Qual o valor da palavra empenhada?

Nesse contexto, alguns de nós podemos cair em tentação ao achar que a palavra não tem mais o mesmo
peso que lhe era atribuído no passado. Se não estiver escrito, previsto em
contrato ou tratado por alguma legislação específica, pouco ou quase nada vale.

Não podemos esquecer que a primeira leitura da falta de integridade é a diferença entre a promessa e
o que efetivamente é entregue, entre o discurso e a ação. As relações estão adoecendo, uma promessa sem a intenção de cumprí-la, quebrando-a sem aviso prévio ou qualquer pedido de desculpas, é o principal sintoma desse adoecimento.

Constatamos um novo mal: o da exposição extrema, quando colocamos em público fatos, fotos e informações que em outras épocas seria impensável. Ao mesmo tempo em que nos expomos, criamos também uma imagem-espelho, nem sempre aderente ao que realmente somos ou pensamos.

A maior parte dos perfis pessoais nas mídias sociais é de “avatares”, seres imaginários, vindo das profundezas do nosso desejo de ser o que não somos.

O que não podemos esquecer é que no mundo de hoje, a despeito de toda tecnologia, ainda precisamos da colaboração de um número incrível de pessoas para sobreviver.

Tome sua hora de almoço como exemplo, considere o grande número de pessoas envolvidas para materializá-lo: comerciantes, produtores, transportadores, entre muitos outros. Todos eles, pessoas físicas e jurídicas, formando uma impressionante rede de ações coordenadas. Se qualquer nó dessa rede se desfaz, todo resto pode ser comprometido.

Sem cooperação dificilmente chegamos a algum lugar. Cooperação sem confiança vira auxílio, que se faz quando se quer e há tempo. É preciso ter confiança nas relações, porque isso é um bem tão importante quanto o capital físico. Devemos tomar consciência do valor dos nossos compromissos de
palavra, de forma a preservar o nosso capital social.

Isso é fundamental porque o objetivo de todo relacionamento é o de obter cooperação, inspirando confiança e integridade. Sem clareza, objetividade e sincero interesse em cumprir com o que nos comprometemos, as relações adoecem.

Muitas pessoas preferem não se comprometer usando expressões como: “Vou fazer o melhor que posso”,
“Vou tentar” ou “Verei o que posso fazer”. Essas três respostam abrem a possibilidade de ser possível de ser feito, mas talvez eu não tenha condições/delegação/competência para realizar.

Servem apenas para evitar comprometimento e colocar sob suspeita a eficiência, confiança e a integridade. Uma resposta assertiva, sem assumir o compromisso pelo fato de não saber, ou
ter delegação no momento, seria: “Se for possível de ser feito, eu farei”.

Isso implica em que, mesmo se eu não souber ou não puder, sendo possível de ser feito, buscarei a ajuda de quem sabe e tem delegação para fazer.

Mohandas Lima da Hora
artigo em coluna gestão da revista IBM Power Channel, ano 5, edição 16

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