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O Fim do Estado

Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.
Reforma da Previdência, reforma trabalhista, teto de gastos, privatizações, redução do funcionalismo público. Por que os liberais parecem querer sempre retirar?

Com a quantidade de reformas na agenda, e a proximidade das próximas eleições, o assunto de planejamento central nunca foi tão propício, e hoje vou falar exatamente sobre alguns desses pontos, e a relação umbilical que eles têm com a Renda Fixa.

Em outras palavras, o nível de juros que teremos nos próximos anos estará diretamente ligado à forma que decidirmos organizar a nossa economia.
Me inspirei em uma entrevista do economista Eduardo Giannetti da Fonseca ao programa “Roda Viva” para encadear historicamente a relação da organização econômica e política.

A Constituição de 1988, elaborada logo após o fim do regime militar, é chamada de “Constituição Cidadã”, por ter incluído uma série de direitos para a classe trabalhadora, como redução da jornada de trabalho, abono de férias, 13º salário para aposentados, seguro-desemprego, licença-maternidade, licença-paternidade, direito a greve, liberdade sindical, entre outros.

As mudanças certamente foram positivas do ponto de vista do trabalhador e do aposentado, que ganharam mais benefícios. Mas analisando de forma madura, todo benefício tem um custo, e vou falar mais sobre isso adiante.
Além de direitos dos trabalhadores, foram criados também monopólios do governo sobre alguns setores da economia (mineração, telecomunicação, petróleo, entre outros). Além disso, foram criados 12 direitos sociais, incluindo transporte, lazer, previdência social, assistência ao desamparado, entre outros. O governo passou a ser responsável por transferir renda.

O resultado disso foi a criação de um governo federal paternalista, provedor, garantidor de benefícios e promotor da economia.
Como adiantado nos parágrafos acima, tudo isso foi ótimo, do ponto de vista do trabalhador e do cidadão. Mas certamente teve um alto custo também, e para os mesmos beneficiados. Com uma mão se deu; com a outra, tirou-se.
Em 1988, o governo arrecadava 24 por cento do PIB e devolvia, na forma de investimentos, 3 por cento.

Hoje, o governo, além de arrecadar 35 por cento do PIB, gasta 10 por cento a mais do que entesoura. O que é exatamente a mesma coisa que dizer que a carga tributária aumentou em 11 por cento do PIB, ou em 45 por cento do que era.
Aí você deve pensar: mas isso é positivo, afinal ele arrecada mais por um lado, mas provê transporte, educação, saúde, lazer, do outro!
Só que não! SQN. Não preciso nem comentar sobre isso, preciso? “Metade da população não tem nem saneamento básico”, afirma o professor Giannetti.
Então, você deve pensar: “Deve ter ido para investimentos”.

Também não. O percentual do PIB que o governo investe hoje é, em média, 2,5 por cento do PIB, e portanto mais baixo que os 3 por cento de 1988.
Com os gastos muito acima da arrecadação, cresce a dívida, e com ela crescem os juros pagos nessa dívida.

Hoje, a conta dos juros “come” cerca de 8 por cento do PIB.
Já a Previdência come 12 por cento, e a cada ano cresce mais. Apesar de termos ainda uma população jovem (apenas 14 por cento de idosos), gastamos com previdência a mesma coisa que o Japão, que é um país que possui 26 por cento de idosos. Além disso, nossa população está envelhecendo rapidamente.
Dos 3,1 por cento de deficit da Previdência, segundo um estudo da FGV, apenas 1 por cento corresponde ao INSS (que beneficia 28,3 milhões de aposentados). Os 2,1 por cento restantes correspondem a servidores públicos da União, Estados e municípios (que representam apenas 4,2 milhões de aposentados, e recebem cerca de 4 vezes mais de aposentadoria).

Por outro lado, enquanto as despesas do RPPS (dos servidores públicos) diminuem ao longo do tempo, as do RGPS (trabalhadores CLT) só aumentam. Ou seja, é preciso reformar os dois regimes mesmo.
Juntos, Previdência e juros, correspondem a 20 por cento dos 45 por cento que o governo gasta. Mas onde estão os outros 25 por cento?
Gastos de custeio da máquina pública, aumento da folha, obras superfaturadas, corrupção?

O governo é extremamente ineficiente em gerir recursos, e o custo dessa ineficiência recai diretamente sobre o nosso bolso. Quando não é custeado por aumento de impostos (que foi o que aconteceu de 1988 para cá), é custeado por aumento da dívida (que é o que aconteceu durante o governo Dilma, e segue acontecendo).

O aumento de impostos reduz nossa renda disponível e isso nós sentimos na pele. O aumento da dívida tem efeitos indiretos: depreciação do câmbio, aumento dos juros, redução do crescimento, desemprego.
Os juros altos beneficiam os rentistas, que possuem alto patrimônio, e recebem juros. Mas prejudica os mais pobres, que pagam juros de empréstimos para consumo, automóvel e casa própria, entre outros.
Os juros altos aumentam a desigualdade social. Os altos gastos, que aumentam a dívida, aumentam a desigualdade.

O pensamento liberal defende o Estado mínimo, porque reconhece o óbvio: o Estado não consegue gerir recursos de forma eficiente. Cada 1 real na mão do Estado é gasto de forma menos produtiva do que o mesmo 1 real na mão do trabalhador.
Embora haja níveis do pensamento liberal, desde aquele que defende Estado mínimo, até aquele que defende que o Estado deve prover apenas para os mais necessitados, a mentalidade liberal é totalmente a favor do combate à desigualdade.

Por exemplo, o Estado não precisa proteger os funcionários públicos através de benefícios, uma vez que eles já possuem salários e estabilidade no emprego. Não estou dizendo que protegê-los é ruim. É excelente e merecido pelos serviços que prestam a todos. Mas como mostrei aqui, não é necessário! E custa um absurdo para os cofres públicos, inviabilizando que 2,1 por cento do PIB seja investido em educação para população carente, escolas, segurança, saúde, infraestrutura, saneamento básico.
Governar é priorizar. Se temos aposentadoria 4 vezes maior para funcionário público, não temos saúde e educação para os mais carentes.

A mesma coisa vale para o professor, que anda exigindo regras diferenciadas. O professor é extremamente importante e é o maior diferencial na vida acadêmica de um aluno. Mas o professor não é o lado fraco da corda. Beneficiar o professor é deixar de beneficiar o mais carente. É não ter dinheiro para o saneamento básico de metade da população.
Nem preciso mencionar os benefícios aos políticos e ao Poder Judiciário. Não são benefícios, são privilégios.
Benefícios são bons, mas são custosos. Uma economia madura deve sempre ponderar se esse custo despejado na sociedade é extremamente necessário. Grupos organizados conseguem defender benefícios (ou privilégios) com unhas e dentes. Mas quem defende os mais pobres?
Quem defende a metade da população fora da CLT? Existe sindicato de trabalhador informal? Se existisse, certamente defenderia a flexibilização das relações de trabalho.

Cada vez que você, professor, funcionário público, político ou militar, defende um benefício, está automaticamente onerando ainda mais a sociedade, e fazendo com que a sua conta seja dividida entre todos nós. É justo? Você se beneficia e a população paga?

Alguns pleitos serão justos! A população não pode virar as costas para um militar que dá a sua vida para defender a sociedade. Mas seu filho precisa de pensão vitalícia? Nada me convence de que um professor precise se aposentar mais cedo que eu para que o ensino público seja de qualidade. Da mesma forma, não entra na minha cabeça por que trabalhadores rurais podem se aposentar mais cedo, enquanto trabalhadores da construção civil não podem. O esforço não é o mesmo?
Na dúvida, acredito que o benefício não deve ser dado. Apenas quando os mais necessitados estiverem amparados, poderemos aumentar a lista de benefícios.
Se realmente nos limitássemos apenas aos mais necessitados (como os 50 por cento que não conseguem entrar no mercado formal, como os mais pobres que não tem saúde, educação e transporte), teríamos um gasto mais baixo, um investimento maior, menor juros e, principalmente, menor desigualdade.

As reformas atacam exatamente esses pontos. E certamente existem outros em que erram — e por isso precisam ser alterados. Mas, no geral, flexibilizar as relações de trabalho e reformar os gastos da Previdência é imprescindível para a redução do tamanho do Estado e para a inclusão dos mais pobres na economia.
Por isso que toda vez que é sugerida uma política liberal, o mercado melhora. Por isso que toda vez que é defendida uma redução de benefício, o mercado melhora.

Por isso que a nossa taxa de juros está tão ligada às reformas. Por isso que os juros caíram significativamente depois da aprovação da PEC do Teto.
Defender aumento de gastos quando não se tem mais dinheiro é exatamente igual a defender aumento de juros e aumento da desigualdade.

Marilia Fontes, carta recebida por email.

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Você não sabe, mas seu dia já tem 32 horas

Sim. Mais precisamente, 31 horas e 28 minutos, segundo uma pesquisa recente que mostra que, através do uso cada vez maior de tecnologia e de novos comportamentos, viramos multitarefas com mais horas de atividades por dia que de vida.

A origem dessa descoberta é Michael Wolf, ex-membro do comitê executivo do Yahoo, que publicou no final de 2015 esse trabalho fascinante sobre o futuro da tecnologia.Segundo ele, o americano médio já passa mais tempo com mídias e tecnologia do que dormindo ou trabalhando. Ele chega a 11 horas e 32 minutos por dia – e isso continuará crescendo.

O brasileiro não deixa nada a desejar: são 10h34 por dia contra 8h44 no Reino Unido, 5h25 na China e 4h40 no Japão. Somos sociais, somos tecnológicos, somos mídia, somos multitarefas. E os comportamentos e modelos mudaram profundamente nesses últimos anos.

As plataformas sociais passam por mutações profundas. As mensagens instantâneas crescem em alta velocidade e já desafiam as plataformas sociais clássicas, não personais. O Snapchat virou, em dois anos, a terceira maior plataforma social do mundo: começou com um uso erótico nichado e hoje rivaliza com o Facebook em número de views de vídeos, com um quinto de usuários.

O jeito de assistir TV também. Surgiu o binge watching, a visão consecutiva de vários episódios de um seriado, que impacta totalmente a nossa relação com o conteúdo e os meios. Você viciado em House of Cards, Mad Men, Game of Thrones, Breaking Bad, etc., sabe muito bem do que eu estou falando.

O jeito de ouvir também. O áudio vai explodir porque, na essência, ele permite o multi-tasking. Basta lembrar que há muito tempo você já dirige ouvindo rádio. Você também pode ouvir rádio, música, podcasts enquanto está praticando esportes, trabalhando, se divertindo, caminhando, fazendo tarefas da casa, etc. E o YouTube é mais usado como streaming de música do que para assistir vídeos (incluindo os vídeos musicais).

As fontes migram para o conteúdo gerado por usuários. Mais faturamento no YouTube está sendo produzido por vídeos de usuários independentes do que por vídeos oficiais de selos de música ou grandes produtoras. A originalidade e a exclusividade dos conteúdos viraram chave. SoundCloud e YouTube têm hoje mais de 100 milhões de músicas off labelenquanto o teto da Apple Music é de 30 milhões. Haja long tail.

O gaming virou um nicho de 1,8 bilhão de pessoas no mundo. Em 2014, havia 1,8 bilhão de gamers no mundo vs. 2,9 bilhões de usuários de internet. Vocês já ouviram falar de e-sports? São competições de games de esporte multijogadores, a caminho de  virar em 2018 uma franquia de 1,2 bilhão de dólares – enquanto a NBA é uma franquia de 5 bilhões construída ao longo dos últimos 70 anos.

Os modelos diferem totalmente para atividades similares. Por exemplo, para faturamentos parecidos, na casa de 1 bilhão de dólares, a Pandora fatura 80% da sua receita com propaganda e o Spotify 80% com assinaturas.

O consumo continua concentrado, apesar da multiplicação de conteúdos e plataformas. Dos 27 aplicativos usados por mês, cinco representam 80% do tempo do usuário. Dos 96 websites visitados por mês, cinco representam 45%. E, dos 194 canais de TV disponíveis, 100% do tempo de TV é usado assistindo a 18 canais.

E, apesar de tudo isso, a TV continua ainda muito sólida na maior parte dos grandes países do mundo. Nos Estados Unidos, a TV tradicional – broadcast, cabo e pay TV – continua representando 72% da audiência. OsMillenials continuam assistindo a 20 horas de TV por semana. Os Gen X, 30 horas. A qualidade da tela grande continua atraindo, apesar da explosão e fragmentação da oferta.

E grandes questões ainda estão para serem resolvidas, como curadoria humana ou algorítmica dos conteúdos. Nesse texto de poucas frases, pouca prosa, bastantes números e fatos.

Fatos que martelam a minha cabeça desde que os li e que me fazem pensar até que ponto nós, profissionais de marketing e entendidos sobre consumidores, temos desafios tão complexos quanto apaixonantes. Fatos que eu gostaria de martelar na cabeça de vocês para não ficar sozinho com esse barulho.

Vivemos 32 horas por dia e em movimento constante. Os conteúdos, as plataformas e, por consequência, os comportamentos estão em plena transformação acelerada, sem ao mesmo tempo abrir mão de muitas coisas já existentes. Problems are a playground.

Temos um playground maravilhoso para os próximos anos. Vamos nos divertir!

fonte: https://www.linkedin.com/pulse/você-não-sabe-mas-seu-dia-já-tem-32-horas-david-laloum

NÃO PERCA TEMPO COM ESQUERDA VERSUS DIREITA – APENAS DEFENDA A LIBERDADE

Não perca seu tempo classificando as pessoas, os partidos e as bandeiras entre esquerda e direita. A classificação existe apenas no discurso, não na realidade, e é uma ferramenta retórica para criar conflitos, marcar posições e demonizar adversários.
Mais do que isso, falar em esquerda e direita é participar de um jogo. Um jogo retórico que serve aos interesses de apenas um dos jogadores. Quase sempre, quem dá as cartas é…

leia mais em http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/politica-e-economia/nao-perca-tempo-com-esquerda-versus-direita-apenas-defenda-a-liberdade/

O que não fazer em 2016 para ter um bom ano novo

Roteirista de séries como Os Normais, Fernanda Young preparou uma lista de coisas que você precisa deixar para trás em 2015.

  • Não repetir os mesmos erros. Ano novo, erros novos. Burrices, todo mundo faz, mas pouca gente sabe aprender com elas. Figurinhas e burrices: troque as repetidas.
  • Não tirar selfie fazendo bocas que você não faz quando não faz selfie.
  • Não trollar os posts dos outros, aproveitando o anonimato da internet. É feio. Mais feio que qualquer foto feia. Lembre-se da lei do karma: tudo que você faz volta para você, algum dia.
  • Não comprar uma coisa só porque é tendência. Tendências tendem a desaparecer rapidamente e as pessoas tendem a ficar ridículas usando tendências.
  • Não mandar nude a troco de nada. O ideal seria não mandar nudes antes da pessoa ter visto você “nude” pessoalmente. E lembre-se que a internet é que nem tatuagem: depois que botou não tem como tirar.
  • Não colocar a culpa de tudo nos outros. Mesmo sabendo, como nós sabemos, que a culpa de tudo é dos outros mesmo.
  • Não empurrar as coisas com a barriga. Aliás, não ter barriga para empurrar as coisas seria um conselho melhor ainda, mas está provado que as barrigas vieram para ficar e barriga negativa é pura ilusão de ótica. Barrigas são positivas — apenas cuidado para não exagerar na positividade.
  • Não exigir demais de você. Mas também não exigir de menos.
  • Não deixar que a preguiça atrapalhe seus planos. Ela vai vir, e vai tentar de tudo para te convencer, mas você tem que ser forte. Desistir é sempre mais fácil, mas a facilidade é a morte da paixão.
  • Não fazer barulhos que atrapalhem a vida dos outros. Nosso mundo anda muito barulhento, cultive um pouco de silêncio. Cuidado, especialmente, com a tentação de fazer obras desnecessárias em seu apartamento. Perturbar o vizinho é sabotar a própria paz.
  • Não fazer cobranças (a menos que você trabalhe no departamento de cobranças de uma empresa). Todos reagimos de maneiras diferentes às coisas, aí que está a graça da coisa. Se você espera que as pessoas reajam como você reagiria, pode se preparar para se decepcionar diariamente. Quando você cobra uma atitude de alguém, você perde a razão e uma boa oportunidade para ficar calado. Cada um tem seu jeito, e seu tempo.
  • Não se levar muito a sério. Saiba encontrar a graça até na própria desgraça, ela está lá em algum lugar. Você vai ter dias bons e dias ruins, como em qualquer outro ano, então não estresse mais do que o necessário para o choppinho. Toda tragédia, depois de um tempo, vira comédia.
  • Não ficar checando o celular, quando estiver com alguém. Se a pessoa com quem você está não é interessante, não esteja com essa pessoa. Aliás, qualquer pessoa ao vivo, na sua frente, é mais interessante que qualquer post interessante — basta olhar direito.
  • Não ter medo de experimentar coisas novas. Por mais que você conheça, você não conhece quase nada. O mundo é absurdamente imenso, as possibilidades são infinitas. Ficar preso ao que você já conhece é se fechar para a maravilhosa imprevisibilidade da vida.
  • Não se auto-sabotar. Você é o pior inimigo que você pode ter. E nosso pequeno sabotador interno se aproveita de momentos de crise para detonar nosso amor-próprio. Saiba diferenciar auto-crítica de auto-trollação.
  • Não defenda ideias em que você não acredita. Seguir a opinião dos outros é a maneira mais rápida de não fazer diferença. Faça diferença, é para isso que você está aqui. Tenha a sua própria opinião, é saudável e grátis.
  • Não guarde rancor. Se tiver algum guardado, recicle. Rancor reciclado se transforma em energia.
  • Não vacile com os outros. As pessoas contam com você e vacilar com elas seria péssimo. Dê o melhor de você em tudo, é a melhor receita para não ter insônia de noite.
  • Não engula sapos. Sapos tem glúten, mesmo os orgânicos, com sotaque de Minas. Sabe aquela gosma em volta dos sapos? É gordura-trans. Sapos engolidos triplicam o colasterol. Enfim, invente qualquer besteira como essas, mas não engulam sapos. Não mais. Resumindo, a principal coisa para não fazer em 2016 é 2015.

fonte: https://medium.com/itau/o-que-n%C3%A3o-fazer-em-2016-para-ter-um-bom-ano-novo-93d8b070b695#.3tzmu7ssv

Social pessoal vs Social corporativista

Então chegamos ao fim do ano de 2015.

Como foi o ano de vocês? O meu foi bem bacana.

Hoje eu quero falar com vocês mais um pouquinho sobre redes sociais, vamos lá?

Eu estou correndo um risco de datar esse post de forma a não aproveitá-lo por mais um ano, mas não importa, o que vale é passar a ideia.

Nesse período do ano, meio de dezembro pra lá, se voltarmos no tempo uns 7 anos, podemos nos lembrar que nos dias 24, 25, 31 de dezembro e 1º de janeiro, as linhas telefônicas eram congestionadíssimas, telefonar para parentes pra desejar um feliz ano novo durante a virada de ano era uma tarefa hercúlea, muitas vezes as ligações nem completavam, as vezes caíamos na famigerada linha cruzada trocas de SMS custavam o peso do celular em ouro, e nesses dias a entrega das mensagens demorava se não horas, mais de dia Tempos antigos esses, não é mesmo? Hoje em dia é só abrir o zap e mandar uma mensagem de voz que, se a pessoa não estiver em local com 3G ou WI-FI na hora, assim que ela chegar, recebe as felicitações e responde. MARAVILHOSO!!! Ehr eu concordo em partes.

Eu concordo que a instantaniabilidade da comunicação hoje é maravilhosa, quase divina se não fosse tecnológica. Porém, me preocupam os meios usados. Sim, vou tentar mais uma vez argumentar contra o uso de ferramentas mainstream.

Eu já argumentei antes que o Facebook não é uma ferramenta social justa, uma vez que ela te usa como mercadoria e não como usuário. Hoje eu quero tentar te fazer pensar se realmente as opções corporativistas (like facebook, whatsapp, instagram e etc.) são realmente as melhores opções no mercado. Para isso eu quero citar 2 alternativas a serviços mainstream que possuem diferentes niveis de mergulho e são muito bacanas. O formato que vou apresentar será:

Ferramenta (Alternativa livre ao: Ferramenta MainStream)

1. Diaspora (Alternativa Livre ao: facebook)

Eu já falei bastante sobre a Diaspora no link ali em cima, mas vamos mais uma vez falar sobre as vantagens dela:

  • Você NÃO sofre censura sobre o que posta na rede, se algum servidor que você criou a conta está te limitando de alguma forma, você pode tranquilamente procurar outro servidor (ou POD, como chamamos) que não te limite!
  • E pode ficar tranquilo que você vai conseguir manter contato com as mesmas pessoas que mantinha no outro POD. Isso se chama federação, vários servidores interoperando e se comunicando para manter a teia da rede social em funcionamento, nesse formato, se um servidor cair, o serviço como um todo não cai.
  • Se você se sente aventureiro, pode subir o seu próprio POD, pode ser em casa, pode ser no seu servidor, a instalação é bem documentada e você encontra como fazê-lo neste link e decidir se quer participar da rede de PODs públicos ou se quer fazer um POD privado só para você, sua família e amigos!!! Dude, this is awesome!!!
  • Não há necessidade de inserir dados reais para cadastro. E isso bate direto com a sua privacidade. Se você está em um POD publico e não deseja se expor enquanto pessoal real, nada, repito, NADA te impede de criar uma conta com nome qualquer, avatar qualquer e sair por ai explorando a rede.
  • Não há grupos, fã pages, feed comercial ou congeneres na rede. Isso pode ser interpretado como algo negativo, afinal, se não há essas coisas o que você faz na rede? Cara, é genial o que você faz na Diaspora eu juro está preparado? Você se conecta com pessoas!!!!!!!!!!!!!! Sem as fã pages e os grupos, você encontra pessoas que compartilham conteúdo que VOCÊ acha interessante (e não um algorítimo que está ali para te induzir a acreditar que o mundo gira aos seus pés) através de hashtags. Se você usar o campo de buscas da Diaspora e pesquisar por exemplo por #Metal, você verá TODAS AS PUBLICAÇÕES DA REDE referentes a essa hashtag, quer tenham sido feitas por pessoas do seu POD, quer tenham sido feitas por pessoas de um POD alemão. E o mais legal, você pode (e deve na minha opinião) seguir as tags dos assuntos que te interessar, e elas, além das pessoas que você começar a seguir, irão compor seu live feed. Isso mesmo, você só vai receber conteúdo de temas que te interessa e de pessoas que te interessa.
  • Existem PODs brasileiros!!! Se você se interessou e quer tentar um mergulho na rede social, eu recomendo o POD que eu uso primariamente que é o Diáspora BR, cola la e procura por mim! Vamos trocar uma ideia! Ah, e se você está experimentando a Diaspora e vai na Campus Party Brasil 2016, se liga que vamos fazer um encontrão de usuários Diaspora como conteúdo by comunidades na madruga. Darei mais informações mais perto do evento.

 

2. Actor (Alternativa Livre ao Whatsapp e ao Telegram!)

Antes de começar propriamente a falar do Actor, um breve disclaimer do porque buscar uma alternativa ao Telegram. Embora o mesmo possua clientes Open Source e/ou Livres, o Telegram NÃO LIBERA O CÓDIGO DO SERVIDOR, se o servidor é proprietário, é tão seguro quanto o whatsapp você tem de confiar cegamente que eles estão tomando conta dos seus dados e te respeitando como usuário sem garantia alguma.

  • O Actor é livre. Isso por si só já garante pontos e mais pontos a ele. Para quem pelo menos simpatiza com o Movimento Software Livre, entende que qualquer Software Livre é melhor do que qualquer software proprietário.
  • O Actor é uma startup fundada por ex funcionários do Telegram.
  • O Actor possui grupos sem limite de integrantes.
  • O Actor possui clientes Android, IOS e Web. O Cliente da PlayStore vem com os Google Apps porque a google exige, porém, no Aptoide você encontra a Google Free Version (feita pelos desenvolvedores à pedido da comunidade) que não exige os GApps e funciona tão bem quanto.
  • O desenvolvimento do Actor é extremamente ativo, e o canal de comunicação dos devs é aberto ao público!!! Você pode entrar lá e trocar uma ideia com os caras! Muitas das melhorias e da solução de problemas com o app vem dali!
  • Se você não se sentir confortável usando o servidor dos caras, adivinha Dá pra rodar o seu próprio!!!
  • O Actor, assim como Telegram e whatsapp, sincroniza sua agenda telefônica buscando por usuários do Actor que estejam lá, e mais importante, sincroniza suas conversas com todos os seus Apps, se você usa o webapp primariamente (como eu), pode ficar tranquilo que quando você pegar seu celular, vai estar tudo lá.
  • O Actor suporta envio de arquivos de qualquer tipo como anexos, tanto em chats em grupo quanto em chats individuais.
  • O Actor possui uma versão corporativa que possui alguns recursos diferenciados para quem quiser implementar a solução a nível empresarial. A versão corporativa possui um custo e conta com suporte direto.
  • Se você se interessar em testar o Actor, o link para o site é esse: http://actor.im, o link para ingresso ao grupo de Software Livre (galera gente boa pra caramba) é esse aqui:https://quit.email/join/06974ff9531c608a476aa329a25154acca32cb0157c0cdbc94dd513cdb70413c crie sua conta e cai dentro!

E hoje são essas duas alternativas não corporativistas (e sim, o Actor tem uma versão corporativa, o não corporativista que estou usando aqui é no sentido de não te olhar, enquanto usuário, como uma grande corporação como Google, Apple, Facebook e Microsoft te olham, como um número) que eu quero passar para vocês. Neste final de ano, quando você estiver buscando formas de se comunicar com seus familiares e queridos, não deixe de levar em consideração formas que te respeitem como usuário. E quando você se deparar com a questão de que ninguém usa , pense assim: Hoje ninguém usar é um empecilho pra mim, amanhã, quando eu convidar alguém, esse não será um empecilho pra essa pessoa.

Mudar é sempre complexo, afinal, anos e anos usando os mesmos apps, as mesmas redes sociais, não é algo que se perde assim, do nada. Só que, se a mudança é algo que vai te trazer o benefício do respeito e da liberdade(do software para com você), a mudança pode ser uma boa saída.

Fala pra mim, vamos fazer uma mudança?

fonte: http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20151229.php

Custando US$ 10 mil, carro movido a ar é opção não poluente para metrópoles

O inventor francês, Guy Nègre, apostou no modelo que usa apenas ar comprimido e, portanto, é ainda mais ecológico do que os modelos elétricos, muito em alta entre os investimentos das grandes montadoras. Nègre trabalha neste projeto em parceria com a empresa de desenvolvimento tecnológico MDI já há duas décadas.

Após receber um investimento de US$ 5 milhões por um licenciamento nos EUA, o projeto ganhou grande visibilidade. O AIRPod tem sua tecnologia focada para rodar…

leia mais em http://www.pensamentoverde.com.br/produtos/custando-us-10-mil-carro-movido-ar-e-opcao-nao-poluente-para-metropoles

Alerta: Não se pode comer dinheiro

“Só quando a última árvore tiver sido derrubada, o último rio tiver sido envenenado, o último peixe capturado é que vocês entenderão que não se pode comer o dinheiro”.

Essa profecia está cada vez mais se tornando uma brutal verdade. Mas nem todos ainda a conhecem. Compartilhe essas imagens que abrirão os olhos de muitas pessoas.

leia mais em http://www.naoacredito.com.br/imagens-da-verdade/