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A Cicatriz

17 Novembro, 2008 · Deixe um comentário

Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não
falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os
colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser
muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino
da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor…

leia mais em  http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006423.php

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Homenagem: Namorados

12 Junho, 2008 · 1 Comentário

Desejo à todos um Feliz Dia dos Namorados.

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas: de carinho escondido na hora em que passa o filme: de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uam névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.

Carlos Drummond de Andrade

fonte: recebi da Natália, minha NAMORADA e, compartilho com vocês!

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Do amor

3 Junho, 2008 · Deixe um comentário

Desde crianças, nos perguntam: você ama papai? Você ama titia? Você ama seu professor?

Ninguém pergunta: você se ama?

E terminamos gastando grande parte de nossa energia tentando agradar os outros. Mas e a gente?

O jesuíta Anthony Mello conta uma genial história a respeito.

Mãe e filho estão numa lanchonete. Depois de escutar o pedido da mãe, a garçonete vira-se para o menino: “o que você quer?”.

E o menino responde: “um cachorro quente”.

“Nada disso”, diz a mãe. “Ele quer bife com verduras”.

A garçonete, ignorando o comentário, pergunta ao garoto: “você prefere com mostarda ou com ketchup?”

O menino responde: “os dois”.

E depois, vira-se para a mãe e diz, surpreso: “mamãe! ELA ACHA QUE EU SOU DE VERDADE!”.

fonte: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/2008/05/21/do-amor-2/

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Amor, Fartura ou Sucesso?

19 Março, 2008 · Deixe um comentário

Uma mulher saiu de sua casa e viu três homens com longas barbas
brancas sentados em frente ao quintal dela.

Ela não os reconheceu.

Ela disse :

– Acho que não os conheço, mas devem estar com fome. Por favor entrem
e comam algo.

– O homem da casa está ? Perguntaram.

– Não, ela disse, está fora.

– Então não podemos entrar. Eles responderam.

A noite quando o marido chegou, ela contou-lhe o que aconteceu.

– Vá diga que estou em casa e convide-os a entrar.

A mulher saiu e convidou-os a entrar.

– Não podemos entrar juntos. Responderam.

– Por que isto ? Ela quis saber. Um dos velhos explicou-lhe :

– Seu nome é Fartura. Ele disse apontando um dos seus amigos e
mostrando o outro, falou :

– Ele é o Sucesso e eu sou o Amor. E completou :

– Agora vá e discuta com o seu marido qual de nós você quer em sua
casa.

A mulher entrou e falou ao marido o que foi dito.

Ele ficou arrebatado e disse :

– Que bom ! Ele disse :

– Neste caso. vamos convidar Fartura. Deixe-o vir e encher nossa casa
de fartura.

A esposa discordou :

– Meu querido, por que não convidamos o Sucesso ?

A cunhada deles ouvia do outro canto da casa. Ela apresentou sua
sugestão :

– Não seria melhor convidar o Amor ? Nossa casa então estará cheia de
amor.

– Atentamos pelo conselho da nossa cunhada – disse o marido para a
esposa – Vá lá fora e chame o amor para ser nosso convidado.

A mulher saiu e perguntou aos três homens :

– Qual de vocês é o amor ? Por favor entre e seja nosso convidado.

O amor levantou-se e seguiu em direção à casa.

Os outros dois levantaram-se e seguiram-no.

Surpresa a senhora perguntou-lhes :

– Apenas convidei o Amor, por que vocês entraram ?

Os velhos homens responderam juntos :

– Se você convidasse o Fartura ou o Sucesso, os outros dois esperariam
aqui fora, mas se você convidar o Amor, onde ele for iremos com ele.

Onde há amor, há também fartura e sucesso !!!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

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Esta mensagem pode ser encontrada no site “Contando Histórias”,
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004400.php

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