Quantas pernas têm um cachorro se você contar o rabo como uma perna? Quatro; chamar o rabo de perna não o torna uma perna.
Querida(o) Amiga(o),
Nos anos 70 um cara chamado Uri Geller se transformou em um fenômeno mundial. Geller se dizia paranormal e capaz de mover objetos com seus poderes telepáticos, psíquicos e correlatos.
Ele apareceu por diversas vezes em todos os principais canais de televisão do mundo, inclusive rede globo, para demonstrar a sua paranormalidade ao entortar garfos, colheres, parar ou acelerar relógios e descobrir o que as pessoas estavam pensando.
Se você não sabe quem foi Uri Geller, existem 5.330 vídeos no YouTube para você descobrir. Suas realizações, segundo ele, eram frutos de um poder mental extraordinário, único e paranormal.
Pura bobeira. Uri Geller foi um baita picareta. Os seus feitos não passavam de truques de mágica barata que qualquer um pode reproduzir em casa. Ele foi desmascarado ao vivo, em 1973, no programa do Jonnhy Carlson, uma espécie de Jô Soares americano. O Vídeo onde Carlson quebra as pernas de Uri Geller aparece no topo da lista dos 5 mil vídeos sobre o farsante no YouTube, confira.
Ainda assim, o povo continuou a acreditar que Uri Geller era paranormal. A mídia, interessada em audiência, continuou a chamá-lo para fazer demonstrações mentirosas. Até hoje Geller tem um programa de televisão na Alemanha onde a mídia procura posicioná-lo como um ser extraordinário com poderes paranormais e toda a papagaiada que as pessoas gostam de ouvir. Nos bastidores do programa, entre as pessoas sérias, Uri Geller assume atualmente que nunca teve qualquer poder paranormal. O moleque simplesmente enganou todo o mundo. Hoje sabe-se que Uri Geller ganhava a vida como mágico em Israel antes de ficar famoso com a televisão.
O que leva a maioria das pessoas a acreditar na televisão como se a televisão fosse algum tipo de Deus que sempre fala a verdade?
Preguiça. Preguiça de pensar, medo de encarar e verdade dos fatos que mostrariam que os heróis e santos da história da humanidade são pessoas comuns como eu e você, sujeitos a tempestade e trovoadas. Até Gandhi fazia cocô e Madre Tereza de Calcutá menstruava.
Mitos, mitos, mitos. Nós passamos à vida acreditando em coisas que nunca colocamos a prova. Fé em teorias que passam de geração para geração sem nunca termos experimentado nada. Pura preguiça.
A Vida, se você quiser vivê-la na sua plenitude, pede que você desenvolva um pensamento crítico com relação a tudo que aparece na sua frente. Tudo!
Eu recomendo que você use sempre quatro perguntas matadoras para questionar os mitos, as verdades, as teorias e os fatos que chegam até você.
As quatro perguntas são:
1a. O que exatamente você está querendo dizer? Quando você ouvir algo do tipo “As vendas estão baixas esse mês, eu estou prevendo um mês fraco”, pergunte: “O que você quer dizer exatamente com vendas baixas? Ou, Qual produto ou serviço apresentam vendas baixas? Ou, Quais mercados exatamente estão fracos?”. Outro exemplo, “O meu chefe é um péssimo líder, o cara pega no meu pé o dia inteiro”, pergunte “O que é um péssimo chefe para você, defina? O que significa exatamente pegar no seu pé o dia inteiro, explique? E se o seu chefe tiver as razões corretas para fazer o que ele faz, ele não estaria fazendo a coisa certa?”.
2a. Onde você conseguiu essas informações? Só porque um cara diz que é Presidente da International Association of Future Marketing Trends of Worldwide for Big Causes, você tem que acreditar que ele está falando alguma verdade? Todo canto da internet tem algum tipo de pesquisa que alguém diz que fez com alguns punhados de pessoas durante um certo tempo. Mas quem disse que é verdade? Quem pode afirmar que a pesquisa é verdadeira? É importantíssimo que você cruze pesquisas, encontre uma segunda visão sobre o fato, e jamais tome decisões baseadas em apenas um único fato vindo de uma única fonte.
3a. Como você sabe que é verdade? A grande maioria das pessoas é igual a grande maioria das pessoas que afirmam na sua maioria que ouviram determinados fatos em algum lugar. Só não se sabe onde. Alguém fala, “As vendas estão fracas esse mês porque o cliente X parou de comprar porque ele está refazendo o seu planejamento de compras”, pergunte, “Como você sabe que o cliente está falando a verdade?”, Ou, “Como você sabe que a pessoa que você tem contato dentro do cliente tem acesso às informações relevantes da empresa?”. Nunca, jamais, em hipótese alguma, considere verdade algo que você ouviu de apenas uma única pessoa, não importa a patente do cidadão, inclusive, quanto mais alta a patente do profissional, mais distante da realidade ele estará.
4a. E se você estiver errado? Na grande maioria das vezes realmente não interessa se você estiver errado na decisão que vai tomar, o importante é fazer, decidir, andar em frente, colocar a idéia em prática e aprender com os erros e acertos. Mas às vezes, se a questão é crítica, é importante questionar a sua decisão. Quando alguém falar, “Para aumentar as vendas eu vou investir 30% da nossa verba de marketing na atividade X, Y e Z dentro do cliente ABC”, pergunte, “E se você estiver errado? O que pode acontecer conosco?”.
O que você exatamente está querendo dizer? Onde você conseguiu essas informações? Como você sabe que é verdade? E se você estiver errado? São quatro poderosas perguntas que podem ajudá-lo a questionar os mitos que cercam a sua vida, e principalmente os mitos que cercam o mundo dos negócios.
Existem centenas de mitos, falácias e mentiras que você precisa derrubar, questionar e experimentar antes de aceitar incondicionalmente. Alguns deles.
1o. Contra os fatos não há argumentos. MENTIRA! Você jamais conseguirá convencer de verdade uma pessoa com fatos. As pessoas compram histórias, narrativas, metáforas, casos de sucesso e apelos emocionais. Números por números sem histórias não convencem ninguém.
2o. O cliente está sempre certo. BOBEIRA! O cliente nunca está certo, e não sabe o que quer. A grande maioria dos clientes não tem a capacidade de te dizer exatamente o que você tem que fazer por ele. Ele sabe – na melhor das hipóteses – te explicar o que ele espera que aconteça com a empresa dele. Não faça o que o cliente pede, você vai ficar maluco, não vale a pena. Ao invés disso, observe o comportamento dos seus melhores clientes, e tome a decisão mais maluca possível.
3o. Trabalho em equipe. FALÁCIA! Quanto maior a equipe pior a qualidade da comunicação, a agilidade da execução, o consenso sobre os melhores caminhos a seguir. Mantenha as equipes no menor tamanho possível. Envolva apenas as pessoas que realmente têm alguma coisa a FAZER; mesmo que isso deixe algum funcionário melindrado por não ter sido envolvido na conversa. Tira o cara da equipe e manda para o psicólogo!
4o. O olho do dono engorda o boi. MEDÍOCRE! A grande maioria das pessoas quer entregar um trabalho decente. Todos querem se orgulhar do trabalho que fazem. Ninguém quer viver uma vida sem sentido. Ninguém precisa de dono para trabalhar. O problema é que a grande maioria das empresas vive sistemas de gestão arcaicos que levam o funcionário a se sentir oprimido, escravo, dependente de um sistema que ele não tem controle ou informação. As pessoas querem: 1) realizar, 2) igualdade e 3) camaradagem, e não burrocracia (de burro), falta de treinamento e mau funcionamento dos sistemas da empresa.
5o. Eu sou um bom vendedor então eu deveria ser gerente. QUE VIAGEM! Esse é um dos piores mitos da história do mundo dos negócios. O fato de vender bem e se relacionar com facilidade com os clientes, não implica que você entende alguma coisa sobre planejamento estratégico, gestão de conflitos, treinamento, seleção de pessoas e liderança. Você prefere vender ou liderar pessoas? Você tem que escolher. Seja sincero com você mesmo, onde está a sua fortaleza?
6o. Conhecimento é poder. PALHAÇADA! Se isso fosse verdade as bibliotecas seriam as organizações mais poderosas do planeta. Saber algo não resolve nada, não gera riqueza nem constrói negócios. A APLICAÇÃO com energia e pragmatismo de tudo que você conhece à realidade nua e crua da vida é que faz sentido.
7o. Dessa vez vai ser diferente. ERRO FATAL! A lei da oferta e demanda, plano de negócios, preparação, estudo do mercado, craniamento sobre diferenciais, tecnologia, pessoas, risco, investimento, ganância e medo são questões que sempre existirão. As coisas só serão diferentes na segunda vez se você realmente investir tempo e dinheiro em todas essas questões.
Coloque à prova todos os mitos sobre os negócios. Use as quatro perguntas. Comece um diálogo provocativo AGORA!
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?
fonte: http://www.bizrevolution.com.br/blog


