Sigam as crianças!

Sou um sujeito extremamente metódico. Basta algo repetir-se uma vez e eu gostar que transformo este algo em um hábito. Meus amigos dizem que estou à beira do transtorno obsessivo compulsivo – um exagero, claro!

Há alguns dias meu irmão nos deu um sofá que ele não precisava mais para que o levássemos ao apartamento das minhas filhas, em Porto Alegre. O sofá ficou em meu apartamento, em frente à mesa de jantar. Em um final de semana eu, minha filha mais nova e meu genro colocamos o notebook, um monitor grande e um par de caixas acústicas na mesa e transformamos aquele ambiente em uma sala de projeção. Gostei tanto da ideia que, em todos os dias que se seguiram, usei a sala de projeção para assistir a todos os episódios que existem de Curb your Enthusiasm. Meu mundo quase caiu quando mudaram a mesa de lugar!

Sou fiel defensor de que hábitos, métodos, rotinas não são coisas ruins. Ao contrário, servem como o alicerce para a aprendizagem, a busca do conhecimento. É necessário um aeroporto para que um avião decole, independente do local para onde ele seguirá depois. Por outro lado, sou totalmente contra a imposição de hábitos, métodos ou rotinas.

Li recentemente que Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, junto com muitas pessoas de sucesso, foram educados no método Montessori. No suprassumo do bagaço do resumo, o método criado por Maria Montessori a partir das observações de Friedrich Fröbel, assume que as crianças realizam com alegria trabalhos físicos ou intelectuais, desde que elas mesmas os escolham. Em sua evolução, a própria criança irá desenvolver sua disciplina de aprendizagem sem que a mesma lhe seja imposta.

Um dos pontos do método Montessori é o seguinte:

Já que a criança trabalha partindo de sua livre escolha, sem coerções e sem necessidade de competir, não sente as tensões, os sentimentos de inferioridade e outras experiências capazes de deixar marcas no decorrer de sua vida.

Aí eu já me pergunto se toda esta questão de bullying que observamos de forma crescente no ambiente educacional não tem suas raízes em nossa tentativa de padronizar demais a aprendizagem, não permitindo que a própria criança desenvolva seus hábitos e métodos para aprender e trabalhar com aquilo que realmente lhe dá prazer. E mais uma vez questiono as ferramentas que a criança tem para explorar o mundo fora do ambiente escolar, quais são as que a escola realmente oferece e quais proíbe.

Os materiais de apoio à aprendizagem do método Montessori, como o “material dourado” (uma série de cubos, placas e barras de madeira que ajudam a criança em seu contato com a matemática) visam o absoluto prazer do aluno em sua descoberta e busca do conhecimento.

De que forma as crianças buscam conhecimento, com prazer, hoje? Qual seria o equivalente digital do “material dourado”?

Segundo os fundadores do Google, o fato de ambos terem frequentado escolas Montessorianas foi o que os ensinou a tomarem suas próprias decisões e terem iniciativa, dando-lhes a liberdade de ir atrás de seus próprios interesses.

fonte: http://www.dicas-l.com.br/brod/brod_201108161458.php

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