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O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE

31 Março, 2009 · Deixe um comentário

 

‘Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível’

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da ‘invisibilidade pública’. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

 

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ’seres invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’, diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto.. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: ‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari? Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real? Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’..

 

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Respeito: passe adiante!

Educação: cabe em todo lugar.

 

fonte: recebido de um amigo.

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Uma Escola Revolucionária.

16 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

Eu odeio as escolas do mundo, eu odeio as escolas que ensinam decoreba para as crianças. Simplesmente não funciona, não resolve.

A minha filha de 4 anos estuda hoje em uma escola de mente aberta que não obriga ela a decorar NADA. Nas reuniões que reúnem os pais, a diretora pedagógica da escola da minha filha não consegue explicar direito qual é o método que eles usam. Não é o método tradicional, não é o método Montessori, não é nenhum método conhecido, eles estão experimentando coisas novas, misturando…

leia mais em http://www.bizrevolution.com.br/blog

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Os macacos

30 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

Vou contar para vocês uma estória. Não importa se verdadeira ou
imaginada. Por vezes, para ver a verdade, é preciso sair do
mundo da realidadee entrar no mundo da fantasia…  Um grupo de
psicólogos se dispôs a fazer uma experiência com macacos. Colocaram
cinco macacos dentro de uma jaula. No meio da jaula, uma mesa. Em cima
da mesa, pendendo do teto, um cacho de bananas.

Os macacos gostam de bananas. Viram a mesa. Perceberam que, subindo
na mesa, alcançariam as bananas. Um dos macacos subiu na mesa
para apanhar uma banana. Mas os psicólogos estavam preparados
para tal eventualidade: com uma mangueira deram um banho de água
fria nele. O macaco que estava sobre a mesa, ensopado, desistiu
provisoriamente do seu projeto.

—————————————–
leia mais no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004222.php

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O Velho Problema das Drogas

18 Julho, 2008 · Deixe um comentário

Recentemente a Rádio Bandeirantes levou ao ar uma série de reportagens
sobre o velho problema das drogas.

Vários profissionais da área foram ouvidos e, infelizmente, pelas
considerações feitas, ficou entendido que grande parte da
responsabilidade pelo uso de drogas na adolescência, recai sobre os
ombros dos pais.

O que geralmente acontece, é que os pais não observam algumas noções
básicas para se formar um indivíduo consciente das suas
responsabilidades e resistente ao apelo das drogas.

Pensando em fazer o melhor, os pais começam por isentar os filhos de
qualquer obrigação.

Para poupá-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.

Quando os filhos são pequenos os pais se desdobram para fazer tudo,
providenciar tudo para que nada lhes falte e para que não tenham que
enfrentar frustrações nem quaisquer dificuldades.

Se pudessem, os pais os poupariam até mesmo das enfermidades, dos
pequenos tombos, das dores, dos arranhões…

Quando a criança começa sua jornada na escola, os pais as acompanham e
carregam a sua mochila e, alguns, até fazem as lições de casa para
poupar possíveis reprimendas de seus mestres.

E assim a criança vai crescendo num mundo de ilusões, pois essa não é a
realidade que terão que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar
com as próprias pernas.

Imaginemos alguém que nunca teve oportunidade de dar alguns passos, que
sempre foi carregado no colo, que forças terá para se manter de pé?

É evidente que essa criança, quando chegar na adolescência, não terá
estrutura nenhuma.

Diante da primeira dificuldade ficará vulnerável como uma flor de estufa
aos primeiros golpes do vento.

Ela não aprendeu a suportar frustrações, pois os pais as evitaram o
quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar
sobre os ombros.

Jamais sofreu uma decepção e sempre teve a razão a seu favor, até mesmo
nas pequenas rixas com os amiguinhos da infância.

Crianças criadas assim, não estão preparadas para pensar, nem para sair
de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que alguém
resolva tudo por elas, pois essa foi a lição que receberam dos pais ou
responsáveis.

Mas, afinal de contas, quem é que pode passar pelo mundo isento de
dificuldades?

Isso é impossível, em se tratando do nosso mundo.

E o problema está justamente quando a criança, agora adolescente, sofre
seu primeiro solavanco, que pode até não ser tão grave, mas é suficiente
para abalar sua estrutura frágil, agora longe do olhar vigilante dos
pais.

Psicólogos e psiquiatras, entre outros profissionais que se pronunciaram
na referida reportagem, aconselham que os pais evitem que seus filhos
venham a usar drogas, dando-lhes uma educação consciente, que prepara o
indivíduo para viver no mundo real e não num mundo ilusório por eles
idealizado.

É preciso que os pais repensem essa forma de amor sem raciocínio, esse
amor permissivo, bajulador e sem consistência. É preciso permitir que os
filhos andem com as próprias pernas, amparando-os sempre, mas
deixando-os fortalecer os próprios “músculos”.

É preciso deixá-los enfrentar pequenas frustrações, como não ganhar o
brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo. Como não ganhar o
álbum de figurinhas que todos os colegas da escola têm.

Educar é a arte de formar os caracteres do educando, e não de deformar.

Assim, se você é pai ou mãe e tem interesse em manter seu filho longe
das drogas, pense com carinho a respeito das recomendações que lhe
chegam.

E, acima de tudo, doe muito amor e atenção aos seus pequenos, pois quem
ama, verdadeiramente, ensina a viver e não faz sombra para impedir o
crescimento dos seus amores.

…………………………

.

Se você quer que seu filho tenha os pés no chão, coloque
responsabilidades sobre seus ombros.

Se você quer que seu filho resista aos vendavais da existência e ao
convite mortal das drogas, permita que ele firme suas raízes bem fundo,
mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a
pequena árvore enquanto seu tronco está em formação.

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Esta mensagem pode ser encontrada no site “Contando Histórias”,
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004432.php

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Quando eu descobrir o que você sabe, eu vou contar para todo mundo!

18 Fevereiro, 2008 · Deixe um comentário

“A Educação em nosso país sempre foi para poucos. Na época do meu Colegial, o professor que falasse do tema “escola boa e competente para TODOS” era CHAMADO DE COMUNISTA. Nós estávamos no Governo JK, anos 50. A sociedade – a chamada Classe Média – estava pouco se lixando e/ou acompanhando – achavam uma maravilha.” José Lauro Magalhães, meu pai, depois que leu o texto que segue.

Querida(o) Amiga(o),

Todas as semanas eu recebo e-mails de pessoas me pedindo para escrever menos porque não há tempo para ler. Pois bem, essa semana eu resolvi atender a esses pedidos.

Não vou escrever, muito.

Vou reproduzir apenas um e-mail que recebi dias atrás. O e-mail é curto. Não se preocupem, dá até para ler no blackburro.

“Boa tarde Jordão.

Trabalho numa empresa de varejo. Hoje é dia de contratação. A fila lá fora chega a umas trezentas pessoas. Estamos oferecendo 60 vagas em diversas funções. Para todas, a escolaridade exigida é o 2 grau. A chefe lá do RH acabou de informar que será um milagre conseguir preencher 30 das vagas.

Motivos de eliminação.

1 – Traje: cara, é incrível que vem muita gente vestida com bermuda, sainhas curtas, seios à mostra, camisetas cavadas das mais variadas cores e fazendas. Está mais para festa do que para busca ao emprego.

2 – Não trazer os documentos exigidos: O placa fica na porta da filial por uma semana, com as exigências mínimas, mas parece que o povo só lê as linha da vaga e do endereço para entrevista;

3 – O temido “teste escrito”: Eu chamo de “teste de analfabetismo”, uma vez que são pergutinhas tolas de Português e 4 questões de matemática de 4ª série. Neste ponto ocorre o massacre, onde a maioria semi-analfabeta, de idades que variam entre 22 e 40 anos, alguns com nível universitário, tombam vergonhosamente.

Nem teço comentários, pois os fatos falam por si.”

Milhões de adultos e jovens brasileiros estão completamente atrasados em comparação a quem trabalha hoje a mil por hora.

O que cada um de nós pode fazer para ajudar essa turma a se incluir socialmente, tecnologicamente, humanamente etc etc etc?

1. Compartilhar conhecimento.
2. Emprestar livros.
3. Dar palestras de graça.
4. Criar algum tipo de ONG local para reciclar adultos.
5. Ser Mentor de alguém.
6. Reciclar computadores.
7. Ler para os outros.
8. Fazer o CV dos caras.
9. Empurrá-los ladeira abaixo para aprenderem alguma coisa.
10. Jogar a televisão fora.
11. Oferecer cursos pré-preparatórios para conseguir trabalho.
12. Ensinar a usar um computador.
13. Ensinar uma nova profissão.
14. Levar ao Campus Party Brasil 2008
15. Conte a ele HISTÓRIAS de heroísmo, ética, coragem, honestidade, auto-estima, amor próprio, civilidade, boa vontade.
16. Convidá-lo para participar de 2 almoços com outras pessoas.
17. Criar a Sexta-feira da Inclusão, onde você traz para dentro da empresa um ou dois adultos, e mostra a eles como as coisas são e realmente funcionam dentro de uma empresa de verdade.
18. Levar ao Campus Party Brasil 2008.
19. Ajudá-lo a descobrir os seus próprios pontos fortes.
20. Lembrá-lo que na era do computador, a limpeza da pele e o peso do corpo não importam muito, o que interessa é o que está dentro da cabeça.
21. Arrancá-lo na marra de dentro de casa e metê-lo dentro de um ou dois eventos de networking por semana onde possa conhecer novas pessoas.
22. Contratar apenas quem faz trabalho voluntário, ou comprovadamente se esforçou para ajudar outros a serem bem sucedidos.
23. Ensiná-lo a ler MUITO! LIVROS COMPLETOS, ARTIGOS EXTENSOS, DISSERTAÇÕES, ou, se não gosta de ler, pelo menos ouvir livros completos em mp3.

Eu posso até acreditar que existam pessoas que se recusam a compartilhar o que sabem com medo de perder a pose. Para essa turma de bossais, um recado: quando eu descobrir o que vocês sabem, EU VOU CONTAR PARA TODO MUNDO!

Educação é para todos, todos que quiserem; e aqueles que não quiserem, vão ter que engolir.QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

fonte: http://www.bizrevolution.com.br/blog

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