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Sob pressão: como trabalham aqueles que não podem errar?

Em uma sala de emergência, quem você atende primeiro: um idoso ou uma criança igualmente feridos? Como não travar, quando o trânsito está parado e você tem um órgão humano no banco de trás da ambulância, vindo ao encontro de uma pessoa que esperou meses na fila para recebe-lo? Como atender um paciente racista, que acabou te ofender em público e extraiu de você os sentimentos mais dolorosos? Como enfrentar a solidão após uma decisão de vida ou morte, tomada em momento de pura adrenalina?

Trabalhar sob pressão é uma realidade em qualquer…

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Quase ninguém liga para o seu esforço. As empresas querem é resultado

Outro dia, em uma palestra sobre educação realizada na escola da minha filha, um psicólogo disse algo interessante: “Somente seus pais vão te reconhecer pelo seu esforço”. Aquilo me intrigou. Será que só teremos esse diagnóstico no campo afetivo? E nas empresas onde passamos mais da metade do nosso dia, como fica o nosso empenho?

A resposta é… não fica. Esforçar-se é uma parte do caminho. Um componente importante da trajetória para o sucesso, mas ainda sim um componente.

O que nos torna necessários no mundo corporativo chama-se resultado. Foi assim quando estive do outro lado da mesa, como colaborador dos jornais e emissoras de rádio pelos quais passei, e tem sido assim ao gerir a minha própria agência. Não somos contratados porque somos dedicados, mas

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O Fim do Estado

Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.
Reforma da Previdência, reforma trabalhista, teto de gastos, privatizações, redução do funcionalismo público. Por que os liberais parecem querer sempre retirar?

Com a quantidade de reformas na agenda, e a proximidade das próximas eleições, o assunto de planejamento central nunca foi tão propício, e hoje vou falar exatamente sobre alguns desses pontos, e a relação umbilical que eles têm com a Renda Fixa.

Em outras palavras, o nível de juros que teremos nos próximos anos estará diretamente ligado à forma que decidirmos organizar a nossa economia.
Me inspirei em uma entrevista do economista Eduardo Giannetti da Fonseca ao programa “Roda Viva” para encadear historicamente a relação da organização econômica e política.

A Constituição de 1988, elaborada logo após o fim do regime militar, é chamada de “Constituição Cidadã”, por ter incluído uma série de direitos para a classe trabalhadora, como redução da jornada de trabalho, abono de férias, 13º salário para aposentados, seguro-desemprego, licença-maternidade, licença-paternidade, direito a greve, liberdade sindical, entre outros.

As mudanças certamente foram positivas do ponto de vista do trabalhador e do aposentado, que ganharam mais benefícios. Mas analisando de forma madura, todo benefício tem um custo, e vou falar mais sobre isso adiante.
Além de direitos dos trabalhadores, foram criados também monopólios do governo sobre alguns setores da economia (mineração, telecomunicação, petróleo, entre outros). Além disso, foram criados 12 direitos sociais, incluindo transporte, lazer, previdência social, assistência ao desamparado, entre outros. O governo passou a ser responsável por transferir renda.

O resultado disso foi a criação de um governo federal paternalista, provedor, garantidor de benefícios e promotor da economia.
Como adiantado nos parágrafos acima, tudo isso foi ótimo, do ponto de vista do trabalhador e do cidadão. Mas certamente teve um alto custo também, e para os mesmos beneficiados. Com uma mão se deu; com a outra, tirou-se.
Em 1988, o governo arrecadava 24 por cento do PIB e devolvia, na forma de investimentos, 3 por cento.

Hoje, o governo, além de arrecadar 35 por cento do PIB, gasta 10 por cento a mais do que entesoura. O que é exatamente a mesma coisa que dizer que a carga tributária aumentou em 11 por cento do PIB, ou em 45 por cento do que era.
Aí você deve pensar: mas isso é positivo, afinal ele arrecada mais por um lado, mas provê transporte, educação, saúde, lazer, do outro!
Só que não! SQN. Não preciso nem comentar sobre isso, preciso? “Metade da população não tem nem saneamento básico”, afirma o professor Giannetti.
Então, você deve pensar: “Deve ter ido para investimentos”.

Também não. O percentual do PIB que o governo investe hoje é, em média, 2,5 por cento do PIB, e portanto mais baixo que os 3 por cento de 1988.
Com os gastos muito acima da arrecadação, cresce a dívida, e com ela crescem os juros pagos nessa dívida.

Hoje, a conta dos juros “come” cerca de 8 por cento do PIB.
Já a Previdência come 12 por cento, e a cada ano cresce mais. Apesar de termos ainda uma população jovem (apenas 14 por cento de idosos), gastamos com previdência a mesma coisa que o Japão, que é um país que possui 26 por cento de idosos. Além disso, nossa população está envelhecendo rapidamente.
Dos 3,1 por cento de deficit da Previdência, segundo um estudo da FGV, apenas 1 por cento corresponde ao INSS (que beneficia 28,3 milhões de aposentados). Os 2,1 por cento restantes correspondem a servidores públicos da União, Estados e municípios (que representam apenas 4,2 milhões de aposentados, e recebem cerca de 4 vezes mais de aposentadoria).

Por outro lado, enquanto as despesas do RPPS (dos servidores públicos) diminuem ao longo do tempo, as do RGPS (trabalhadores CLT) só aumentam. Ou seja, é preciso reformar os dois regimes mesmo.
Juntos, Previdência e juros, correspondem a 20 por cento dos 45 por cento que o governo gasta. Mas onde estão os outros 25 por cento?
Gastos de custeio da máquina pública, aumento da folha, obras superfaturadas, corrupção?

O governo é extremamente ineficiente em gerir recursos, e o custo dessa ineficiência recai diretamente sobre o nosso bolso. Quando não é custeado por aumento de impostos (que foi o que aconteceu de 1988 para cá), é custeado por aumento da dívida (que é o que aconteceu durante o governo Dilma, e segue acontecendo).

O aumento de impostos reduz nossa renda disponível e isso nós sentimos na pele. O aumento da dívida tem efeitos indiretos: depreciação do câmbio, aumento dos juros, redução do crescimento, desemprego.
Os juros altos beneficiam os rentistas, que possuem alto patrimônio, e recebem juros. Mas prejudica os mais pobres, que pagam juros de empréstimos para consumo, automóvel e casa própria, entre outros.
Os juros altos aumentam a desigualdade social. Os altos gastos, que aumentam a dívida, aumentam a desigualdade.

O pensamento liberal defende o Estado mínimo, porque reconhece o óbvio: o Estado não consegue gerir recursos de forma eficiente. Cada 1 real na mão do Estado é gasto de forma menos produtiva do que o mesmo 1 real na mão do trabalhador.
Embora haja níveis do pensamento liberal, desde aquele que defende Estado mínimo, até aquele que defende que o Estado deve prover apenas para os mais necessitados, a mentalidade liberal é totalmente a favor do combate à desigualdade.

Por exemplo, o Estado não precisa proteger os funcionários públicos através de benefícios, uma vez que eles já possuem salários e estabilidade no emprego. Não estou dizendo que protegê-los é ruim. É excelente e merecido pelos serviços que prestam a todos. Mas como mostrei aqui, não é necessário! E custa um absurdo para os cofres públicos, inviabilizando que 2,1 por cento do PIB seja investido em educação para população carente, escolas, segurança, saúde, infraestrutura, saneamento básico.
Governar é priorizar. Se temos aposentadoria 4 vezes maior para funcionário público, não temos saúde e educação para os mais carentes.

A mesma coisa vale para o professor, que anda exigindo regras diferenciadas. O professor é extremamente importante e é o maior diferencial na vida acadêmica de um aluno. Mas o professor não é o lado fraco da corda. Beneficiar o professor é deixar de beneficiar o mais carente. É não ter dinheiro para o saneamento básico de metade da população.
Nem preciso mencionar os benefícios aos políticos e ao Poder Judiciário. Não são benefícios, são privilégios.
Benefícios são bons, mas são custosos. Uma economia madura deve sempre ponderar se esse custo despejado na sociedade é extremamente necessário. Grupos organizados conseguem defender benefícios (ou privilégios) com unhas e dentes. Mas quem defende os mais pobres?
Quem defende a metade da população fora da CLT? Existe sindicato de trabalhador informal? Se existisse, certamente defenderia a flexibilização das relações de trabalho.

Cada vez que você, professor, funcionário público, político ou militar, defende um benefício, está automaticamente onerando ainda mais a sociedade, e fazendo com que a sua conta seja dividida entre todos nós. É justo? Você se beneficia e a população paga?

Alguns pleitos serão justos! A população não pode virar as costas para um militar que dá a sua vida para defender a sociedade. Mas seu filho precisa de pensão vitalícia? Nada me convence de que um professor precise se aposentar mais cedo que eu para que o ensino público seja de qualidade. Da mesma forma, não entra na minha cabeça por que trabalhadores rurais podem se aposentar mais cedo, enquanto trabalhadores da construção civil não podem. O esforço não é o mesmo?
Na dúvida, acredito que o benefício não deve ser dado. Apenas quando os mais necessitados estiverem amparados, poderemos aumentar a lista de benefícios.
Se realmente nos limitássemos apenas aos mais necessitados (como os 50 por cento que não conseguem entrar no mercado formal, como os mais pobres que não tem saúde, educação e transporte), teríamos um gasto mais baixo, um investimento maior, menor juros e, principalmente, menor desigualdade.

As reformas atacam exatamente esses pontos. E certamente existem outros em que erram — e por isso precisam ser alterados. Mas, no geral, flexibilizar as relações de trabalho e reformar os gastos da Previdência é imprescindível para a redução do tamanho do Estado e para a inclusão dos mais pobres na economia.
Por isso que toda vez que é sugerida uma política liberal, o mercado melhora. Por isso que toda vez que é defendida uma redução de benefício, o mercado melhora.

Por isso que a nossa taxa de juros está tão ligada às reformas. Por isso que os juros caíram significativamente depois da aprovação da PEC do Teto.
Defender aumento de gastos quando não se tem mais dinheiro é exatamente igual a defender aumento de juros e aumento da desigualdade.

Marilia Fontes, carta recebida por email.

A noção de certo e errado dá origem à violência

Uma citação do poeta persa Rumi ilustra uma das estratégias mais valiosas da PNL: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá“. Esta citação de Rumi está no livro “Comunicação Não Violenta” de Marshall Rosenberg. A “Comunicação Não Violenta” é o resultado de toda uma vida do autor comprometida com a solução de conflitos e a mediação, incluindo negociações étnicas e diplomáticas.

Em outras palavras, Marshall Rosenberg diz que a noção de certo e errado dá origem à violência. Talvez você concorde que possivelmente a totalidade dos conflitos no universo humano possui sempre as mesmas raízes: a convicção de que cada uma das partes em conflito tem de estar “certa”! Quando desprendidamente ouvimos os argumentos, somos frequentemente convencidos de que há uma lógica que sustenta as motivações das partes em conflito… “Todos tem razão!” Então, como é possível transcender tais paradoxos e encontrar soluções criativas para soluções criativas e valiosas que sirvam de acordo entre as partes? A resposta de Marshall Rosenberg é mudar a linguagem e a percepção do certo e do errado para a das necessidades. Nas necessidades, nós humanos, facilmente entramos em consenso, pois independentemente da raça ou cultura, todos temos as mesmas necessidades!

fonte: lista idph – Instituto de Desenvolvimento do Potencial Humano

Decidir é fácil, difícil é tomar uma atitude

É só quando chega o final do ano que percebemos a quantidade de coisas que deixamos para trás: são muitas as decisões que tomamos, mas que não tivemos a coragem de executar.

Decisões, assim como planos estratégicos, são extremamente importantes. No entanto, são as atitudes que de fato viabilizam a sua execução. São elas que testam a nossa coragem. É só na prática que percebemos o quanto estamos seguros em relação aos nossos planos e decisões. As atitudes desafiam a nossa capacidade de conviver com os sacrifícios inerentes a qualquer opção, exercitam a nossa resiliência e nos fazem trabalhar (no limite de nossa capacidade de adaptação) em todas as variáveis, mesmo as que não estavam previstas em nossos planos.
Isso pode até parecer lugar comum. Mas, a cada nova experiência que tenho com pessoas e empresas, verifico a imensa distância que existe, na maioria das vezes, entre a visão (planos e decisões) e a execução (atitudes) dos empreendedores.

Chamo você para essa reflexão, justamente porque, nessa época do ano, somos sugados pelo sensação de que é preciso renovar, realizar planejamentos estratégicos e adotar resoluções diante dessa “nova chance” que a vida está nos dando.

No campo dos negócios, esses sentimentos acabam levando gestores a intermináveis reuniões de planejamentos estratégicos, repletas de apresentações motivacionais, fórmulas mágicas de sucesso e muito choro no final.

Esse tipo de encontro muitas vezes não passa de uma armadilha, que nos afasta da discussão real: o que fizemos de errado, onde a concorrência nos bateu, quais são as nossas deficiências e, principalmente, onde nos faltou a coragem suficiente para assumir os riscos que qualquer execução carrega.

Sendo assim, nesse final de ano, em vez de cair na tentação de apagar o passado e começar a desenhar um futuro de sucesso do zero, analise o que você deixou de fazer no ano que passou e tenha a coragem de admitir seus erros e fraquezas. Lembre-se que, no ano passado, esse era o futuro que você queria para si ou para os seus negócios.

Pegue suas anotações e as de seus colaboradores e, em vez de tratar de planos (que provavelmente não serão executados novamente), diga como será a execução de tudo aquilo que você já sabe tem que ser feito há muito tempo. Calcule as perdas, ganhos e investimentos que terão que ser feitos. Concentre-se na prática, e não na teoria.

2015, dizem as más línguas (e as boas confirmam), não será um ano fácil (assim como o que termina também não foi). Se você ficar parado, sem correr o risco da execução, uma coisa é certa: no ano que vem, provavelmente você estará precisando efetuar mudanças urgentes em seu negócio ou na sua vida – coisas que já deveria ter feito há dois anos. E aí, pode ser tarde demais.

fonte: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Carlos-Miranda/noticia/2014/12/decidir-e-facil-dificil-e-tomar-uma-atitude.html

Sucesso é não dar ouvidos as pessoas tóxicas e suas abobrinhas

Eu leio todos os comentários nos meus textos. E sempre que possível, eu respondo. Acho que não fiz isso uma ou duas vezes porque realmente não dei conta, mas sempre procuro ter feedback. É assim que cresço também.

Eu fico muito feliz que todos os dias tem alguém dizendo que tenho o ajudado na sua jornada de descobertas. Alguns até me contaram que tomaram decisões importantes nas suas vidas profissionais depois que leram as palavras que aqui escrevo. Eu sei que isso é perigoso e me traz muita responsabilidade sobre o que digo. Não sei tudo, mas tudo que eu sei, faço questão de compartilhar com meus leitores.

São inúmeros os recados que…

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Gestão do conhecimento: Seu modelo de pensamento está obsoleto?

Você deve concordar que atualmente nenhum profissional, em seu pleno juízo, consideraria baixar a mais recente versão do Photoshop em um computador com sistema operacional Windows 98. Acontece que, da mesma forma que os sistemas operacionais dos computadores, nosso sistema operacional mental também precisa de um upgrade, ou pode acabar obsoleto. Isso significa que para uma boa gestão do conhecimento, precisamos encontrar novas formas de ver e de conceber a realidade, de maneira que nós possamos compreender melhor as situações complexas que vivenciamos. Para fazer esse upgrade do modelo de pensamento, propomos que você conheça um novo sistema mental, conhecido como Holonomic Thinking.

Levando o conceito de modelo de pensamento obsoleto para o universo dos negócios, a falta de atenção aos aspectos intangíveis de uma empresa – que não podem ser mensurados de maneira quantitativa – demonstra uma carência de percepção mais completa da realidade. Isso se deve ao fato de utilizarmos basicamente o processo lógico-analítico para olhar e decifrar o mundo. Entretanto, a realidade cada vez mais complexa exige a atualização dessa maneira de ver.


“Não é segredo que o setor privado, em sua maior parte, está menos preparado do que deveria para enfrentar a evolução dos desafios impostos dia após dia”


Não é segredo que o setor privado, em sua maior parte, está menos preparado do que deveria para enfrentar a evolução dos desafios impostos dia após dia. A principal razão estaria no modelo de pensamento vigente, muitas vezes, nutrido por uma visão simplista, em vez de ampla e arejada, pouco disposta a questionar o que está consolidado.

>> Leitura recomendada: Desvendando os mistérios da criatividade e inovação nas empresas

A Gestão do Conhecimento Holonômico

Um modelo mental, em poucas palavras, é a forma como um ser humano tenta explicar o mundo real. O que torna o conceito de Holonomic Thinking radicalmente diferente do que se conhece como modelo mental é o seu preceito de que é possível expandir a consciência de analítica para intuitiva.

Ou seja, é possível adquirir um modo de pensar que não apenas entende as partes do todo, mas que busca um nível mais profundo e intuitivo de percepção, e consegue entender relações, fazer associações e reconhecer processos dentro de um sistema.

O pensamento holonômico é também um modo de consciência que, enquanto aceita a importância dos aspectos analíticos, lógicos e simbólicos de nossas mentes, também aceita a intuição, as sensações e os sentimentos, permitindo encontrar e compreender os sistemas em sua totalidade.

Gestão do conhecimento
Reprodução de Imagem – Holonomics: Business Where People and Planet Matter

 

No livro Holonomics: Business Where People and Planet Matter, os autores Simon e Maria Robinson revelam que pensar de forma holonômica é oposto a pensar de forma mecânica. O objetivo da obra não é apenas apresentar este elegante modelo do pensamento, mas também dar exemplos que conscientizem os leitores de um conjunto de ideias que normalmente não são discutidas nesse arranjo.


“Alguém deve olhar o todo e, ao fazê-lo, estar preparado para descobrir surpresas e comportamentos inesperados que surgem”


Para os pesquisadores, o conceito do pensamento holonômico envolve a análise do ciclo de vida, do pensamento sistêmico, a interconexão, a filosofia, a alfabetização, a física e a biologia, todas aplicadas aos negócios – reunidos de uma forma que abra os olhos dos profissionais de dimensões incomuns de pensamento que poderiam ter aplicações muito práticas.

O primeiro desafio para a nossa maneira de pensar, então, é mudá-la do pensamento mecanicista e limitante (dominante na maioria das sociedades) para o pensamento sistêmico e abrangente.

Formigas e cupins e sua lição holonômica

Um dos estudos citados no livro examina insetos sociais, como formigas e cupins, justamente para ilustrar como a falta de pensamento sistêmico, geralmente, é confrontada com paradoxos inesperados.

Formigas e cupins têm um cérebro minúsculo e, portanto, seu comportamento individual pode ser visto como extremamente primitivo, até mesmo caótico. Difícil descrevê-los como inteligentes e organizados, com base em uma visão isolada. Mas quando o estudo se dedica a analisar o comportamento desses insetos em conjunto, eles são vistos sob uma ótica muito diferente, capaz de explicar suas realizações extraordinárias.


“O primeiro desafio para a nossa maneira de pensar, então, é mudá-la do pensamento mecanicista para o pensamento sistêmico”


Com este exemplo chegamos a compreender a importância de olhar para os problemas de forma holonômica: é o único modo de entender um sistema complexo. “Alguém deve olhar o todo e, ao fazê-lo, estar preparado para descobrir surpresas e comportamentos inesperados que surgem”, afirmam os autores.

Essa percepção da “integridade” (do todo) vem tanto da Ciência quanto da Arte. Ao perceber fenômenos, os princípios de organização surgem na imaginação, em um lugar de autêntico “pertencimento”. Quanto melhor conseguirmos enxergar onde há esse “pertencimento”, melhores nossos modelos mentais serão. Haverá um feedback eficaz e nos tornamos mais conscientes do nosso próprio pensamento, e também dos processos mentais e das nossas experiências.

>> Leitura recomendada: Guia de Inovação ara Empresas que Desejam Ser Disruptivas 

A Prática da Liderança via Pensamento Holonômico 

Um dos grandes problemas enfrentados pelas organizações reside no fato de as pessoas estarem convencidas de que a forma como veem a realidade é certa e única. Raramente consideramos que pode haver pessoas com experiências radicalmente diferentes das nossas e que, por isso, compreendem situações complexas e problemas de forma totalmente distinta de como os concebemos.

No entanto, uma organização que encoraja o holonomic thinking em sua equipe, como aliada da gestão do conhecimento, apresenta líderes com a habilidade de ascender na “escalada de visão”. (Aliás, entenda como aprimorar a gestão do conhecimento na sua empresa). O motivo é que sua forma de tomar decisões e buscar soluções emerge não de um modelo mental dominante e colonizador sobre os demais, mas advém da tentativa de capturar as diferentes formas de pensar e ver. O que só pode ocorrer por meio de um diálogo genuíno e frequente.

Para que esse diálogo ocorra, os pesquisadores desenvolveram um passo a passo didático. Primeiro, reúna um grupo para conversar sobre algum problema. Durante o diálogo:

1. Evite definir um líder;
2. Evite julgar e se defender;
3. Não busque um “vencedor”;
4. Valorize o modelo mental das outras pessoas;
5. Sinta-se como parte de um grupo, e
6. Considere as soluções que emergem do diálogo com todos.

Para praticar esse diálogo, digamos, genuíno, comece escolhendo algum tema pouco controverso. A partir do momento em que esses seis passos acima estiverem já incorporados, avance para questões e tomadas de decisão mais críticos.


“Uma vez capaz de ver o todo, os processos, as dinâmicas e o significado dos sistemas, você poderá alcançar uma compreensão mais profunda do mundo e dos negócios”


Um exemplo inspirador de aplicação do pensamento holonômico à liderança aparece nas palavras de Sergio Chaia, ex-presidente da Nextel Brasil. Ele argumenta que a organização ideal não existe, porque tudo está sendo transformado e está sempre evoluindo. Tudo pulsa em cada momento e por sua vez; e, como tudo está mudando, assim também o padrão de ideal não é algo constante. Uma vez que o ideal tem uma característica mutante, a organização ideal também deve ter a competência de constante mutação.

Diante da realidade nada simples, o que o holonomic thinking propõe é ver as dimensões de um sistema complexo que uma empresa é, sem receio e sem limitações, e de forma mais abrangente. Uma vez capaz de ver o todo, os processos, as dinâmicas e o significado dos sistemas, você poderá alcançar uma compreensão mais profunda do mundo e dos negócios. E assim, deixará de ver os elementos de uma empresa de forma isolada, mas sim como um organismo vivo, onde as pessoas realmente importam.

fonte: https://blog.runrun.it/gestao-do-conhecimento-holonomic