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Você não deve se envolver com os negócios do país.

21 Setembro, 2009 · Deixe um comentário

Duas semanas atrás quando enviamos o e-mail marketing sobre o curso de vendas em Itajubá, Minas Gerais, uma “autoridade” da cidade, foi logo dizendo “Quem deu autorização para vocês usarem a bandeira da cidade? Vocês sabiam que não é permitido o uso de símbolos públicos no convite de eventos privados? Retire!”.

Nos EUA sete a cada dez americanos hasteiam orgulhosamente a bandeira americana na porta das suas casas, no vidro dos seus carros, na entrada das suas empresas e na camiseta que…

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Todo homem entusiasmado pelo trabalho não tem nada a temer na vida.

14 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Nós somos o que fazemos repetidamente. Excelência, não é um ato, mas um hábito.

Querida(o) Amiga(o),

Toda empresa que deseja continuar a crescer precisa ter uma equipe de vendas especialista em encontrar e fechar novos negócios. Infelizmente, a grande maioria dos vendedores que existem hoje em dia não são bons em conquistar novos negócios, muito menos desempenhar as atividades mais básicas da prospecção de novos clientes. Até o melhor vendedor da sua empresa tem medo de ir atrás de novos negócios. Ele é cheio de idéias sobre como prospectar um novo cliente etc e tal, mas é incapaz de pegar o fone na mão e ligar para um novo cliente na frente de toda a equipe. De fato, a atividade de caça a novos clientes é o principal motivo que leva um vendedor a pedir demissão em uma empresa. Vendedor “moderno” só trabalha em empresas que tem clientes caindo pelo teto, crédito, preço bom, inovação, produtos, qualidade, entrega e verba de marketing.

Oras, quando tivermos todas essas coisas na empresa não vamos precisar de um bom vendedor.

A grande maioria das áreas de vendas das empresas hoje em dia se parecem muito mais com os corredores de um hospital do que um campo de batalha de novos negócios. Um silêncio sepulcral de deixar qualquer empresário maluco. Das oito as seis, com intervalos para o almoço e cafezinho, ninguém liga para os clientes. Visitar então, jamais. Os “vendedores” modernos ficam o dia inteiro no Messenger “vendendo”. Não saem as ruas. Trabalham sozinhos com a boca fechada. “O Cliente não tem tempo para me receber” é uma das desculpas infames que os pangarés que se dizem vendedores gostam de usar. “Eu estou vendendo! Os clientes hoje compram pelo Messenger, por que eu deveria usar o telefone?”.

Porque por Messenger você vende 1 notebook, por email você vende 5 notebooks, por telefone você vende 50 e em uma visita você vende 500.

Os vendedores modernos são honestos em pelo menos uma coisa: eles assumem que não são vendedores. Eles se intitulam Gerentes de Contas Estratégicas, Gerentes de Novos Negócios, Gerente de Território, Strategic Alliance Corporate Tabajara Solution Manager blá blá blá, CUSTO CUSTO CUSTO.

A verdade é: O CAPITALISMO TÁ DANADO COM A SAFRA DE VENDEDORES QUE ANDAM POR AÍ.

A saída é especular na bolsa; a equipe não consegue vender nada.

NENHUMA EMPRESA precisa de vendedor mediano. PRECISAMOS que todos os vendedores da equipe sejam campeões de vendas, precisamos de uma equipe de dois, cinco, dez jogadores onde TODOS os vendedores tem condição de disputar o posto de campeão de vendas todo santo mês. Aquele que não tem condição de ficar em primeiro lugar tem que pedir para sair.

Deixa-me compartilhar com você uma estatística dolorosa: nove em cada dez negócios fechados hoje acontecem porque o comprador achou o vendedor. Apenas um negócio a cada dez é fechado porque o vendedor encontrou o comprador.

Hoje em dia os compradores procuram os vendedores. Isso significa que os compradores fazem todo o trabalho que o vendedor deveria ajudá-lo a fazer – sem falar uma única vez com o vendedor.

Uma abordagem de vendas radicalmente diferente do que existe hoje precisa ser considerada. Caso contrário, fica difícil encontrar novos clientes quando você precisar.

Mas, chega do meu discurso, considere agora a opinião de um cliente de verdade.

Eu vou agora compartilhar com você o testemunhal de um comprador sobre o quê passa na sua profissão. Por comprador entenda decisor:

“Querido Vendedor,

Eu tenho apenas alguns minutos, mas eu entendo que você está interessado em saber o que você pode fazer para capturar a minha atenção e me convencer a marcar uma reunião com você.

Deixa primeiro eu te dizer em voz alta, bom tom e clareza – você não tem idéia de como é o meu dia. Você pensa que sabe, mas você está viajando na maionese. Até que você entenda isso, o meu conselho não faz sentido para você.

Eu chego todos os dias bem cedo no escritório para ter algum tempo a sós comigo mesmo onde ninguém interrompa o meu trabalho para trabalhar no projeto mais importante do momento – um negócio que não é possível encaixar em um dia normal de trabalho, o qual é cheio de reuniões de idas e vindas que não levam a lugar algum.

Mas, às nove horas da manhã todas as minhas boas intenções são anuladas. O meu chefe pede para largar tudo que eu estou fazendo para preparar uma série de informações up-to-date para um projeto que ele quer trabalhar. A área de produção diz que os novos produtos não estarão disponíveis até o próximo evento. Vendas está um tumulto porque os clientes não querem comprar o que temos para vender. O fluxo de caixa parou.

Nesse momento eu tenho pelo menos 59 horas de trabalho empilhadas sobre a minha mesa precisando da minha atenção, e eu não tenho nenhuma idéia sobre como eu vou completar esse monte de trabalho.

Eu já falei sobre quantos emails eu recebo? Mais de 100. Todos me copiam em tudo. Isso me deixa louco. Adicione a isso pelo menos 30 ligações – algumas de vendedores como você que querem marcar uma reunião comigo. Tempo é o meu bem mais precioso e eu preciso protegê-lo a todo custo.

Eu vivo com o status quo o máximo que eu posso – mesmo que eu não esteja feliz. Por quê? Porque mudanças criam mais trabalho e comem o meu tempo.

Na sua super bem intencionada mas desorientada tentativa de me transformar em um cliente potencial, você falha lamentavelmente em capturar a minha atenção. Eu vou ser direto com você: eu não me importo com os produtos, serviços e soluções ou sua empresa.

Eu não estou interessado em sua metodologia única de trabalho, diferenciais extraordinários ou se você tem todos os produtos em um mesmo lugar.

O seu discurso egocêntrico, desenhado para me impressionar, tem o efeito exatamente o contrário. No momento em que você começa a falar de si mesmo, eu mudo de canal, apago você da minha memória, jogo sua mensagem no lixo.

Agora, você precisa entender que eu não sou sempre assim

Ocasionalmente um vendedor experiente captura a minha atenção, me faz erguer o braço para pedir maiores informações e até me seduz a marcar uma reunião com ele.

O que eles fazem? Eles estão completamente focados na minha empresa e no impacto que podem trazer a ela. Isso é relevante para mim – não seus produtos, serviços e soluções.

Mais uma vez – você pensa que entende o que eu estou falando, mas não entende nada.

Eu estou sempre interessado em conhecer novas maneiras de diminuir o tempo necessário para lançar um novo produto, acelerar o ciclo de vendas, e reduzir os custos da empresa. Note que eu estou falando sobre negócios, e não marketing.

Quando você se torna específico e fala sobre qual será o impacto que trará, você está falando a minha língua. Quando você menciona que ajudou empresas similares a minha a converter as suas vendas em 39% em apenas 3 meses, eu te atendo antes de todos.

Você tem alguma nova informação sobre os desafios que a minha empresa está enfrentando? Você sabe quais são as próximas tendências do mercado? Eu presto atenção a um assunto por cinco segundos. Eu não tenho tempo para papo furado. Se a informação for relevante, você me pegou; comece a enrolar e eu deleto você.

Entendeu a mensagem? Eu espero que sim, porque eu estou atrasado para uma reunião; outra coisa, eu consegui escrever essa mensagem porque deixei o telefone do escritório desligado, o Outlook fechado, e o Messenger off-line.

O Seu Futuro Cliente Potencial”

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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Eu não estou aqui para motivá-lo, mas também não posso desmotivá-lo.

7 Janeiro, 2009 · Deixe um comentário

A posição de gerente dentro das empresas é uma inovação relativamente nova no mundo dos negócios. Somente a partir de 1956 é que as empresas viram a necessidade de ter gerentes supervisionando funcionários. Até então, como ainda acontece na maioria das pequenas e médias empresas espalhadas por todo o mundo – geralmente empresas familiares -, existe apenas o nível de diretoria onde você encontra os membros pertencentes à família dona do negócio, e o nível restante dos funcionários. Dificilmente, no passado – as coisas…

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Lições da Matrix.

8 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

A sua vida e tudo que você conhece são uma grande ilusão criada por um big computador chamado Matrix. McDonalds, iPods, Escolas, Igrejas, Praias, Mulheres, Carros Velozes, Sexo, os seus Amigos e a sua Família, Salões de Beleza, CLT, Rede Globo, Internet, Férias etc, não passam de sofisticados programas de computador criados pela Matrix para fazer você levar uma vida sem questionamentos, passivo, distraído, dopado, alienado.

Estamos na verdade no ano de 2.199, e não 2008. Faz duzentos anos que uma grande guerra entre uma avançada tecnologia de inteligência artificial criada pelos homens transformou a raça humana em fonte de energia de computadores. 6 bilhões de pessoas estão…

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Paz através do Comércio 2.0

20 Novembro, 2008 · Deixe um comentário

A globalização chegou a Paraisópolis. Êta povo feliz que chama favela de Paraíso!!! Ao som de muito pagode, e acompanhado do prefeito Gilberto Kassab, Michael Klein cortou o cordão umbilical da inauguração da 1a Casas Bahia das Favelas Brasileiras. 

A favela de Paraisópolis fica no bairro do Morumbi em São Paulo, um dos mais chiques da cidade. As fotos que você encontra sobre…

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Idéias: Marketing

16 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

Entrevista com Seth Godin.

É com imenso prazer que reproduzo abaixo a entrevista que fiz com o Seth Godin via e-mail. Seth Godin é considerado o mais influente marketeiro da atualidade. Ele é autor de vários livros que criaram os conceitos mais modernos sobre marketing de internet na atualidade. O cara é bom, fala sobre o que realmente interesse nos dias de hoje quando o assunto é marketing.

O seu blog, Seth Godin´s blog, é o mais influente da internet na categoria marketing. Vale uma centena de visitas, e os seus livros devem ser devorados.

Quando daqui há quatro meses vocês lerem sobre o novo livro do Seth na revista Exame ou na Você SA, lembrem-se que saiu na BIZ muitooooooo antes.

Vamos a entrrevista.

1. O seu novo livro, Tribes, será lançado no dia 16 de Outubro, do que se trata o livro?

Seth: Uma tribo é qualquer grupo de pessoas, pequeno ou grande, que estão conectadas entre si, com um líder e uma idéia. Durante milhões de anos, as pessoas tem vivido em tribos, sejam elas religiosas, étnicas, econômicas, políticas, ou mesmo musicais (vide a Deadhead, comunidade dos fãs do Greatful Dead). É a nossa natureza.

Agora a internet eliminou de vez as barreiras geográficas, de custo e tempo. Todos os blogs e sites de social mídia estão ajudando as tribos existentes a ficarem cada vez maiores. Mas, mais importante do que isso, eles estão permitindo que um incontável número de novas tribos nasçam – grupos de 10 ou 10 mil ou 10 milhões que se importam com os seus iPhones, ou campanhas políticas, ou uma nova maneira de lutar contra o aquecimento global.

E então, a pergunta chave é: Quem vai nos liderar?

A web pode fazer coisas fantásticas, mas não fornece liderança. Essa parte ainda tem que vir dos indivíduos – pessoas como você que tem a paixão por alguma coisa. A explosão em tribos significa que qualquer pessoa que quiser fazer a diferença agora tem as ferramentas a disposição na ponta dos seus dedos.

Se você ignorar essa oportunidade, você se arrisca a se transformar em uma “ovelha ambulante” (sheepwalker) – alguém que luta para proteger o status quo das coisas a todo custo, nunca se perguntando se a obediência está fazendo algum bem a você ou a sua empresa. Os Sheepwalkers não vão se dar bem nos dias de hoje.

2. Com o crescimento exponencial do marketing boca-a-boca, Google, ferramentas da web 2.0, você acredita que em poucos anos NINGUÉM conseguirá fazer novos negócios se não tiver um papel ativo em suas comunidades?

Seth: Nunca diga todo mundo, mas, do mesmo jeito que nós precisamos da televisão e da propaganda impressa em 1962, se você não for um tópico em uma comunidade em 2012, você será invisível.

3. Dois anos atrás a cidade de São Paulo baniu toda a propaganda extena na cidade (nós, o povo, ficamos muito contentes), você já falou no passado que todos os marketeiros são mentirosos, qual é o futuro do marketing?

Seth: Bem, eu chamei todos os marketeiros de mentirosos por uma razão diferente. Eu penso que a razão porque as grandes empresas são não tão odiadas hoje em dia tem a ver com o fato de terem feito “mídia que interrompe a vida das pessoas” no passado, que inclui os outdoors. As coisas não são hoje como eram antigamente.

4. Qual idéia de marketing vale 1 milhão de dólares hoje em dia?

Seth: As melhores idéias de marketing são produtos e serviços, NÃO anúncios. Faça produtos, crie serviços tão fantásticos que grupos de pessoas queiram falar a respeito. Ou, organiza-se ao redor de uma determinada comunidade. Não é difícil fazer isso, mas é aterrorizante.

5. O café é um commodity, a Starbucks transformou o café em algo que vale a pena ser falado. Vamos dizer que eu sou um vendedor de computadores, como exatamente eu poderia transformar o meu negócio em algo que as pessoas teriam tesão de comentar com outras pessoas?

Seth: A melhor maneira que existe é contando a elas uma boa história, vivendo essa história, e conectando com as pessoas que realmente queiram ouvir essa história.

6. Quais empresas praticam marketing revolucionário hoje em dia? O que as torna revolucionárias?

Seth: Dê uma olhada na 37signals.com e threadless.com e você terá uma boa idéia do que eu estou falando.

Meatball 7. Você é responsável por criar conceitos de marketing famosos como permission marketing, ideaviruses, purple cows, the dip, meatball sundae etc, você é o tipo de cara que está sempre provocando os outros com novas idéias e novas maneiras de fazer as coisas, por outro lado, a sociedade, não é tão rápida assim na adoção dessas idéias, como você se sente a respeito?

Seth: A sociedade AINDA não é tão rápida na adoção das novas idéias. AINDA. Seja paciente!

8. Nós vivemos no momento mais incrível da história da humanidade. Qualquer brasileiro de classe média vivendo no Brasil em 2008 tem um padrão de vida muito superior ao padrão de vida dos reis da frança em 1700. Por que ainda não somos felizes?

Seth: Porque a felicidade não tem nada, nada, absolutamente nada a ver com o que você tem mas com o que você quer.

9. Revolução ou Evolução?

Seth: Sempre ambas ao mesmo tempo, certo?

10. Meatball ou Sundae?

Seth: Qualquer um, nunca ambos, por favor.

11. Internet ou Equipe de Vendas?

Seth: Os vendedores são importantes. Mas a internet supera.

12. Peter Drucker ou Tom Peters?

Seth: Tom Tom Tom.

13. Você é um guru de marketing para milhões de pessoas, quem são os seus gurus de marketing?

Seth: Eu estou mais interessado em conhecer a mulher que visita um evento de negócios, o cara na rua, o pequeno empreendedor, e o blogueiro animado do que seguir gurus de marketing. A verdadeira mudança vem das pessoas, da rua, nunca do topo.

14. Você se auto-proclama “Agente de Mudanças”, quais mudanças você pensa que precisam ser mudadas?

Seth: Eu acredito que a nossa dependência do medo é a primeira coisa.

15. Como você tira o medo de uma pessoa?

Seth: A maneira mais segura de perder um medo é se arriscando. Quanto mais seguro for alguma coisa, mais arriscado torna-se para você perdê-la, certo?

16. Vamos dizer que eu tenha 100 dólares para investir em marketing. Vamos dizer que eu seja o dono de uma pequena empresa com poucos funcionários e poucos clientes em um mercado super comoditizado, qual seria a sua sugestão para eu investir a minha limitada verba de marketing?

Seth: Pare de fazer e vender commodities! Essa é uma escolha ruim (e é sempre uma escolha). Faça um produto que as pessoas terão vontade de falar a respeito.

17. Os EUA é a Roma do universo do marketing. Existe alguma chance de vermos mudanças na liderança do marketing no futuro próximo?

Seth: Eu não sei se marketing tem a liderança de alguma coisa tanto quanto as pessoas que fazem as coisas que valem a pena falarmos a respeito, que valem a pena copiarmos, que valem a pena considerarmos.

18. Por que você não permite comentários no seu blog?

Seth: Eu penso que os comentários são sensacionais, e eles são uma excelente maneira de atrair mais pessoas para o blog. Mas não para mim. Primeiro, se alguém tiver alguma pergunta para me fazer, eu estou a disposição para responder. Segundo, os comentários ocupariam um tempo muito grande da minha cabeça, não tenho tempo nem para lê-los, imagina para comentá-los. E finalmente, e mais importante, eu estou sempre mudando a maneira de pensar. Eu estou sempre me antecipando ao que os comentários do blog poderiam dizer. Quando eu termino de escrever um post, eu já fico com vontade de reescrevê-lo. Então, entre um blog com comentários e nenhum blog, eu fiquei com a opção de ter um blog sem comentários.

Os blogueiros que gostam de comentários, devem blogar sobre o meu blog. Os comentaristas sintam-se a vontade para falar sobre mim, mas não aqui. Sorry.

19. Você já captou no seu radar de marketing alguma empresa brasileira fazendo grandes coisas em marketing?

Seth: O meu radar, aliás, é bastante limitado.

20. Quando os seus fãs brasileiros terão a oportunidade de assistir você ao vivo em terras brasilis?

Seth: Eu desconfio que eu não devo viajar para fora dos EUA nos próximos anos. Mas eu vou fazer uma videoconferência para o Brasil em Outubro.

21. Mais uma vez, qual é o futuro do marketing? Liderar tribos?

Seth: Exatamente!

22. Existe alguma outra pergunta que eu tenha esquecido de fazer, eu estou esquecendo de alguma coisa?

Seth: Eu duvido!

fonte: http://bizrevolution.typepad.com/bizrevolution/2008/08/entrevista-co-4.html

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Quantos ouros vamos ganhar em 2012?

26 Agosto, 2008 · 1 Comentário

“Foi uma Olimpíada cor-de-rosa para o Brasil”, Nuzman, presidente do cômite; “Foi uma Olimpíada medíocre para o Brasil; e você, Nuzman, está demitido!”, Eu.

Querida(o) Amiga(o),

Para aqueles que PENSAM como verdadeiros campeões, as olimpíadas de Londres começaram no dia 24 de Agosto de 2008, quando um ônibus de dois andares, que caracteriza a cidade londrina, entrou no estádio olimpíco de Pequim com direito a apresentação de Jimmy Page, ex-guitarrista do Led Zepellin e David Beckhman.

Para aqueles que AGEM como verdadeiros campeões, o dia 25 de Agosto de 2008 será dia de PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.

ALGUÉM, no Brasil, eu espero, eu imagino, terá coragem de reunir os cartolas olímpicos em um sala tupiniquim e desenhar um número mágico em um flip chart; digamos; 25.

25 medalhas de ouro para o Brasil nas Olímpiadas de Londres em 2012.

Impossível?

Em Pequim o Brasil faturou três medalinhas de ouro, a Austrália 14, a Alemanha 16. Eu acredito que 25 medalhas de ouro é um número totalmente possível para um país de esportistas como o nosso. Totalmente possível, se você levar em conta que as favelas do Brasil estão cheias de jovens sem qualquer perspectiva de vida, e que poderiam facilmente se engajar de corpo e alma em programas esportivos. Sem falar de todos os outros bem nascidos, que igualmente tem potencial para fazer qualquer coisa.

O Brasil terminou Pequim 2008 atrás do Quênia, de Belarus (que país é esse????), Jamaica, Romênia e Etiópia, é mole? Etiópia!!!!!! Os caras não tem nem comida na Etiópia e conseguem ganhar mais medalhas que um país cheio de laranja, soja e milho.

Como a gente é ruim, né????

Em Pequim, fomos pequineses!

O país tem dinheiro, tem gente, tem clima, tem tecnologia, tem até alguns lugares abandonados para treinar, mas ninguém consegue colocar tudo isso em um liquidificador para produzir um produto interno bruto capaz de colocar o país entre os G8 do lado corpo são da coisa.

Poxa, será que é tão difícil assim fazer um planejamento estratégico onde partimos de uma meta AGRESSIVA, mas possível, que EMPOLGA, amedronta, e faz os membros da equipe se comprometerem até o fundo da alma?

Eu sei que número mágico em flip chart não resolve nada. Tem que fazer plano.

Então vamos fazer!!!

1. Coloca uns flip charts na parede.

2. Projeta os números dos vencedores das modalidades olímpicas.

3. Cruza com os dados brasileiros.

4. ESCOLHE os esportes onde somos bons.

5. E os esportes onde podemos ARREBENTAR.

6. Faz os cálculos sobre QUANTO TEMPO precisamos para tirar a diferença de performance entre os brasileiros e os gringos. Temos QUATRO LONGOS ANOS para correr mais rápido, voar mais alto e ser mais fortes do que os outros países.

7. Divide a grana que existe entre os esportes que vamos faturar os 25 ouros.

8. Sai na rua na caça de patrocínio para completar a verba.

9. E depois PROMOVA a meta de ganhar 25 medalhas de ouro em 2012 para TODO O BRASIL ouvir.

Imagina uma campanha nacional com televisão, rádio, revistas, eventos e INTERNET, onde o cômite olímpico brasileiro CONVIDA atletas de todo o Brasil a participar de uma super ultra peneira olímpica para descobrir talentos para faturar os 25 ouros que vamos faturar.

Qual empresa não gostaria de vincular a sua marca a uma virada histórica como essa???

TEM GENTE BOA em todos os cantos do Brasil!!!

Eu tenho certeza que vamos descobrir capital humano suficiente para vencer o heptatlo, a esgrima, o levantamento de peso, cara, QUALQUER COISA!!!

Muito provavelmente o futuro campeão dos 110 metros com barreira de 2012 está correndo da polícia nos morros do Rio; com toda a certeza a futura campeã do 3 mil metros com obstáculos está atendendo reclamações de clientes em algum telemarketing safado que tem por aí; o futuro campeão da marcha dos 50 quilômetros está em algum quartel do exército servindo obrigatoriamente o exército brasileiro; e arremesso de peso e dardo?? Tá brincando!!?? Com a galera que temos nas academias, nos portos brasileiros, nas empresas de logística, não teríamos um ultra campeão olímpico para esa prova???

Como a gente é ruim de plano, né?

Será que é tão difícil fazer isso???

Vamos definir uma meta, e fazer a engenharia reversa para chegar lá.

Durante as olimpíadas os atletas disputam mais de 300 medalhas de ouro, será que não somos capazes de ganhar 25 delas?????

Vamos sair da mediocidade brazil!!!!!!

Mas, infelizmente, a realidade é outra, e parece que a turma – satisfeita com o desempenho pequinês – vai continuar tocando o barco sem grandes mudanças.

“Os resultados do Brasil em Pequim mostram a grande evolução qualitativa do nosso esporte. Se você comparar de Atlanta até aqui, verá que eles foram crescentes. Já chegamos com vários recordes: número de atletas, de participação em modalidades e de presença vitoriosa de mulheres, superando largamente as Olimpíadas anteriores. Até este momento (sexta-feira), tivemos 37 finais. Em Atlanta, foram 20. Em Sydney, 22. E em Atenas 30. Praticamente dobramos de Atlanta para cá.” Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.

Eu e você estamos completamente ferrados com lideranças desse tipo. Gente satisfeita com um resultado medíocre, gente que pensa pequeno, gente que acha que temos tempo para andar devagar. Nuzman, VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!!!

O cara tá satisfeito com a “estratégia olímpica do país”, as coisas estão dando certo, as coisas estão “caminhando”, e um dia, quem sabe, vamos faturar 25 ouros. Para Nuzman medalha é um detalhe…

“Não é a medalha que mostra a evolução. Medalha é conseqüência. Tivemos conquistas inéditas e até impensáveis há algum tempo, como o primeiro ouro na natação, em um ano que os recordes mundiais caíram sem parar, o primeiro ouro feminino no atletismo, as primeiras medalhas femininas no judô e na vela. A equipe feminina de ginástica foi finalista também pela primeira vez. Chegamos ainda à primeira final do vôlei feminino e outras marcas importantes.” Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.

O importante é competir, o negócio é tomar uma cervejinha, a saída é ter carteira de trabalho assinada, o insight é ser bronze, é isso aí, o negócio é ser medíocre.

Sobre o quanto custou a participação do Brasil nas olímpiadas, o “presidente” da “empresa” que deveria “organizar” a patota que foi para a China, não tem a mínima idéia de quanto custou.

“Eu não sei dizer ao certo quanto custou a participação brasileira nas olimpíadas. Eu não tenho esse valor agora. Isso só será fechado na próxima semana. É preciso separar o que o COB e as confederações recebem. Ainda não sei quanto é. O que posso dizer é que a Petrobrás nos pagou 26 milhões de reais. Dessa importância, aproximadamente 6 milhões de reais foram para o COB e o restante para as confederações. Através da Lei Piva, são repassados no total cerca de 30 milhões de reais por ano. Cada um dá o número que quer. No Pan, não falaram em números absurdos, de chocar, de cair sentado? Não tinham nada a ver com a realidade. Mas não posso fazer nada.” Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.

EXCELENTE resposta, excelente administrador, realmente, ma-ra-vi-lha.

Eu acredito que todo mundo aqui sabe que se o presidente de uma empresa não tiver um ORÇAMENTO FIXO, e trabalhar em cima de um ORÇAMENTO DETERMINADO para fazer o seu negócio funcionar, a empresa simplesmente vai afundar.

COMO PODE O CARA NÃO SABER QUANTO CUSTOU AS OLÍMPIADAS????

Triste.

Mas o pior de tudo é a resposta que ele deu sobre o salário que recebe como presidente do cômite olímpico.

“Eu não sou remunerado. Pela legislação brasileira, entidades que recebem verbas públicas não podem ser remunerados. Eu até seria favorável, mas não ganho nada. Tenho minhas atividades profissionais como advogado e como sócio de uma empresa de compra e venda de imóveis.” Nuzman, presidente do cômite olímpico brasileiro, 23 de Agosto de 2008 para a revista Veja.

Maravilha! O líder olímpico brasileiro não ganha salário.

Daí, se partirmos da premissa que o Nuzman é um cara honesto prá caramba para não desviar dinheiro algum dos cofres públicos para pagar o seu trabalho como presidente do cômite, só sobra imaginar que ele não consegue se dedicar full time ao projeto olímpico brasileiro porque ele precisa ganhar dinheiro ganhando uma causa júridica aqui ou vendendo um apartamento ali.

Maravilha! É com essa estrutura fantástica que vamos ganhar 25 ouros em Londres???

NEM A PAU!!!! Nuzman, eu te dou 60 dias para apresentar um PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO para ganhar 25 medalhas em 2012, se você não for capaz de apresentar um plano desses, RUA, VOCÊ ESTÁ DESPEDIDO!!! Você pensa pequeno, sonha pequeno, briga pequeno, luta pequeno; se você não for capaz de brigar pelo seu próprio salário, jamais será capaz de brigar pelo salário dos ouros.

Ao Presidente Lula eu tenho apenas um pedido. Quando o Nuzman aparecer em Brasília essa semana para tirar foto e posar de galã olímpico com o Cielo e os outros medalhistas embaixo do braço, pergunta para ele: “Companheiro Nuzman, quantos ouros vamos ganhar em 2012?”

Eu quero 25 medalhas de ouro em 2012.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!!!

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Cielo QUEBRA TUDO!

21 Agosto, 2008 · Deixe um comentário

“Não tem sensação melhor do que olhar o número 1 na frente do seu nome”. Cielo, 16 de Agosto de 2008.

Querida(o) amiga(o),

É incrível como surgem campeões do nada, sem grandes apoios, festejos, pompas. Enquanto todo mundo falava do Phelps, o brasileiro Cielo foi lá e faturou a primeira medalha de ouro para o Brasil, a primeira da natação brasileira, nem Gustavo Borges conseguiu tal façanha.

Eu não conhecia o Cielo, você conhecia? Nem eu, nem você, nem o Galvão Bueno, nem a trupe de dezenas de pessoas da rede globo que estão em Pequim, centrados desde o início nos jogos em acompanhar aqueles que podem ganhar medalha para o Brasil, como o vôlei, futebol e o mais do mesmo.

No dia seguinte a vitória do Cielo, a ESPN Brasil mostrou uma reportagem nota 10 com imagens do garoto competindo desde os tempos da mocidade sempre narradas pela ESPN. Eu desconfio que a rede globo não tem esse tipo de material e está morrendo de inveja nesse momento.

Ao final da reportagem o repórter da ESPN Brasil tirou até um sarro da equipe da globo quando disse que a qualquer momento eles vão perder o nascimento de outro Cielo. “Eu não sei onde eles estão, eles tem equipamentos, gente etc, mas você nunca vê a trupe da rede globo presente na cobertura de esportes pouco populares, mesmo quando a equipe brasileira está participando das disputas”.

Cielo é outro Guga, outra Daiane dos Santos, outro cara que (aparentemente) surge do nada, fatura o ouro, e entra para a história do país.

Que eu me lembre, a Globo nem citou o cara em nenhum momento antes da vitória do Cielo. Durante a abertura dos jogos, a Globo entrevistou ao vivo os caras do vôlei blá blá blá. O papo era só vôlei, futebol, Daiane dos Santos etc, natação nem chegou perto. Cielo, quem é Cielo???

Eu não assisti a final onde o Cielo ganhou a medalha de ouro, mas acredito que nesse momento todo brasileiro com uma televisão em casa deve ter visto os vinte segundos arrasa-quarteirão do Cielo. Ao final, Cielo, completamente emocionado disse…

“Sou um campeão olímpico. Era um sonho que tinha desde criança. Nunca imaginei chegar onde cheguei. Agora posso dizer: sou um campeão olímpico”, disse ao Sportv.

“É muito bom, não tem sensação melhor de olhar o número um na frente do seu nome no placar eletrônico”, declarou, visivelmente emocionado.

“Se eu tivesse que voltar no tempo e mudar alguma coisa, não mudaria nada para chegar aqui. Agora sou um campeão olímpico. Acredito que tudo é possível. Com muita determinação, muito trabalho, tudo vale a pena quando você acredita – disse ele, em entrevista à Rede Globo. ”

Eu assisti – por acaso – o cara correr nas quartas de finais dos 100m. Foi engraçado, ele foi mal na prova. Durante a entrevista para o SportTV depois da prova, achava que tinha sido eliminado; que nada, se classificou para o grande final dos 50m, e hoje levou o caneco, ou melhor, a medalha.

Depois dessa vitória, o cara vai virar herói nacional, será convidado para ir no Jô Soares, Faustão, vai aparecer na capa da Veja etc. Até o Galvão Bueno vai dizer que acompanhava a vida do Cielo desde os tempos de Santa Bárbara do Oeste.

“É isso aí, se Cielo vende mais que Big Brother, vamos de Cielo”.

Moral da história? NINGUÉM TE APOIA antes do primeiro grande triunfo. Não adianta nem perder o seu tempo tentando. A vida é assim. Não é maldade das pessoas, elas simplesmente estão ocupadas demais fazendo o mais do mesmo e olhando para os mesmos lugares.

“Quando César Cielo conquistou a medalha de bronze nos 100 m livre, na quarta-feira, e disse que iria trazer também a medalha de ouro, poucos acreditaram no que o nadador falava. Nesta sexta-feira, ele cumpriu a promessa. Com 21s30, a apenas dois centésimos do recorde mundial, o brasileiro quebrou novamente a marca olímpica da prova e conquistou o primeiro ouro do Brasil em Pequim.” Folha de S.Paulo, 16 de Agosto de 2008.

Você tem que VENCER primeiro e depois pedir ajuda!

“Nada mal para o garoto de Santa Bárbara do Oeste que tentou, antes da natação, ser judoca ou jogador de vôlei. “O problema do judô é que eu era muito mais alto que os meninos da minha idade, então me colocavam pra lutar com os mais velhos e eu levava muita porrada”. O vôlei foi uma escolha do pai, também César. Quem definiu a carreira do nadador, porém, foi a mãe, Flávia, que o levou para o Pinheiros em 2003.”

O CARA PRECISOU DE APENAS QUATRO ANOS DE PREPARAÇÃO PARA SER CAMPEÃO OLÍMPICO!!!

4 ANOS!!!!!!

E tem gente que reclama que já passou o tempo de ganhar, mudar, renovar, etc; o cara precisou de 4 ANOS!!!!!

Ou seja, se você quiser participar das próximas olimpíadas, é só treinar duro pelos próximos quatro anos que você tem chance de chegar lá;

QUEBRA TUDO CIELO!!!

De aprendiz a feiticeiro…

“Em São Paulo, ele passou a treinar com o nadador que, anos mais tarde, superaria: Gustavo Borges. “Fiquei quase dois anos treinando com ele e aprendi muita coisa. O Gustavo é muito atencioso e perfeccionista, e me ajudou a melhorar minha técnica”, conta. Foi o veterano que levou o jovem nadador para Auburn, a universidade em que se consagrou como um dos maiores velocistas do circuito universitário norte-americano.”

O mesmo vale para os casos de empreendedores em busca de grana para seus projetos pessoais.

Ninguém tem grana sobrando para colocar em uma idéia de papel.

Você tem que levantar a empresa, rodar profissionalmente (pagar impostos, documentar tudo), conquistar os primeiros negócios, reter alguns talentos, ser lucrativo, e depois, somente depois, alguém vai aparecer com grana para te impulsionar para um segundo degrau.

É claro, sempre existem os Angel Investors, aqueles caras que tem dinheiro sobrando (o cunhado, o papai, a mamãe, um velho amigo) e estão dispostos a acreditar na sua idéia de papel; se você não conseguir arrumar um Angel Investor, don´t worry, vá trabalhar, prove os resultados, o seu sistema, e depois vá atrás de dinheiro.

O Brasil tem dinheiro sobrando; o que falta são planos de negócios bem executados, documentados e liderados por um cara agressivamente perseverante, que do nada, vai chegar lá.

PARABÉNS ao Cielo!!!

“Não tem sensação melhor do que olhar o número 1 na frente do seu nome”. E NÃO TEM MESMO!!! Chega de torcer para o time que tá perdendo, chega de jogar pelo empate, chega de competir, TEMOS QUE VENCER!!!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO na piscina!

fonte: http://www.bizrevolution.com.br/blog

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A Era de Trabalhar para os outros ACABOU! Vivemos na era de Trabalhar pelos outros!

19 Agosto, 2008 · 2 Comentários

A Era de Trabalhar para os outros ACABOU! Vivemos na era de Trabalhar pelos outros!

Querida(o) Amiga(o),

O Christian da Tríade do Tempo enviou algumas perguntas para eu responder. Em breve ele vai lançar a entrevista no blog dele, enquanto não sai por lá, confira por aqui o que eu tenho a dizer sobre o que eu já fiz, o que eu faço, e o que eu vou fazer.

1 – Como você fez sua carreira, quais suas principais realizações?

Carreira??? Nunca pensei nisso, nunca pensei nessa palavra, acho muito esquisita, sempre pensei em ser o MELHOR DO MUNDO em uma ou duas coisas e ponto. Eu sempre olhei a minha vida com uma vida gerenciada por projetos. Desde sempre eu falei para mim mesmo que eu DEVERIA CRIAR ALGO TODOS os anos. Há muito tempo atrás em uma galáxia far far away, quando eu tinha um curriculo, eu organizava o bicho por projetos anuais, e não por empresas ou cargo. Vou listar abaixo alguns deles.

1989 – Lançamento do primeiro web site de comércio eletrônico do Brasil em BBS (resultado: nunca vendemos nada, ninguém nem entendia o que estávamos fazendo, mas contribuiu para amarrar a Brasoftware com o mundo da inovação), lançamento da primeira operação de vendas de produtos de informática por catálogo do Brasil (resultado: sucesso total, em 1993 imprimiamos 250 mil de tiragem por mês).

1990 – Lançamento da primeira loja de de informática do Brasil, participação no lançamento de dezenas de pequenas software-houses (resultado: criação de trocentos empregos, cultura de software no Brasil, participação na abertura da Microsoft no Brasil etc. Eu posso dizer que o catálogo de Brasoftware foi um dos pioneiros em educar o cliente sobre software, hardware etc, além de ter contribuido para a criação de centenas de empresas que miraram a Brasoftware como modelo).

1991 – Lançamento do primeiro programa de fidelidade do mercado de informática do Brasil, se chamava e ainda se chama FRIENDS (resultado: arrebenta tudo até hoje);

1992 – Lançamento do marketing cooperado no Brasil (resultado: 100% de todas as atividades de marketing da Brasoftware sempre foram bancadas com as verbas dos fornecedores. Nunca precisamos desembolsar nenhum dinheiro. Essa prática fez escola, e até hoje é amplamente utilizada por todo o mercado).

1993 – Ampliação das lojas da Brasoftware (resultado: 3 lojas, evangelização de clientes, naquela época a Brasoftware era um dos poucos lugares onde os vendedores tinham paciência para explicar aos clientes o que era informática), participação matadora na Fenasoft, feira anual de informática que chegou a atrair mais de 1 milhão de pessoas anualmente no Anhembi).

1994 – Partipação no lançamento dos primeiros jogos para computador do Brasil. (Resultado: mudança completa na cultura de informática no Brasil, popularização geral do computador entre os brasileiros, a Brasoft foi a primeira empresa a trazer games para o Brasil, LucasArts, Sierra, Eletronic Arts e muitos outros, quando todos achavam que jogos era uma coisa de moleque, nós da Brasoft achávamos que era o bicho)

1995 – Lançamento do primeiro web site de comércio eletrônico do Brasil, o site da Brasoftware, dois anos antes da Amazon, a Brasoftware já tinha loja virtual. (Resultado: não vendemos nada por muitos anos, o primeiro pedido chegou em 1997 ou 1998; hoje, o web site é o principal canal de vendas da Brasoftware, e mesmo doze anos depois, quase ninguém conseguiu fazer o que fizemos em 1995).

1996 – O desenvolvimento das pessoas. O atual diretor de vendas, marketing, gerentes comerciais, gerentes de território e técnicos da Brasoftware hoje foram meus estagiários anos atrás. (Resultado: ninguém faz nada sozinho, BUT, se não houver alguém terrivelmente agressivo afim de fazer coisas diferentes, nada vai sair)

1997 – Lançamento da BizRevolution, antes de blog ser blog, email ser email, eu comecei a enviar os meus textos para todo mundo que eu conhecia (resultado: 160 mil pessoas cadastradas no site, e a possibilidade de viver a vida que eu quiser), saída da Brasoftware, entrada na Tech Data (resultado: troca da segurança, dinheiro, status, liberdade por algo totalmente desconhecido. O primeiro ano foi penoso, MAS NUNCA me arrependi. Sempre quis trabalhar perto dos americanos, falar inglês todos os dias, entender como os gringos pensam, e criar tudo de novo. O trabalho valeu a pena. Em 1997 nasceu o projeto do primeiro comércio eletrônico B2B do Brasil, em 12 meses 30% da vendas aconteciam via web. O site da Tech Data fez escola, eu fui premiado com os prêmios mais altos entregues pela corporação a um funcionário.

1998 – Lançamento de toda uma série de atividades de marketing de evangelismo, educação dos clientes, catálogos, campanhas de marketing de incentivo. (Resultado, muitas vendas, mas acima de tudo o que mais conta foi ver o desenvolvimento profissional do mercado de tecnologia. Antes de 1998, quase 100% dos produtos de informática eram contrabandeados para o Brasil. Com o fima da reserva de mercado, o Brasil precisava de distribuidores profissionais para alavancar o varejo e o mercado corporativo).

1999 – O sucesso do comércio eletrônico no Brasil me transformou no web guy mundial da Tech Data. Na América Latina eu fui responsável por implementar o comércio eletrônico na Argentina, Chile, Uruguai e Peru. (Resultado: sucesso destroier, até hoje o comércio eletrônico é o principal veículo de marketing da Tech Data. O atual líder do comércio eletrônico no Brasil e América Latina foi meu estagiário).

2000 – Início dos cursos da BIZ e palestras a noite e finais de semana, criação do site da BIZ, centenas de milhares de pessoas começavam a conhecer, fazia tudo de madrugada, durante o dia continuava na Tech Data. Projeto do ano: a conquista da marca Tech Data para a Tech Data Corp. Quando chegou ao Brasil em 1997, a marca Tech Data pertencia a uma micro empresa que ficava na São Paulo. A TD ainda não estava no Brasil, mas visando um dia ganhar muito dinheiro com isso, o cara pegou a marca da Tech Data. Por conta disso, a Tech Data desembarcou no país como TD Brasil. Eu achava isso um absurdo, e mesmo contra a vontade dos advogados da corporação e do Pinheiro Neto (escritório caríssimo que na época assessora a Tech Data Corpo no Brasil), eu entrei na briga com a micro empresa brasileira tendo ao meu lado apenas um pequeno escritório de marcas & patentes. Depois de 3 ou 4 anos de vai e vem, finalmente conseguimos o direito da marca Tech Data no país sem pagar nenhum tostão ou subornar ninguém. Hoje, Tech Data é Tech Data. Se eu não tivesse ido atrás e investigado os meandros das leis, até hoje a Tech Data seria TD Brasil.

2001 – Criação do TD Magic, o mais legal de todos os projetos até o momento. O TD Magic estava e ainda está 10 anos a frente da cabeça do mercado de informática. Ainda assim, o TD Magic funcionou enquanto estava por lá. Hoje, foi desativado. O TD Magic era um software que permitia a criação de lojas virtuais integradas com o sistema de comércio eletrônico da Tech Data. A partir do TD Magic qualquer revendedor poderia ter um site fantástico, com design customizado, com contéudo de fotos, textos e preços em apenas alguns minutos. Em 2001, conseguimos levantar 62 lojas virtuais. BUT, a falta de cultura e pessoas qualificadas dentro dos clientes matou a ferramenta. (Resultado: muitas vendas, super diferencial, projeto assassinado alguns anos depois que eu sai).

2002 – Saída da Tech Data, mergulho de cabeça na BIZREVOLUTION. Mais uma vez eu largava algo no topo, em 2000 a Tech Data faturou 500 milhões no Brasil com 120 funcionários. BUT, eu sou um cara IDEALISTA, e caras IDEALISTAS não trabalham por satisfação pessoal ou pelos 4Ps tradicionais de markerting. Pessoas idealistas trabalham por Paixão, Propósito, Pessoas e Progresso.

2003 – Início dos projetos de consultoria, lançamento da B4B, reinvenção de um pequeno distribuidor nacional de produtos de informática que se chamava Darck Technologies. (Resultado: Em 2007 a B4B era reconhecida como a principal distribuidora de produtos de informática para o varejo brasileiro, faturamento de 50 milhões de reais em 2007).

2004 – Ano de palestras, cursos, escritos, crescimento da BIZ, lançamento dos posters, início de diversos outros projetos de consultoria, todos para pequenas empresas, como LSK, Computer Company, Ikeda, Vox Editora, Dana (essa é grande), Rolemak, Assisnet, Star Computer. (Resultado: reinvenção de todas elas. Todo projeto que eu me meto transforma a empresa, muda a marca, a direção, o escopo do trabalho etc).

2005 – Lançamento do livro QUEBRA TUDO. (Resultado: 3 mil cópias vendidas, 18 meses para lançar, um saco! um calvário! as editoras são lentas demais, o negócio é primeiro se tornar um blogueiro famoso, criar o seu próprio contéudo e público).

2006 e 2007 – A consolidação dos projetos de consultoria que se iniciaram deze meses antes, o contínuo crescimento da BIZREVOLUTION, (resultado: eu ainda posso trabalhar no que eu quiser a hora que eu quiser, levando uma vida que permite dividir o tempo com a família).

2008 – Início de um novo ciclo, lançamento de um novo grande projeto, início dos trabalhos na AMD, palestras e cursos da BIZ, escritos, escritos, escritos, HollyCEO, (resultado, o ano vai terminar completamente diferente do que começou)

2 – Como surgiu a idéia da BizRevolution e o que você faz na Biz hoje?

Todo mundo tem um amigo que sente prazer em cozinhar para os outros, não tem? Você pergunta para o cara qual é a satisfação dele em fazer comida para os outros, e ele simplesmente diz que se sente bem em fazer isso. É exatamente isso que eu sinto. Eu simplesmente, desde sempre, gosto de divulgar as coisas que eu gosto para os outros. Quando criança eu chamava os amigos em casa para escutar as novas músicas dos Beatles que eu aprendia a conhecer, na adolescência era a mesma coisa com livros, filmes de cinema, lugares. Quando cresci essa habilidade natural de compartilhar as coisas que eu gosto se transformou na BIZ. Desde que me comecei a trabalhar na Brasoftware em 1989, eu divulgava os artigos que lia nas revistas para os colegas. Quando surgiu o e-mail, eu vi imediatamente na ferramenta uma oportunidade de multiplicar a promoção dos artigos para todas as pessoas que eu conhecia.

Nunca houve qualquer intenção de fazer marketing pessoal, ou querer algo em troca. O propósito sempre foi simplesmente promover o que eu acredito, ouça quem quiser, goste quem quiser.

A BIZ hoje é uma consultoria de marketing para pequenas empresas que querem de verdade dar um salto, mudar as coisas. Essa consultoria é muito própria. As idéias que eu coloco em prática não seguem nenhum manual, não existe a biblía da bizrevolution nem qualquer fórmula para nada. Simplesmente estudo a empresa rapidamente, e procuro sugerir diferenciais que ninguém faz. Eu acredito que sou muito bom em descobrir o problema da empresa e rapidamente definir um curso para fazer acontecer. Até hoje todos os projetos deram certo. O negócio dá tão certo que eu sou mandado embora e perco o cliente. Consultor bom é aquele que fica 3 ou 6 meses e cai fora. Atualmente a BIZ possui 6 projetos de consultoria em curso. Além da consultoria eu faço palestras in company, cursos abertos e escrevo.

O que eu mais gosto de fazer??

Escrever e Vender.

A BIZ me satisfaz no lado escrita da coisa. No lado vendas ainda não. Mas, muito em breve, entra a segunda bizrevolution no ar para completar as coisas que eu realmente gosto de fazer.

3 – O que uma empresa de pequeno porte precisa ser/fazer para vencer a batalha de David/Golias?

Assumir que é uma empresa pequena e aproveitar as vantagens de ser pequena. Não se tornar uma empresa mascarada com estilo de empresa corporativa, com grandes salas para os chefes, salas de reunião, planos de carreira, organogramas e todas as burrocracias que existem nas grandes empresas. Aproveite que é pequeno para conversar com os funcionários, trocar idéias, assegurar que todos falam a mesma língua, implementar novas idéias com extrema velocidade.

Aproveite que você é pequeno para conhecer os clientes pelo nome. A pequena empresa está para o açougue tanto quanto a grande empresa está para o hipermercado. Na pequena empresa o presidente da empresa tem que vender, atender o telefone, falar com os clientes, fazer visitas a clientes; vestir o jaleco do açogueiro e não a gravata do planilheiro de hipermercado.

A idéia vale também para a definição do negócio principal da empresa. Se o pequeno não faz algo, não diga que faz. Divulge APENAS aquilo que você é MUITO BOM. Acrescente novidades trimestralmente, ou a cada seis meses. A pequena não pode parecer para o cliente que é uma empresa estacionada onde nada muda. Apreveite que é pequeno para CRESCER, com calma, trimestralmente.

4 – Quais os principais erros e acertos que uma empresa deve evitar e acertar no seu marketing nos dias atuais?

O principal erro é não dar continuidade às coisas que faz. O cara torra dinheiro em uma feira, expõe os seus produtos, coleta 150 cartões de visita, mas ninguém faz qualquer tipo de acompanhamento nos cartões de visita no período pós-feira. Se o empresário ou marketeiro acompanhasse as atividades que coloca em prática, desde as propostas enviadas até pós-venda em cima de produtos vendidos no passado, os negócios seriam bem diferentes.

5 – Como funciona seu processo produtivo? Como você consegue pique para escrever tanto e diariamente?

Gênios produzem. Não que eu seja um gênio, longe disso. Mas o gênio para mim é o cara que transforma a sua vida em um cotidiano de hábitos positivos feitos regradamente na mesma hora no mesmo dia até que as coisas começam a ser feitas com maior facilidade.

Nesse momento eu estou respondendo a 5a pergunta que você enviou. Quanto tempo você imagina que eu levei para escrever tudo até agora? Alguns minutos. As idéias saem da cabeça em uma tacada só. Os textos do QUEBRA TUDO são a mesma coisa. Eu levo 30 minutos para escrever um texto. Isso acontece porque eu escrevo todos os dias e leio todos os dias, como faço cocô e como todos os dias.

Onde encontro o pique? Não sei exatamente. Simplesmente nasci gostando de fazer isso. Sou auto-motivado de berço, não preciso de professor, não preciso de aula, não preciso de chefe, não preciso de ninguém em cima de mim me cobrando sobre o que eu tenho que fazer. Eu faço. Just do it!

6 – O que você lê para achar as coisas que coloca no seu blog? Como gerencia seu conhecimento pessoal?

Leio todas as revistas, sites, livros, autores e artigos que eu já mencionei e continuo a mencionar no site. Eu não tenho nenhuma fonte ultra secreta escondida. Tudo que eu descubro eu conto quando posso.

Eu gerencio as coisas que eu gosto através do Google Reader, diretórios criados em um disco de 1 terabyte com milhares de pdfs, ppts, fotos e ebooks coletados diariamente na web há pelo menos 15 anos. Tudo organizado por tipo de matéria, como marketing, crm, tecnologia, liderança, estratégia, inovação, filosofia, quebra de paradigmas etc e disponíveis para eu acessar quando preciso.

7 – Como você organiza sua rotina e produtividade pessoal? O que você não consegue fazer?

Eu gostaria de fazer mais do que eu faço. Eu gostaria de ler 10 livros por semana, não consigo, leio menos que isso, mas leio MUITO MAIS do que 99% das pessoas. Devo ler o equivalente a 10 livros por mês, não sei bem, entre livros, artigos e revistas.

Eu durmo 5 horas por dia há mais de 20 anos. Somente de sábado para domingo eu durmo 7 ou 8 horas. As vezes eu vou a um restaurante, mas não fico mais do que 35 minutos entre pedir o prato, comer e cair fora. Todo o tempo que eu tenho é voltado para ler, escrever, me preparar para atuar nos clientes. Preparação é tudo!!! Já falei isso duzentas vezes e vou continuar a repetir!!! Não perco o tempo com nada que não esteja vinculado a fazer o que eu tenho que fazer hoje ou amanhã.

Qual é a cotação do dólar hoje? Sei lá, não me interesa hoje, informação inútil e irrelevante para o meu dia de hoje. Quanto precisar saber vou atrás. Eu não sei um monte de coisas, mas simplesmente não me interessa saber.

Hoje, com o iPhone, Wireless e Podcastings, eu praticamente estou 21 horas por dia conectado a algum tipo de artigo que estou lendo, estudando e arquivando.

Infelizmente, a BIZ ainda não é uma revista ou um portal exclusivo de conhecimento. Talvez um dia se torne apenas isso, quando acontecer, eu asseguro que nenhum site de negócios do Brasil terá tanta promoção de coisas novas e INDEPENDENTES (sem rabo preso com ninguém) e sob novos ângulos quanto a BIZREVOLUTION.

Talvez 2009 seja o ano desse foco completo em promoção de conhecimento. Vamos ver.

Na minha vida tem a BIZ e a minha famiília. Mais nada.

Sou completamente apaixonado pelos meus filhos, troco tudo por eles, me emociono todos os dias quando eu chego em casa e boto os olhos no Alexandre e na Maria Beatriz e os vejo sorrindo e brincando. O meu tempo é deles sempre que eles quiserem. Troco tudo por eles. Por conta disso, trabalho de madrugada, quanto todos estão dormindo.

8 – Quais suas metas para os próximos 5 anos e 20 anos?

Eu serei o MELHOR escritor de negócios + filosofia do Brasil ou talvez do mundo. Eu terei também um grande negócio comercial com um vínculo social profundo. Eu vou entrar na política de alguma maneira, e chegar o mais alto possível nessa matéria. Desde criança, todos os testes vocacionais que eu fiz, apontavam para o Trabalho Social. Eu me emociono todas as vezes que faço algo de graça para os outros. Esse tipo de coisa me arrepia, não sei explicar. Nasci para isso. Eu realmente acredito nisso. E me satisfaço completamente fazendo o bem para os outros. Tenho que estar envolvido nisso, a BIZ já é isso, mas eu quero mais.

9 – O que você acha da polêmica e do amor e ódio que você tem com os seus leitores?

A questão é que eu nunca fiz nada pensando no que eu vou receber em troca. Tudo que eu faço é do fundo da alma. Eu tenho 38 anos, tenho completa consciência de que tenho milhares de coisas a melhorar ou mudar, um dia, quem sabe, eu vou crescendo pessoalmente, vencendo os obstáculos, para chegar o mais longe possível.

Gostem ou não, eu vou continuar fazendo, nada vai me parar ou impedir de dizer o que eu sei e sinto HOJE. Eu apenas posso assegurar que aqueles que não gostam terão que me engolir, ou melhor, assumir que as coisas que eu digo FUNCIONAM se o cara somar com o que sabe e colocar em prática.

10 – Se você pudesse resumir, como é possível ter sucesso empresarial no mundo web de hoje?

A internet traz ferramentas de baixíssimo custo para ajudar as pessoas a criar e manter relacionamentos com outras pessoas.

Relacionamentos é o que interessa!

A web simplesmente vai ajudar a cumprir o destino do marketing e dos negócios: SERVIR AOS OUTROS através do real entendimento do que essas pessoas precisam mesmo quando não sabem explicar.

Aquele que utilizar a web para MANTER contato com os clientes VAI VENCER.

Aquele que utilizar a web para OBSERVAR os clientes IRÃO VENCER.

O “manter contato” pode ser traduzido pelo lançamento contínuo de produtos e serviços, contato humano usando a tecnologia, comunicação 1-a-1, liderança 1-a-1.

11 – Qual sua missão de vida? Pelo que você faz seu tempo ter sentido?

Meses atrás eu mencionei o filme EU SOU A LENDA no site da BIZ e alguns não entenderam o motivo. A minha missão de vida é exatamente igual a missão de vida do personagem do Will Smith no filme. Will Smith encarna a vida de um doutor obcecado por resolver os problemas da humanidade. No caso, eliminar um vírus que transformou a raça humana em uma espécie de zumbi-vampiro noturno. O personagem do Will Smith poderia ter fugido de Nova Iorque e dos zumbis noturnos e se refugiado em um local seguro onde poderia levar uma vidinha egoísta e medíocre. Entretanto, ao invés da saída fácil, ele resolve permanecer em Nova Iorque e encontrar a cura para os caras. No final do filme, na última cena, ele fala sobre a sua missão de vida, “Eu escolhi ficar aqui… e levar a minha vida… porque eu acredito que a missão do ser humano… é iluminar a escuridão”. A minha missão é exatamente essa: iluminar a escuridão. Pode parecer pretencioso, mas é a verdade.

Vivemos em um mundo, e um país, tão carentes de carinho e amor fraternal, de luz ou exemplos de coisas boas, que eu quero ser um dos caras que vai iluminar a escuridão daqueles que não tem tempo para buscar luz.

Foi para isso que eu vim!

Eu sei exatamente o que eu tenho que fazer.

E Você?

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

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Lavagem Cerebral do Bem

31 Julho, 2008 · Deixe um comentário

“Frente a frente com uma criança, até a pessoa mais cínica joga fora a sua máscara e se torna capaz de sentir a pureza e o amor que todos seres humanos buscam.” Gostou da frase? Bonita, né? Autor: Reverendo Moon.

Querida(o) Amiga(o),

A aula de matemática corria solta quando o quebra-quebra começou na frente da escola. Eu, na casa dos 9 anos, pulei da cadeira. A professora, assustada como nós, botou a cabeça para fora da janela da sala de aula na busca de informations visuais, “Meninos, fiquem calmos, deve ser alguma torcida de futebol passando na frente da escola.” Que nada, o quebra-quebra havia sido provocado pelos alunos mais velhos da escola. Impressionados com as imagens e histórias surreais sobre as práticas de lavagem cerebral praticadas pela Seita do Reverendo Moon para atrair os jovens, os alunos invadiram a casa estrategicamente alugada pela Seita do Moon na frente da nossa escola na Aclimação e literalmente acabaram com a festa da paróquia.

Muito antes dos caras-pintadas expulsarem o Collor da presidência, os caras-pintadas expulsaram o Moon do Brasil.

Para quem não sabe, o Reverendo Moon é um norte-coreano fundador de uma seita religiosa que gera controvérsias por onde passa. No Brasil, nos anos 80, não foi diferente. Moon se auto-proclama o Messias, ou seja, o cara escolhido por Deus para espalhar a verdade sobre a verdade. Ele escreveu uma atualização da Bíblia, revelada a partir de relatos inéditos que diz ter recebido de Jesus, Moisés, Buda, e como não podia deixar de ser, de Deus. Milionário, dono de uma fortuna de 20 bilhões de dólares, pai de 12 filhos (por que todo religioso tem tanto filho?), é dono – entre outras coisas – do jornal Washington Post dos EUA onde defende o Bush.

Histórias malucas sobre mães que abandonam os filhos e deixam tudo para trás para viver dentro da seita do Moon estão por toda a parte na internet. Histórias de pessoas falando exatamente o contrário também são muitas.

Boatos a parte, bom ou ruim, bem ou mal, a verdade é que Moon possui milhares de discípulos fervorosos que viajam o mundo espalhando a sua mensagem cristã, distorcida ou não.

O Moon, como você, está no negócio de conquistar e reter clientes. Ele usa técnicas de evangelismo aprendidas dentro dos centros religiosos para atrair a turma, o que você poderia fazer para atingir o mesmo objetivo?

Bem…

Quantas vezes o seu cliente pede para você fazer uma coisa que não tem nada ver com o que você faz? Quantas vezes você já viu um funcionário seu se complicando todo para explicar o que a empresa faz para potenciais clientes ou até parentes? (Todo mundo que trabalha na empresa consegue explicar rapidamente o que a empresa faz?). E os seus fornecedores? Quantos deles compreendem qual é o foco do seu negócio, quantos entendem o negócio da sua empresa a ponto de conseguir vender o seu peixe para outras pessoas?

Ter fregueses é alguma coisa, ter clientes é bacana, ter fãs é show, mas ter EVANGELISTAS é incomparável. Não existe nada melhor do que estar na sua empresa cuidando das suas coisas enquanto do outro lado da cidade você tem um cidadão falando bem de você para outra pessoa. Como diria a Mastercard: ter alguém falando de você sem você pagar nada por isso, não tem preço. Para o resto, você tem o preço baixo.

Vamos rever agora as atividades “básicas” de evangelismo que você poderia colocar em prática para fazer uma lavagem cerebral do bem nos seus funcionários, para que eles façam o mesmo com os seus clientes.

(imagino que nesse ponto do texto você esteja bastante bastante bravo com o fato de eu misturar evangelismo com lavagem cerebral com marketing com o reverendo moon e com clientes. Bom, sempre existe a opção de ler o Chapeuzinho Vermelho).

Lavagem cerebral do bem para funcionários:

1. Treinamentos e palestras sobre os diferenciais que fazem a marca da empresa. Exemplo, se você fala para todo mundo que você tem um excelente atendimento, reúna os funcionários e mostre exemplos concretos de atendimento excelente, explique a todos como funciona o excelente atendimento da empresa, explique em detalhes, mostre depoimentos de clientes, mostre como funciona o sistema de informática que controla tudo isso, enfim, lavagem cerebral.

2. Distribua uma lâmina plastificada – com versões pocket, baia, powerpoint, banners - que possa ajudar os funcionários a explicar para outras pessoas O QUE SIGNIFICA a marca da empresa. Eu estou falando aqui de algo como “A nossa empresa ABC é paranoicamente obcecada por oferecer uma linha de canetas de luxo para executivos extremamente exigentes, feitas com matérias primas exclusivas e design que se renova a cada três meses”. TODOS os funcionários têm que andar para cima e para baixo com um texto simples, claro e objetivo que mostre os diferenciais que a empresa defende.

3. Tenha certeza que TODOS os funcionários conhecem a história da empresa e tem orgulho dela. TODAS as empresas nasceram pequenas, até a IBM e Wal-Mart um dia foram pequenas empresas. TODAS as empresas têm histórias fantásticas para contar. TODAS têm histórias para encher um museu. TODOS os funcionários têm que conhecer as histórias de sangue, suor e lágrimas que construíram a empresa. Você pode oferecer esse tipo de experiência na integração dos funcionários, nas paredes da empresa, homeopaticamente em todas as reuniões.

4. Desenvolva uma maneira de fazer TODOS os funcionários – ou aqueles mais interessados -, participar da construção de novos negócios. Se você for igual a maioria dos empreendedores brasileiros, você está cheio de idéias na cabeça, mas não sabe a quem recorrer para executá-las. Peça por ajuda na sua empresa, reúna todos, conte os seus planos, peça por voluntários. Os mais talentosos vão se voluntariar. Sempre.

5. Educação corporativa é tudo. O velho departamento de Organizações & Métodos faleceu. Manuais de instrução com procedimentos corporativos sobre como fazer as coisas não fazem mais sentido. As coisas mudam mensalmente. Você precisa estabelecer momentos de aprendizado sobre o negócio da empresa, e discussão sobre novas maneiras de fazer as coisas. Produtos e serviços precisam ser melhorados constantemente, deixe os funcionários te ajudarem nessa. Crie a Universidade Corporativa da sua empresa!

6. Deixe os seus funcionários participarem de eventos, feiras, grupos comunitários, fóruns on-line, enfim, deixe – ou mehor – exija, que a sua turma participe de eventos de networking onde eles tenham a chance de propagar a mensagem da empresa.

Lavagem cerebral do bem para clientes:

1. Deixe o cliente falar sobre a experiência de fazer negócios com você. Tem muito gerente de marketing com medo de colocar o blog da empresa no ar com receio de ter clientes insatisfeitos descendo o pau na empresa. Deixe os clientes falarem! O blog é uma excelente oportunidade de formalizar publicamente o posicionamento da empresa sobre pisadas de bola que eventualmente acontecem. Todo mundo pisa na bola, ao oficializar essas pisadas de bola você tem a chance de mostrar que são exceções a regra.

2. Premie os clientes mais entusiasmados pela marca da empresa. Eu tenho um amigo que é fã da Volks. Ele tem livros, filmes e posters sobre a empresa. Ele já comprou 20 carros diferentes entre Gols e Passats nos últimos 20 anos, nunca recebeu um telefonema sequer da Volks. Outro amigo assina a revista Veja há décadas, nunca recebeu sequer uma carta da Abril em sinal de agradecimento, quanto mais um brinde.

3. A Evangelho das empresas têm que mudar de tempos em tempos. Mas antes de comunicar as mudanças aos quatro ventos, mantenha os clientes entusiastas pela empresa informados sobre o que vem por aí. Eles têm que ser os primeiros clientes a saber das novidades, e de preferência, com tempo o suficiente para fazer as possíveis modificações sugeridas.

4. Quanto mais e-mails você enviar, mais e-mails vai receber. Não me entenda mal, eu sou completamente a favor do uso intensivo do e-mail, mas você precisa ir para rua visitar clientes.

5. Até os Evangelistas perdem a fé. Se você não for além do básico, dançou. Você está vendendo para os JETSONS não para os Flinstones!!! Ministério do Evangelismo avisa: Faça pesquisas de satisfação regularmente, senão você nunca saberá se está superando as expectativas de alguém.

As pessoas sempre me perguntam de onde eu tirei o termo QUEBRA TUDO, eu realmente não sei, não tenho certeza, só sei que um dia eu simplesmente acordei com o QUEBRA TUDO na cabeça.

Será que o QUEBRA TUDO nasceu no dia do quebra-quebra da casa do Moon na frente da minha escola quando eu tinha 9 anos?

É o Moon fazendo lavagem cerebral na minha cabeça, vixe, será que daqui há pouco eu vou dizer que sou o Messias?

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?

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