A coisa mais sexy do mundo é ser generoso.

Você está aqui para fazer com que coisas boas também aconteçam com as outras pessoas.

Eu tenho uma amiga que acaba de blindar o seu carro. Ela blindou o bicho para se proteger dos “manos” e se sentir segura em todos os semáforos da cidade de São Paulo. Não deu muito certo. Na primeira semana de barro blindado, um moleque armado até os dentes surgiu do nada na esquina da Avenida Brasil e começou a gritar e bater no seu vidro para que ela abrisse o carro. No primeiro momento ela ficou “quase” tranquila. Com o carro blindado, ela sabia que o moleque não poderia fazer muito.

Mas eis então que o moleque aponta a arma para o rosto do motorista do carro ao lado e começa a gritar dizendo que vai matar o cara se ela não abrir a porta. Assustada com a ameaça, e com medo de viver o resto da vida com a morte de uma pessoa lhe assombrando, ela abre a porta do carro e sai.

O moleque entra no carro blindado da minha amiga e se arranca cantando pneu.

Eu sei que é difícil para a turma da classe média e alta brasileira entender o que eu vou falar agora, mas todo mundo precisa entender uma coisa: não é possível ser bem sucedido em um país onde a maioria não é.

Cedo ou tarde a água vai bater no umbigo.

Para quê ter três SUVs importadas???

Um carro importado já está de bom tamanho. Por que você precisa de três???

Poxa, vende um dos carros e entra de sócio investidor na barraca de cachorro quente do filho da sua empregada!

Por que ter três apartamentos???

Poxa, transforma um deles em uma escola!

Por que ter duas lanchas???

Poxa, transforma uma delas em uma escola de mergulho, contrata a moçada, apoie a economia local.

Esse ano você vai faturar um décimo quarto ou décimo quinto salário?

O seu bônus de final de ano vai ser animal porque o banco em que você trabalha lucrou como nunca??

Poxa, transforme 30% do seu bônus em um fundo de investimentos para incentivo a startups, empregos, empresas, doação de livros, aulas, planos de acesso a internet para pessoas carentes, dê oportunidades para quem não tem. Seja um farol de entusiasmo, energia positiva, ideais e esperança.

Você provavelmente já se ligou que eu estou organizando o EPICENTRO. O EPICENTRO é um evento sobre “pessoas que colocam a mão na massa para criar um mundo melhor”. O EPICENTRO vai acontecer na base das doações. Nos últimos sessenta dias eu mendiguei doações com todos os meus amigos ricos e pobres. Mais de 270 pessoas ajudaram. Os mais ricos doaram quase nada, aqueles que tem pouco doaram muito.

Ninguém fica pobre porque doou recursos para os outros. Ninguém. Pelo contrário. All You Need Is Love. REALMENTE! All You Need Is Love!

Tá deprê? Arruma alguém que está precisando de um abraço. Tá em um dia ruim? Ajuda alguém que está passando por um dia péssimo.

Faça da GENEROSIDADE parte da sua estratégia de crescimento.

E pare de dizer que o problema da segurança será resolvido pela polícia, ou o problema da educação será resolvido pelo ministro, ou o problema de falta de emprego será resolvido pela dilma. Não vai! Quem tem que resolver todos esses problemas somos nós.

Não dá para ser bem sucedido em um país onde a maioria não é.

Na minha adolescência eu fui um roqueiro fervoroso. Daqueles que todos os dias se vestiam de preto com camisetas do Iron Maiden, pulseiras com espinhos, calças rasgadas, jaqueta de couro com patches do Metallica, AC/DC, Motorhead e Ramones costurados a mão por toda a roupa. Eu tinha cabelos compridos ensebados até o meia das costas, coturno do exército e tudo que você pode imaginar.

Para encontrar a minha tribo, duas ou três vezes por semana eu dava uma passadinha pela Galeria do Rock na Avenida São João. A Galeria do Rock era o Facebook dos anos oitenta. Era por lá que eu conhecia as novas bandas, as novas músicas, encontrava a moçada do rock, e conhecia pessoas que pensavam como eu.

Mas a Galeria do Rock nos anos 80 não era tão rock assim. Você tinha a Woodstock, a Baratos Afins, e uma ou outra loja. O resto, era tudo meio abandonado e meio caindo aos pedaços.

Resultado, o local era palco de brigas homéricas entre roqueiros e punks, punks e playboyzinhos, playboyzinhos e skatistas, skatistas e roqueiros, roqueiros e mauricinhos que se perdiam no centro da cidade fazendo trabalho para a escola. As tribos se encontravam por lá, e por lá arrumavam todo tipo de desculpas para brigar. “Você tem cabelo comprido!”, apanhava de quem tinha cabelo curto; “Você está de camisa verde!”, apanhava de quem se vestia de preto; “Você está coçando o nariz!”, apanhava de alguém que coçava a bunda para viver, e por ai vai.

Eu então cresci, cortei os cabelos, comprei uma camiseta branca, um terno preto, três gravatas azuis, casei e mudei.

Essa semana, depois de vinte anos, eu voltei a Galeria do Rock.

O prédio da Galeria continua firme, forte e lindão. Construido em 1963, época em que tudo era feito para durar – e não como hoje onde as construtoras fazem prédios bons o suficiente para maximizar os lucros -, a Galeria do Rock localizada de frente para o Largo Paissandu está bombando!

Hoje a Galeria do Rock é um verdadeiro pólo cultural da cidade de São Paulo. São 450 estabelecimentos comerciais segmentados por diversos estilos vendendo produtos e serviços. Profundamente respeitada pelos jovens e por fiéis frequentadores de várias gerações, a Galeria tem como base a disseminação de três conceitos: Arte, Música e Atitude. Do heavy ao pop, do brega ao trendy, o que se encontra em seus corredores é uma atmosfera onde se respira vanguarda.

São vendidos CDs, discos, vídeos, camisetas, acessórios, bandeiras, pôsteres e itens de decoração. Há também estúdios de piercing e tatuagem e sedes de fã-clubes, como o Magical Mystery Tour (Beatles), Sepultura, e Raul Seixas. Nos últimos anos, o Hip Hop também conquistou seu espaço e diversas lojas no térreo e no subsolo são dedicadas à cultura de rua. Os outros são lojas de roupas, estabelecimentos de serigrafia, salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates, etc.

Acima de tudo, na Galeria do Rock do Século 21 todas as tribos convivem em harmonia.

Loja de bonés é o que não falta na galeria. Foi uma dessas lojas que me chamou a atenção.

Eu entrei então em uma loja de 10 m2 para perguntar o preço de um boné dos Yankees de Nova Iorque que eu vi na vitrine.

“Quanto custa aquele boné dos Yankees?”, perguntei, “R$ 280,00 reais”, respondeu o vendedor com uma argola larga o suficiente na orelha para um pincel atômico atravessar; “E já está acabando! Esse boné tem uma edição limitada. É assinado pelo Spike Lee.” foi logo avisando o vendedor.

O bicho do saudosismo então me picou.

“Cara”, disse eu, “Na minha época, nos anos 80, bem ali no corredor, onde está parado aquele vendedor hip hop naquela loja, eu vi uma briga envolvendo mais de 40 pessoas entre roqueiros, metaleiros e punks, um puta quebra quebra sem fim. Todas as semanas tinha alguma confusão na Galeria. Todo mundo queria saber de brigar.”

“E agora, eu vejo todas as tribos trabalhando lado a lado. Cada uma na sua. Lojas incríveis, produtos diferentes, atitude, show de bola”.

Os três funcionários da loja então como se tivessem ensaiado a resposta, responderam quase que ao mesmo tempo: “Brigar para quê? Eu quero saber de ganhar dinheiro. Eu quero trabalhar para ganhar dinheiro. Eu não quero brigar com ninguém. O Brasil precisa de trabalho. Vamos trabalhar. Eu quero ganhar dinheiro para melhorar a minha vida. Brigar para quê?”.

Legal, né?

O “milagre” da Galeria do Rock aconteceu porque um cara puxou o problema para si e resolveu. Na década de 90, um maluco conhecido por “Toninho da Galeria”, revitalizou o espaço apesar da total falta de todo tipo de recurso. Chamado de “Santo milagreiro” pela imprensa e pelos lojistas, Toninho, fotógrafo, jornalista e sociólogo, trabalhou com obstinação para remodelar e emprestar ao lugar o prestígio de que hoje desfruta. Hoje, o panorama da Galeria do Rock é diferente: valorizada pela maravilhosa arquitetura original, 20 mil pessoas por dia circulam entre corredores limpos e com segurança.

Todos os dias milhões de pessoas acordam com a esperança de participar de um projeto que possa mudar suas vidas para melhor. POR FAVOR faça parte de algo concreto que vai deixar um mundo melhor para as próximas gerações.

Não desperdice a sua vida blindando o seu espaço, se fechando no micro-círculo das suas amizades. Você está aqui para fazer com que coisas boas também aconteçam com as outras pessoas.

fonte: http://www.bizrevolution.com.br

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