ex-seminarista, economista, diplomata e político brasileiro reconhecido mesmo por seus desafetos como uma das maiores personalidades do Brasil contemporâneo.

Bob Fields, como também era conhecido, teve brilhante carreira diplomática e política, tendo sido Embaixador, Deputado Federal, Senador e Ministro de Estado.

Sua experiência foi relatada a próprio punho em dois livros sob o título Lanterna na Popa. A leitura dessas memórias elucida importantes capítulos a história brasileira e internacional da qual foi observador, coadjuvante e não raramente protagonista.

Suas histórias caminham por fatos como a segunda guerra mundial, industrialização brasileira, pós-guerra, criação do Banco Mundial, guerra fria, criação do BNDE, milagre econômico, constituinte de 1988, privatizações, entre muitos outros. Além desses fatos, sua própria história de vida é um notável exemplo.

Entre as muitas histórias relatadas, destaco uma que envolvia diretamente o ex-presidente americano Kennedy, líder do qual foi próximo, que transcrevo a seguir:

- E o senhor, pessoalmente, perguntou-me Kennedy durante a crise dos mísseis em Cuba – como se sente aqui em Washington, na “mosca” de tiro dos projéteis russos? Eu, pelo menos, tenho os subterrâneos de Camp David… – Refugiar-me-ei na adega da embaixada – respondi-lhe – pois acredito no provérbio francês: “Entre a calamidade e a catástrofe há sempre lugar para uma taça de champanhe”. Kennedy riu gostosamente e pediu que um dos assistentes para anotar a piada.

É com essa proximidade que este e outros fatos são relatados por ele, que foi confidente e interlocutor de líderes como Adenauer, De Gaulle, Richard Nixon, Margaret Thatcher, intimo de Nelson e David Rockfeller e no plano nacional conviveu com Juscelino Kubitschek, João Goulart, Castelo Branco, entre outros.

Muito mais do que fornecer informações que me ajudaram a entender o presente pela compreensão do passado, a leitura desses livros influenciou meu modo de ver o futuro. Transferi a lanterna da popa para a proa do meu navio, por assim dizer. Isso fez aumentar ainda mais a convicção que sempre nutri sobre a importância de compartilhar experiências.

Usando outro termo náutico, acredito que a experiência funciona como um Farol visto pelos navegantes do mar, pois, ela provê orientação quanto à direção para um caminho seguro e já experimentado, mas, cabe ao navegador segui-la, ou não. A percepção da importância do Farol muda de acordo com as condições de navegação, dificuldades e bom senso do navegador.

A experiência é fruto direto do experimento. O caminho sempre será feito caminhando, e não há maneira mais eficiente que essa. No entanto, sou favorável ao compartilhamento do caminho já experimentado. Isso não impede a busca por novos caminhos, pois, esse caminho pode mudar.

Hoje temos à disposição facilidades nunca antes experimentadas para o compartilhamento de experiências. Cito o exemplo do fenômeno Social Media, que nos permite ser leitores e ao mesmo tempo produtores de conteúdos. Cito os softwares sociais (wikis, blogs, podcasts, instant messenges) que nos permitem a distribuição de conteúdos de uma maneira rápida e eficiente. Com esses recursos temos ampliada em muito a luminosidade e alcance dos nossos faróis.

Pessoalmente, sou contrário ao entendimento: “A experiência é um farol virado para dentro“, frase atribuída ao escritor Pedro Nava. Meus esforços serão sempre no sentido contrário, pois, acredito que a experiência deve ser o Farol que nos indica um caminho seguro ou, no mínimo, a lanterna posta na proa para nos dar direção.

fonte: http://allegrobgblog.wordpress.com/2008/05/12/experiencia-lanterna-na-popa-ou-farol/

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Não deixe que os outros o definam, faça isso você mesmo

16 Maio, 2008 · Deixe um comentário

Por Fernanda Alves Chaves

Quem já assistiu reality show’s põe o dedo aqui, que já vai fechar!!!

Essa semana começou mais um O Aprendiz. Nesta sexta edição, o bronzeado e bem escovado, Roberto Justus vai em busca não de um empregado comum, mas sim de um sócio para a incubadora de negócios, a Brainer.

Eu sou uma pessoa que sofre de “vergonha alheia”. Quando alguém a minha volta faz ou fala alguma coisa que venha muito de encontro as minhas convições, eu sofro por ela, sinto vergonha por ela. Esse meu jeito faz com que, frequentemente, eu queira enterrar minha cabeça no chão, pra me esconder do resto do mundo. E essa foi quase a atitude que tive no dia da estréia do programinha do Justus.

Os 16 participantes, divididos em duas equipes, tinham uma tarefa a cumprir em um curto espaço de tempo. Até aí, tudo bem, nada de novo. O problema todo é quando eu (e o resto do país) comecei a perceber a inabilidade dos candidatos. Questões muito simples – aprendidas no primeiro dia de aula de qualquer faculdade furrequinha – foram deixadas de lado. Aí, é claro, o fim se tornou trágico. Inclusive, ouvi relatos de que no interior de Minas Gerais, um médium recebeu uma mensagem psicografada do Henri Fayol, destinada aos participantes, onde ele explicava as funções básicas do Administrador.

No final da primeira etapa da tragicomédia, um dos amadores aprendizes é convidado a se retirar do programa, e isso aconteceu com uma das mulheres. O principal motivo da demissão dela – apatia – vem de encontro ao tema principal do artigo de hoje, marca pessoal.


  • O que você acha das marcas das grandes corporações?
  • Você prestou atenção no sentimento que essas marcas desejam transmitir?
  • Vocês sabem qual o valor de uma marca?

A marca de maior valor agregado, hoje, no Brasil, é a do Banco Itaú, ela deseja transmitir o sentimento de solidez e segurança a todos os seus stakeholders.

Também podemos analisar superficialmente a marca da Kibon. Quando eu era criança (pois pequenininha nunca fui) e pedia pra minha mãe comprar Esquibom, os freezers deles tinham marcas em azul e amarelo, e a sensação que ela me passava era de gelado, duro, polo norte. Hoje a marca mudou radicalmente e me passa muito mais vivacidade, calor e energia

Jabá time: Fui uma das ganhadoras da promoção Ipod no Palito. O meu é verdinho, lindo e funciona que é uma maravilha. Morram de inveja…. Kibon, obrigada!!!

Entenderam agora o motivo dos profissionais de design se matarem de trabalhar para definir a marca da empresa? Pois é… da mesma maneira que não queremos andar em um carro que não tenha uma boa marca, nenhum CEO deseja ter em sua equipe uma pessoa sem vida, apática, que não faça diferença (como a eliminada do O Aprendiz)

Quem nunca ouviu a famosa frase bíblica: “Seja quente ou seja frio, não seja morno que te vomito”. Tenho certeza que essa sentença tem quatrocentos e noventa e duas interpretações diferentes mas, dentro do ambiente empresarial, acredito que ela esteja ligada a identidade das pessoas.

Marca pessoal é a maneira como você é percebido pelos outros. Entende-se por marca o valor simbólico que conseguimos agregar a uma pessoa após tirarmos o ‘mínimo múltiplo comum’ - dela. Toda pessoa deve possuir uma marca e é muito bom quando podemos aliá-la tanto a vida pessoal quanto a profissional.

Não vou me atrever a dizer qual a marca pessoal que as pessoas devam ter pois, não tenho cacife pra dizer o que é certo e o que é errado para cada um. Por outro lado, gostaria muito que vocês refletissem que tipo de mensagem desejam transmitir.

Pense no que você é em como você deseja ser lembrado. Após definir isso, trabalhe neste projeto com afinco, sempre atento ao fato de que pessoas sem um diferencial são menos interessantes.

Quando for construir sua marca, estude bem e lembre-se que sua vida é como um iceberg, onde a parte invisível é grande, robusta e dá sustentação a parte visível. Ou seja, não adianta desenhar uma marca “fake” pois, se a parte que você mostra ao mundo não for compatível com o que realmente é, a mascara cairá tão rápido quanto você tentou colocar.

Mostre o que você é, e o que você pensa. Não deixe que os outros o definam, faça isso você mesmo.

fonte: http://www.dicas-l.com.br/gg/gg_20080509.php

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A Ciência do Viver e a Arte da Liderança

15 Maio, 2008 · Deixe um comentário

De tudo que lemos, estudamos e pesquisamos nos livros e na internet, por vezes, de onde menos esperamos, localizamos verdadeiras pérolas da inteligência e do bom senso, dos pensadores e observadores atentos, deste mundo maravilhoso que nos cerca.
Desta prática, é muito usual podermos transpor filosofias de vida pessoal para comportamentos e atitudes na vida corporativa. Para quem acha que os mundos se tangenciam, a realidade mostra que é muito mais do que isso. Há uma verdadeira intersecção entre os mundos e, geralmente, quem é sábio em um não é muito menos do que isso no outro. É certo que temos que tirar desta observação os radicais de ambos os mundos. Sim, de um lado podemos ter fanáticos religiosos e de outro workaholics incorrigíveis. Não estamos circulando por estes desparafusados que, radicalmente, não sabem viver.
Os textos abaixo, intitulados agora por Dominando o Poder e Mundo Interior e Mundo Exterior, nada mais são do que cópias quase que literais da página Grupo Gurdjieff São Paulo, http://www.ogrupo.org.br/ dos irmãos Paulo e Lauro Raful, do texto a Ciência do Viver http://www.ogrupo.org.br/artigos.as p.
Certamente que textos sagrados e a espiritualização das pessoas têm uma contribuição decisiva para todas as áreas da atividade humana. Abrimos esta porta, e convidamos aos leitores que expandam seus horizontes, e que a literatura técnica seja permeada pelos ensinamentos de todos os matizes, que compõem o conhecimento humano.

Dominando o Poder
A experiência da vida comprova a crença vinda da antiguidade de qualquer tipo de poder tende a nos tornar arrogantes, pois nos faz sentir superiores aos outros. Poder, nesse caso, não se refere apenas a um grande poder, como o de um milionário, de um grande chefe ou de uma figura política. Mesmo pequenos poderes, como o de um chefe de família, de um micro empresário ou outro tipo qualquer de chefia, tem o mesmo efeito, porque inebria.
Existem ainda outras formas de poder como, por exemplo, o poder da beleza, do prestígio e da fama. Então, é muito possível que você tenha algum tipo de poder ou que o adquira em algum momento. Nesse caso, saiba compreender o que os antigos gregos nos transmitiram. Isso irá ajudá-lo a levar uma vida mais justa, mais agradável, pois irá integrá-lo melhor aos seus semelhantes.
Se conseguirmos manter uma atitude leve, despretensiosa, mesmo sendo poderosos, certamente os deuses nos olharão com simpatia e, talvez, em vez de nos punir, poderão até mesmo nos enviar algum mimo.
Vale a pena tentar! E como o humor pode sempre nos ajudar, lembre-se: “Não leve a vida muito a sério! Você nunca sairá dela vivo” Elbert Hubbard
Mundo Interior e Mundo Exterior
É evidente que existem circunstâncias boas e más, agradáveis e desagradáveis, favoráveis e desfavoráveis. Mas, por mais complicadas que sejam, são apenas circunstâncias, ou seja, como a própria palavra indica, coisas exteriores a nós. E tudo que é exterior, por mais forte que possa parecer, não é fundamental, pois o fundamental é o que temos por dentro, como somos interiormente. Os trezentos espartanos, mesmo ao custo de suas vidas, salvaram seu povo de um exército imensamente maior e, com isso, mudaram, provavelmente para melhor, o curso da história.
Em toda atividade humana, surgirão sempre muitas intervenções desfavoráveis, isso é certo. No entanto, dar a elas uma importância excessiva, faz com que o peso que carregam aumente desproporcionalmente, conferindo-lhes o poder de se multiplicar.
Mas se dentro de nós mesmos, permanecermos firmes e confiantes, cheios de uma persistência calorosa e de uma força de vontade inabalável, essas forças adversas perderão, pouco a pouco, a confiança que tinham e irão enfraquecer-se até saírem completamente de nosso caminho.
Se você realmente dá pouco valor a si mesmo, fique certo de que o mundo não aumentará a sua valia”. Anônimo

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/a_ciencia_do_viver_e_a_arte_da_lideranca/22600/

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