CHUTANDO O PAU DA BARRACA

(Um dos textos mais polêmicos que já escrevi no GV. Ainda bem que muitos vão ter preguiça de ler… Mas para os mais persistentes, caso fiquem muito chocados, podem chorar a vontade nos comentários)

Existe fórmula para o sucesso? Não. É uma equação que tem variáveis bem diferentes das que se ensinam por aí. Uma coisa é certa: Tem que estudar muito (não necessariamente pe

las vias formais) e trabalhar muito (necessariamente muito mesmo).

Existe fórmula para o fracasso? Sim. Apenas não tenha iniciativa alguma e o resultado final será um cara de mais de 30 anos ainda morando com os pais, dependendo deles para tudo e sem perspectivas. Se chegou neste ponto, sempre há tempo para mudar o destino, mas se não mudar o pensamento e por consequência o comportamento, nada mudará nos resultados.

Existe fórmula para a mediocridade? Sim. Infelizmente, essa é a fórmula seguida por muitos ao acreditarem que quanto mais se tem diplomas, mais bem sucedido será na carreira. Isso não é uma verdade absoluta, pois os diplomas até ajudam mas não definem. Essa fórmula pode até ter funcionado nos anos 70 ou 80, porém hoje, ao acreditar somente neste paradigma, a mediocridade é quase que garantida.

Mas o que é mediocridade? Esta palavra vem do latin mediocris. É o que está entre o grande e o pequeno ou entre o bom e o mau, sem destaque; comum e ordinário. Em outras palavras, é o que está na média, é o resultado do que todos fazem repetidamente porque aprenderam dessa forma sem nunca questionarem e por isso, acabam levando a vida de forma ordinária. Aliás, quando se sentem na média, sentem-se até felizes e confortados por isso.

Muito poucos tem coragem de falar sobre este tema tão politicamente incorreto que estou escrevendo, pois cruzar esta fronteira pode ser comparado a tocar em algo sagrado e intocável. Por isso, renegar este dogma social e acadêmico é considerado pelo senso comum como uma blasfêmia, prática vivida apenas por heréticos, vagabundos, desqualificados ou pelos que não tiveram um papai para pagar uma escola de qualidade, dando melhor acesso a seus herdeiros. Assim, muitos agarram-se em seus diplomas como beatos agarram-se num terço, como crentes carregam a sua Bíblia debaixo do braço, como os muçulmanos todos os dias ajoelham-se com o rosto no chão e fazem suas orações e como os ateus gravam vídeos na internet para pregar suas doutrinas e crenças religiosas, porém sem a existência de um deus.

Mas o que não se pode mais ignorar é o grande e mais frequente fato de que os jovens mais bem sucedidos e milionários nas últimas décadas, falo de milionários e não sobre os que conseguiram simplesmente um bom emprego, têm sido jovens que abandonaram as faculdades por acharem chatas, teóricas demais, caras e com uma mentalidade ordinariamente medíocre que predomina entre muitos estudantes que só pensam em festinhas, baladas e aventuras sexuais durante a sua explosão de hormônios, na maioria das vezes regadas a muita bebida e em alguns casos com o abuso no uso de maconha, cocaína, sintéticas e afins… Esses milionários, ao invés de seguirem o fluxo, andaram na contra-mão, navegaram contra a correnteza e desbravaram, sem garantias, territórios inexplorados e temidos pelas grades massas.

Na lista dos heréticos, vagabundos e desqualificados que não seguiram o fluxo estão: Bill Gates, Steve Jobs, Michael Dell, Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, cofundador do Facebook, Sean Parker, fundador do Facebook e Napster, e Matt Mullenweg, criador do WordPress, Larry Ellison, fundador da Oracle, o bilionário russo Roman Abramovich, proprietário do clube de futebol inglês Chelsea, Paul Allen, cofundador da Microsoft, o espanhol Amancio Ortega, fundador da ZARA, dentre muitos bilionários que sequer conhecemos os seus nomes ou suas empresas. Aqui no Brasil não é diferente, como no caso de Sílvio Santos, Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, Eike Batista, Alair Martins, fundador do Grupo Martins o maior atacadista da América Latina, Hans Stern, fundador da H Stern, dentre muitos outros.

Já falei aqui no GV algumas vezes que eu também abandonei a faculdade de TI e desde os meus 19 anos iniciei uma trajetória na área comercial que culminaria na fundação de minha primeira empresa 4 anos mais tarde, quando já tinha 23 anos de idade juntamente como a Luciana que nesta época tinha 20 anos, com quem já estava casado há 3 anos. Esta empresa que fundamos se tornou um dos maiores grupos educacionais brasileiros da atualidade, questionando os modelos com datas de validade já há muito vencidas, oferecidos por escolas de inglês tradicionais quase que centenárias, o que acabou revolucionando esses formatos que antes apenas ofereciam cursos de idiomas com mais de 7 anos de duração, aprisionando adultos que precisavam de inglês com urgência por razões profissionais em suas salas de aula. Mais do que perder de dinheiro, isso significava uma enorme perda de tempo e um prejuízo impagável. Atualmente, quando vejo todas as escolas de idiomas seguindo esta tendência apresentada por nós na década de 90, fico muito feliz.

Hoje, oficialmente estou tirando os meus filhos de 12 e 10 anos de idade de uma escola formal, como a maioria de nós conhece. Por isso, fui presenteado nas últimas semanas ouvindo que eu era louco por fazer isso. Que elogio gostoso ser chamado de louco. Significa que não estou seguindo a boiada. Com esta atitude, sinto-me mais coerente com o que tenho pregado, sinto-me dando a eles uma referência que não segue padrões e nem modelos comprovadamente arcaicos e questionáveis, num mundo da internet e onde escolas e consultórios psiquiátricos introduzem milhares de crianças ao vício da RITALINA, um remédio de tarja preta para fazer com que as crianças fiquem quietinhas, por estarem algemadas por dentro. Tudo isso para que parem de incomodar os professores e pais que não sabem mais o que fazer para reter a atenção dessas crianças que hoje são hiperestimuladas por video games incríveis, internet e canais com desenhos 24 horas por dia. Solução: Ao invés de atenção e paciência, tratando como indivíduos únicos e não padronizáveis, DROGA NELES. A indústria farmacêutica agradece, pois o Brasil já é o segundo lugar mundial no consumo dessa droga muito criticada por cientistas e pedagogos que não acreditam em tudo que vendem por aí e não se incomodam em ter mais trabalho com as crianças, ao contrário, desempenham o seu trabalho com amor.

Além disso, a questão ideológica é o que mais pesou para mim em minha decisão. Quero poder ensiná-los a pensar, criar, criticar, inventar, ousar, perseverar, terem prazer no que fazem ou estudam, entenderem que trabalho não é castigo, além de viverem sem a interfência dos modismos, dos tênis de marca, das mochilas da moda, das influência de profissionais muitas vezes frustrados, desgostosos com a falta de recursos a sala de aula e em sua maioria mal remunerados. Além de se livrarem daquela história de decorar a matéria pra tirar nota na prova, do ENEM e outros processos que inserem as criancas e adolescentes numa ficção acadêmica onde na verdade os aprisionam dentro de uma caixinha que os levará ao lugar comum. Todo este contexto representará um enorme desafio quando este jovem que acreditou neste sistema for vomitado pela Universidade no mundo real, fora dos domínios dos padrões utópicos e ultrapassados do sistema educacional vigente: O MERCADO.

O mercado segue outros pradrões e procedimentos nada protecionistas. Ou seja, então para que essas crianças foram confinadas dentro de padrões diferentes dos que vão encontrar no futuro? Por que foram colocadas nessa linha de montagem, ensinadas a pensarem dentro de uma caixinha? Muitos podem dizer, mas a responsabilidade não é só da escola. A família é quem tem esta responsabilidade. 100% verdade, mas e quando a sociedade em geral ainda acredita neste modelo falido por ser mais cômodo simplesmente não questionar? O resultado é a criação de uma boiada que passará, por exemplo, mais de uma década estudando inglês no ensino fundamental e médio sem nunca sair do verbo TO BE (por isso existem os cursos de inglês), o que resulta, segundo pesquisas, em não mais do que 3% da população que domina o idioma no país. Serão estudantes que lembram não mais do que 10% do que foi lhes “ensinado” como atestamos nos exames periódicos, o que cria a necessidade dos chamados cursos preparatórios que atestam a ineficiência deste sistema, além de, em grande escola, a geração de universitários incapazes de sequer escreverem um texto de forma decente e de profissionais despreparados cheios de diplomas debaixo do braço e pouca história pra contar. Um problema nacional de mão de obra, muito bem retratado por jovens cheios de potencial e sem referência que acabam trocarando os seus sonhos por um desejo de ter um emprego público porque este lhe oferece uma estabilidade (como eu detesto esta palavra). O pior é que todo mundo convive com isso como se fosse normal. NÃO É NORMAL. É comum, mas não é normal… Não quero isso para os meus filhos.

Ainda me lembro que quando me casei com 20 anos de idade, a minha mudança coube numa KOMBI, que eu não tinha geladeira e a minha vó me levava gelo todos os dias para nós, que eu morava na boca da favela Cavalo de Aço na perferia do bairro Jabour que é periferia da Zona Oeste do RJ, que é a periferia da cidade maravilhosa que, para mim, era regada a tiroteios todos os dias pela disputa pelo tráfico de drogas local. Ainda me lembro que eu saia de casa `as 5:50 da manhã para conseguir chegar `as 8:00h no Centro do RJ, amassado de um ônibus cheio e lá, encontrava os meus outros profissionais com quem concorria, chegando cheirosinho de carro, vindos da Zona Sul, de onde sairam não mais do que 7:40h para chegarem junto comigo no escritório. Ou seja, não venci esta enorme barreira social, que vc também pode vencer, por acaso. Assim como não é uma casualidade todo conteúdo que procuro transmitir aqui todos os dias, pois não o retirei de livros ou de aulas teóricas. Foram mais de 20 anos de resultados para conquistá-los e hoje poder lhe transmitir aqui no GV. Isso eu encaro como uma missão deliciosa de transmitir uma visão diferente da comum apresentada na sociedade, afirmando em alto e bom som: TODOS PODEM VENCER, mas basta reconstruir a sua mentalidade, repensar os seus hábitos, limpar os entulhos presentes no terreno de suas emoções e construir um prédio lindo em seu futuro. Parece poético, mas é um processo duro que depende de uma decisão e uma grande vontade para perseverar e seguir a referência de pessoas que trilharam este caminho, deixando de lado o fluxo comum que apenas gera resultados comuns. Inspire-se com essas referências!

Já que eu conquistei a condição para isso, eu quero algo mais para meus filhos e é o que eu farei. No próximo ano, ainda mantendo um grande crescimento de minha empresa no Brasil e viajando todos os meses para lá, como disse no último post, vou morar na Europa (lembrando que estou me mudando hoje dos EUA). Vamos morar em Barcelona, Paris, Genebra, Londres e Roma neste período. Nesses países, meus dois filhos mais velhos (tenho 3 no total) vão, além de estudarem o conteúdo regular de uma escola americana e pra isso, contratamos 2 professores americanos sem vícios e com formação em pedagogia e relações internacionais que nos acompanharão em toda viagem, também vão estudar história, sociologia e economia de cada País que vamos morar. Além de português e inglês fluentes, bem como espanhol já em processo de aprendizagem, terminaremos o ano toda família falando francês. Do lado do esporte, o investimento também será grande. O mais velho joga futebol há mais de 6 anos, sendo 3 anos no Florida Rush. Ele já tem tido uma carga de treinos de aproximadamente 12 horas por semana na categoria SUB13. Na Europa ele terá a oportunidade de jogar nas academias que dão acesso`as cartegorias de base do Barcelona, Chelsea, PSG e Roma. O outro de 10 anos joga tênis e pratica wakeboard. Suas atividades esportivas serão conduzidas normalmente em cada País por onde passarmos.

Hoje, inico uma nova fase, mas tudo isso começou há 20 anos com já descrevi acima no texto. Não foi da noite par ao dia. Neste aspecto, tenho a certeza de que muitos que me lêem neste momento também estejam cada um em sua fase e são perfeitamente capazes de chegarem muito mais longe do que cheguei e ainda vou chegar. Por isso, quero enconrajá-lo a acreditarem que vcs também são capazes. Não sou melhor do que ninguém…

Quando compartilho a minha vida particular, correndo todos os riscos de ser mal interpretado (não estou nem um pouco preocupado com isso), é porque acredito que isso pode representar um incentivo para você, para acreditar em seus projetos para poder proporcionar o melhor para sua família. Sim é possível! Não, não é fácil. Sim, muitos conquistam esses resultados todos os dias. Não, não será fácil ter o apoio dos que estão encaixotados no sistema. Sim, eles vão lhe dar tapinhas nas costas depois que vc conseguir. Não, nunca desista!

Estaremos juntos por aqui nesta jornada, quando certamente receberei muitos inputs durante a viagem e vou captar novos aprendizados e transmitir uma mensagem diária, lembrando que vc é capaz de conquistar todos os seus sonhos.

Eu levo o GV muito a sério. Muito mesmo!
Sei que dentre vocês, muitos grandes empreendedores serão despertados. E quando vc chegar lá, nunca se esqueça de fazer o mesmo pelos jovens que estarão em busca de seu espaço no futuro.

Estou embarcando agora 🙂

fonte: canal gv em facebook.com/canageracaodevalor
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