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O Fim do Estado

Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.
Reforma da Previdência, reforma trabalhista, teto de gastos, privatizações, redução do funcionalismo público. Por que os liberais parecem querer sempre retirar?

Com a quantidade de reformas na agenda, e a proximidade das próximas eleições, o assunto de planejamento central nunca foi tão propício, e hoje vou falar exatamente sobre alguns desses pontos, e a relação umbilical que eles têm com a Renda Fixa.

Em outras palavras, o nível de juros que teremos nos próximos anos estará diretamente ligado à forma que decidirmos organizar a nossa economia.
Me inspirei em uma entrevista do economista Eduardo Giannetti da Fonseca ao programa “Roda Viva” para encadear historicamente a relação da organização econômica e política.

A Constituição de 1988, elaborada logo após o fim do regime militar, é chamada de “Constituição Cidadã”, por ter incluído uma série de direitos para a classe trabalhadora, como redução da jornada de trabalho, abono de férias, 13º salário para aposentados, seguro-desemprego, licença-maternidade, licença-paternidade, direito a greve, liberdade sindical, entre outros.

As mudanças certamente foram positivas do ponto de vista do trabalhador e do aposentado, que ganharam mais benefícios. Mas analisando de forma madura, todo benefício tem um custo, e vou falar mais sobre isso adiante.
Além de direitos dos trabalhadores, foram criados também monopólios do governo sobre alguns setores da economia (mineração, telecomunicação, petróleo, entre outros). Além disso, foram criados 12 direitos sociais, incluindo transporte, lazer, previdência social, assistência ao desamparado, entre outros. O governo passou a ser responsável por transferir renda.

O resultado disso foi a criação de um governo federal paternalista, provedor, garantidor de benefícios e promotor da economia.
Como adiantado nos parágrafos acima, tudo isso foi ótimo, do ponto de vista do trabalhador e do cidadão. Mas certamente teve um alto custo também, e para os mesmos beneficiados. Com uma mão se deu; com a outra, tirou-se.
Em 1988, o governo arrecadava 24 por cento do PIB e devolvia, na forma de investimentos, 3 por cento.

Hoje, o governo, além de arrecadar 35 por cento do PIB, gasta 10 por cento a mais do que entesoura. O que é exatamente a mesma coisa que dizer que a carga tributária aumentou em 11 por cento do PIB, ou em 45 por cento do que era.
Aí você deve pensar: mas isso é positivo, afinal ele arrecada mais por um lado, mas provê transporte, educação, saúde, lazer, do outro!
Só que não! SQN. Não preciso nem comentar sobre isso, preciso? “Metade da população não tem nem saneamento básico”, afirma o professor Giannetti.
Então, você deve pensar: “Deve ter ido para investimentos”.

Também não. O percentual do PIB que o governo investe hoje é, em média, 2,5 por cento do PIB, e portanto mais baixo que os 3 por cento de 1988.
Com os gastos muito acima da arrecadação, cresce a dívida, e com ela crescem os juros pagos nessa dívida.

Hoje, a conta dos juros “come” cerca de 8 por cento do PIB.
Já a Previdência come 12 por cento, e a cada ano cresce mais. Apesar de termos ainda uma população jovem (apenas 14 por cento de idosos), gastamos com previdência a mesma coisa que o Japão, que é um país que possui 26 por cento de idosos. Além disso, nossa população está envelhecendo rapidamente.
Dos 3,1 por cento de deficit da Previdência, segundo um estudo da FGV, apenas 1 por cento corresponde ao INSS (que beneficia 28,3 milhões de aposentados). Os 2,1 por cento restantes correspondem a servidores públicos da União, Estados e municípios (que representam apenas 4,2 milhões de aposentados, e recebem cerca de 4 vezes mais de aposentadoria).

Por outro lado, enquanto as despesas do RPPS (dos servidores públicos) diminuem ao longo do tempo, as do RGPS (trabalhadores CLT) só aumentam. Ou seja, é preciso reformar os dois regimes mesmo.
Juntos, Previdência e juros, correspondem a 20 por cento dos 45 por cento que o governo gasta. Mas onde estão os outros 25 por cento?
Gastos de custeio da máquina pública, aumento da folha, obras superfaturadas, corrupção?

O governo é extremamente ineficiente em gerir recursos, e o custo dessa ineficiência recai diretamente sobre o nosso bolso. Quando não é custeado por aumento de impostos (que foi o que aconteceu de 1988 para cá), é custeado por aumento da dívida (que é o que aconteceu durante o governo Dilma, e segue acontecendo).

O aumento de impostos reduz nossa renda disponível e isso nós sentimos na pele. O aumento da dívida tem efeitos indiretos: depreciação do câmbio, aumento dos juros, redução do crescimento, desemprego.
Os juros altos beneficiam os rentistas, que possuem alto patrimônio, e recebem juros. Mas prejudica os mais pobres, que pagam juros de empréstimos para consumo, automóvel e casa própria, entre outros.
Os juros altos aumentam a desigualdade social. Os altos gastos, que aumentam a dívida, aumentam a desigualdade.

O pensamento liberal defende o Estado mínimo, porque reconhece o óbvio: o Estado não consegue gerir recursos de forma eficiente. Cada 1 real na mão do Estado é gasto de forma menos produtiva do que o mesmo 1 real na mão do trabalhador.
Embora haja níveis do pensamento liberal, desde aquele que defende Estado mínimo, até aquele que defende que o Estado deve prover apenas para os mais necessitados, a mentalidade liberal é totalmente a favor do combate à desigualdade.

Por exemplo, o Estado não precisa proteger os funcionários públicos através de benefícios, uma vez que eles já possuem salários e estabilidade no emprego. Não estou dizendo que protegê-los é ruim. É excelente e merecido pelos serviços que prestam a todos. Mas como mostrei aqui, não é necessário! E custa um absurdo para os cofres públicos, inviabilizando que 2,1 por cento do PIB seja investido em educação para população carente, escolas, segurança, saúde, infraestrutura, saneamento básico.
Governar é priorizar. Se temos aposentadoria 4 vezes maior para funcionário público, não temos saúde e educação para os mais carentes.

A mesma coisa vale para o professor, que anda exigindo regras diferenciadas. O professor é extremamente importante e é o maior diferencial na vida acadêmica de um aluno. Mas o professor não é o lado fraco da corda. Beneficiar o professor é deixar de beneficiar o mais carente. É não ter dinheiro para o saneamento básico de metade da população.
Nem preciso mencionar os benefícios aos políticos e ao Poder Judiciário. Não são benefícios, são privilégios.
Benefícios são bons, mas são custosos. Uma economia madura deve sempre ponderar se esse custo despejado na sociedade é extremamente necessário. Grupos organizados conseguem defender benefícios (ou privilégios) com unhas e dentes. Mas quem defende os mais pobres?
Quem defende a metade da população fora da CLT? Existe sindicato de trabalhador informal? Se existisse, certamente defenderia a flexibilização das relações de trabalho.

Cada vez que você, professor, funcionário público, político ou militar, defende um benefício, está automaticamente onerando ainda mais a sociedade, e fazendo com que a sua conta seja dividida entre todos nós. É justo? Você se beneficia e a população paga?

Alguns pleitos serão justos! A população não pode virar as costas para um militar que dá a sua vida para defender a sociedade. Mas seu filho precisa de pensão vitalícia? Nada me convence de que um professor precise se aposentar mais cedo que eu para que o ensino público seja de qualidade. Da mesma forma, não entra na minha cabeça por que trabalhadores rurais podem se aposentar mais cedo, enquanto trabalhadores da construção civil não podem. O esforço não é o mesmo?
Na dúvida, acredito que o benefício não deve ser dado. Apenas quando os mais necessitados estiverem amparados, poderemos aumentar a lista de benefícios.
Se realmente nos limitássemos apenas aos mais necessitados (como os 50 por cento que não conseguem entrar no mercado formal, como os mais pobres que não tem saúde, educação e transporte), teríamos um gasto mais baixo, um investimento maior, menor juros e, principalmente, menor desigualdade.

As reformas atacam exatamente esses pontos. E certamente existem outros em que erram — e por isso precisam ser alterados. Mas, no geral, flexibilizar as relações de trabalho e reformar os gastos da Previdência é imprescindível para a redução do tamanho do Estado e para a inclusão dos mais pobres na economia.
Por isso que toda vez que é sugerida uma política liberal, o mercado melhora. Por isso que toda vez que é defendida uma redução de benefício, o mercado melhora.

Por isso que a nossa taxa de juros está tão ligada às reformas. Por isso que os juros caíram significativamente depois da aprovação da PEC do Teto.
Defender aumento de gastos quando não se tem mais dinheiro é exatamente igual a defender aumento de juros e aumento da desigualdade.

Marilia Fontes, carta recebida por email.

O que o Brasil tem a aprender com a América

Já estive dezoito vezes nos Estados Unidos, e toda vez que estou lá penso a mesma coisa: ninguém sabe ser tão louco ou tão careta quanto americano. São os mais destrambelhados e os mais certinhos. São assim porque as leis e cultura estimulam, ou a sociedade foi moldada para se adaptar ao jeito de ser dos gringos?

Nos EUA me sinto como um escriba da periferia do Império Romano visitando a Roma dos césares. É impossível não se admirar com tanto poder e prazer, mas sei que jamais serei cidadão do império. Voltar ao Brasil é sempre delicioso. E sempre o contraste é brutal. Seja na variedade de cervejas no supermercado (lá, mais de 40, e oito tipos de maçã) ou na qualidade do debate público, das exposições nos museus, ou da adaptação das calçadas paulistanas a cadeirantes.

O ponto alto e baixo da civilização americana é sua defesa apaixonada da ideia de liberdade individual. O que se traduz maravilhosamente (ou se reduz tristemente) na incrível liberdade de consumir de que gozam os americanos.

Há países em que se vive mais e melhor, mas em nenhum lugar você pode consumir tanto quanto na América. É um ótimo país para ser rico e nem tanto para ser pobre. Mas os pobres às vezes nem percebem, porque estão detonando o cartão de crédito no shopping. E às vezes percebem que a Economia do país vai bem mais seu bolso vai mal, o que vem acontecendo nos últimos anos, e dão o troco nas urnas.

Na América você pode ser quem você quiser, contanto que siga as regras. Você pode se fantasiar de Patolino e sair patinando pela calçada, mas não pode pisar na grama, mesmo que esteja de terno. Pode fumar maconha tranquilo nas ruas de São Francisco, mas para fumar um cigarro comum precisa estar a cinco metros da entrada do restaurante. Está liberado para fundar um partido libertário que pregue a destruição do Governo Federal, contanto que pague os impostos em dia.

Tenho grande admiração pelos Estados Unidos, quando se trata de liberdade de expressão. Mesmo nestes anos pós-Torres Gêmeas, o país ainda goza de liberdades sem paralelo em quase nenhum outro canto do planeta. Tem maluco defendendo Hitler e Bin Laden, casando vestido de alienígena e fundando religião Jedi. Nenhum presidente, nenhum Congresso é capaz de mudar isso. Está no DNA do país.

Tudo permitir é tudo neutralizar, dizem, e concordo, mas não muito. Sim, o “sistema” é ótimo para absorver os golpes, e reempacotá-los e vendê-los em versões aguadas e adocicadas. Mas sociedade nenhuma escapa intocada de tanta porrada; as contusões e olhos roxos são o que chamamos de progresso.

Tenho grandes problemas com alguns aspectos dos Estados Unidos:

– A ignorância inexplicável sobre o resto do mundo

– A encanação com horários – festa tem hora pra começar e acabar, geralmente às 22h.

– A convicção de que os EUA são caso único de civilização avançada, distinta de todas as outras, ungida pela história – talvez por Deus

– A própria influência religiosa sobre a cultura de massas, o que no caso da América inclui a política

– A guerra às drogas e a guerra ao terror, e aliás a ocupação militar do planeta, que é o que os EUA fazem na prática

– A certeza de que eles trabalham mais que as pessoas de todos os outros países, o que é ridículo, e as bizarras e inexplicáveis ausências de direitos comuns nos países avançados, como licença-maternidade e férias remuneradas

– A separação dos imigrantes em micro-culturas estanques, bairros separados, esse papo de chinese-american, armenian-american, african-american etc. Miscigenação faz grande falta por lá

– A entonação adocicada e pseudo-boba que passa por voz de uns 70% das moças americanas

– Essa obsessão chatíssima com celebridades e com “winners”. Que, aliás, faz com que muito americano comum se porte como estivesse o tempo todo sob os cliques dos paparazzi; é só ver como se portam algumas figuras nas filas dos Starbucks. E que com o império das redes sociais, se torna mais e mais poderosa, vide os recente acontecimentos nas eleições americanas.

Tenho tentação de passar o dia listando todas as mazelas da América, e fazendo outra baita lista do que mais admiro. Sua lista talvez fosse diferente da minha, mas acho que não muito. A civilização americana tem óbvias qualidades e defeitos bem à vista. Até porque todos nós vivemos na civilização planetária que a América criou no século 20, em graus diferentes, de Uberlândia a Djibouti a Pequim.

O Brasil pode e deve se espelhar no que os Estados Unidos têm de melhor, que é a liberdade, e rejeitar o joio. Na impossibilidade de fundarmos nosso próprio país com nossa própria identidade, o mínimo a fazer é ir além da caricatura de gringo.

Ou imitamos o melhor do Império, ou nos contentamos com uma superfície de civilização. Com a tintura loira e o outlet, com a pseudo-liberdade de personalizar o mocha frapuccino e a placa do carro… E, no fim das contas, com a defesa intransigente do nosso modo de vida, às custas de outros seres humanos e do próprio planeta.

Um exemplo do que o Brasil tem a aprender com a América aconteceu agora. Ao final da mais renhida disputa pela presidência, Trump venceu. O que Hillary fez? Pediu recontagem? Se negou a aceitar sua derrota? Saiu pregando impeachment? Não. Parabenizou o vitorioso, aceitou que sua vitória foi dentro das regras, e foi pra casa. E lá foi Obama receber Trump, facilitar a transição e tal.

Como a maioria das pessoas mundo afora, e como a maioria dos eleitores americanos, acho que Hillary seria uma escolha bem menos ruim que Trump. Como uma minoria ruidosa de americanos, não vejo com bons olhos essa normalização de Trump, essa postura “agora ele está eleito e temos todos que torcer por ele e apoiá-lo” etc. Ele segue sendo o que que sempre foi. O progresso virá do sucesso dos que vão combatê-lo sem trégua – o que farão à americana, seguindo as regras.

Temo a América, pelo seu poder cego e glutão e pelo seu desprezo pelo diferente, características que Trump representa tão bem. Amo a América, pela sua liberdade e coragem, e pelo seu apego às regras da convivência, inclusive na hora do combate político. Escolha a sua – e vamos fazer nossa América.

fonte: https://www.linkedin.com/pulse/o-que-brasil-tem-aprender-com-am%C3%A9rica-andr%C3%A9-forastieri

Corrupção: Uma questão de oportunidade no Brasil?

​”Quando se tem oportunidade de furtar R$ 0,50(cinquenta centavos) tirando fotocópia pessoal na máquina Xerox do trabalho, não se perde a oportunidade.

Quando se tem oportunidade de furtar R$ 5,00 (cinco reais) levando para casa a caneta da empresa, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 25,00(vinte e cinco reais) pegando uma nota mais alta, na hora do almoço, para a empresa reembolsar, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de roubar R$ 30,00 (trinta reais) de um artista comprando um DVD pirata, não se perde oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 250,00 (duzentos e cinquenta) comprando uma antena desbloqueada que pega o sinal de satélite de todas as TV’s a cabo, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 469,99 da Microsoft baixando um Windows crackeado num site ilegal, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 2.000,00 (dois mil reais) escondendo um defeito do seu carro na hora de vendê-lo, enganando o comprador, não se perde a oportunidade.  

Muitos  não  perdem  nenhuma oportunidade, devolvem a carteira mas furtam o dinheiro, sonegam imposto de renda, dão endereço falso para adquirir benefícios que não tem direito, etc, etc. etc…

Bom, se você trabalhasse no Governo, e caísse no seu colo a oportunidade de roubar R$ 1.000.000,00 (um milhão), com certeza, se você não perde uma oportunidade iria aproveitar mais esta oportunidade. Tudo é uma questão de acesso e oportunidade.

O povo brasileiro precisa entender que o problema do Brasil não são só a meia dúzia de políticos no poder lá em cima, pois eles, são apenas o reflexo dos quase 200 milhões de oportunistas aqui embaixo.  

Os  políticos  de  hoje foram ontem oportunistas e senão mudarmos a estrutura de valores de nossa sociedade e trazer a Ética e a Moral como pilares do comportamento nunca seremos um povo realmente honesto e justo.”

Sérgio Moro

Um experimento socialista

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo’.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”…

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. “Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza simplesmente dividindo-a.

Adrian Rogers, (1931-2005)

Votar em branco ou nulo

O QUE SIGNIFICA VOTAR EM BRANCO  OU VOTAR NULO?

……Se você não sabe em quem votar nas próximas eleições, vale a pena saber sobre voto BRANCO e NULO!

……O voto em BRANCO, ao contrário do que parece, não significa que o eleitor não escolheu nenhum candidato, mas sim que ele abdica de seu voto.
……Não é um ato de contestação e sim um ato de CONFORMISMO!
……Os votos em BRANCO significam “TANTO FAZ” e são acrescentados ao candidato de maior votação no último turno.
……Ou seja, se existem dois candidatos Tubarão e Galinha, Tubarão termina com 52% dos votos, Galinha recebe 35% dos votos, 10% são votos em branco e 3% são nulos, isso significa que 3% dos eleitores não querem nem Tubarão nem Galinha no poder, mas 10% dos eleitores estão satisfeitos tanto com Tubarão como com Galinha, o que vencer está bom.
……Neste exemplo, Tubarão tem uma aceitação de 62% do eleitorado. O problema é que existe muita pressão para a escolha de um candidato e pouca explicação do que escolher significa.
……Já o voto NULO é um protesto válido.
……Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de
nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro.
……Esse tipo de voto é importante e é o que efetivamente faz a democracia, pois a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação.
……O voto NULO, ao contrário do que parece, é um voto válido.
……Ninguém fala dele, nem mesmo nas instruções para votação. ……Explicam como votar em um candidato ou como votar em branco, mas ninguém explica como anular um voto.
……Pois bem, para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato.
……Se um eleitor experimenta votar em branco, o terminal eletrônico avisa “Você está votando em branco” e então o eleitor pode confirmar, ou corrigir. Mas, se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa “Número incorreto, corrija seu voto”.
……Assim, os votos NULOS são desencorajados.
……Por que falar dos votos NULOS?
……Porque, se na eleição entre Tubarão e Galinha, Tubarão terminasse as eleições com 42% dos votos e Galinha com 30%, 10% de brancos e 18% nulos as eleições teriam que ser repetidas e nem Tubarão e nem Galinha poderiam participar das eleições naquele ano.
……Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como incorreto, é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover do cenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez.
……Se nenhum dos candidatos conseguir maioria (mais de 50%) no último turno,as eleições têm que ser canceladas!
……Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer.
……Então, contribuindo para a campanha do voto consciente, se alguém estiver votando em Tubarão ou em Galinha, mas preferia não votar em nenhum dos dois, pode optar pelo voto INCORRETO, o voto NULO.
……Quem sabe um dia Tubarão e Galinha saem do cenário e os eleitores podem votar em Golfinho.
……Não seja obrigado a votar em quem você não quer no poder!!!
.…VOCÊ É OBRIGADO A VOTAR, MAS TEM O DIREITO DE ESCOLHER!!!

fonte: http://blogdomarcelogomesfreire.wordpress.com/votar-em-branco-ou-nulo/

Como o mundo funciona e como fazer ele parar de funcionar

Abra a sua mente antes de abrir a sua boca.

Um dos caras mais lúcidos que eu encontrei no planeta nos últimos tempos foi em Chicago nos EUA. Um taxista, negão, super gente boa; no caminho entre o aeroporto e o hotel, eu perguntei a ele, “E aí, você votou no Obama nas últimas eleições?”, ele respondeu, “Eu não! Eu votei nele no primeiro mandato, dessa vez eu votei no outro. Eu sempre faço isso. Em uma eleição eu voto em um partido, na outra eu voto no outro”, e completou, “Não interessa em quem você vota para presidente. O presidente desse país chama-se David Rockfeller!”

Que lucidez! Esse taxista de Chicago é mais lúcido sobre como o mundo funciona do que 95% dos brasileiros.

O presidente do Brasil não chama Dilma Russef, o verdadeiro presidente do Brasil chama-se Norberto Odebrecht, ou Roberto Setubal, ou Carlos Fadigas, ou Wesley Mendonça Batista, ou Gregory Page, ou Luiz Carlos Trabuco, ou Roberto Marinho entre outros.

O mundo funciona para servir as 500 maiores empresas do mundo. O Brasil funciona para servir as 500 maiores empresas do país.

Ou você acha que um calhamaço com 1 mil páginas de informações inteligentes sobre o projeto de construção de um aeroporto, ou abertura de uma rodovia, ou qualquer outra coisa que o valha, que requer um super conhecimento de engenharia, matemática, planejamento, projetos etc foi feito pelo deputado federal de algum estado do Brasil???

Ou talvez tenha sido feito pelos funcionários do gabinete do excelentíssimo deputado???

Você acredita nisso?!

O governo já anunciou que os celulares comprados no exterior não vão funcionar direito no Brasil. Quem você acha que plantou essa idéia em Brasília? Os próprios políticos que manjam horrores de telefonia celular e o escambau e por isso estão preocupados com o futuro da base instalada blá blá blá, ou será que foi o lobista de um grande empresa coreana fabricante de celulares no Brasil????

Ainda não se investe em educação, segurança e saúde nesse país como todos nós queremos porque entre as 500 maiores empresas do Brasil você não encontra praticamente NENHUMA empresa de educação, segurança e saúde.

Uma vez que as empresas de educação, segurança e saúde não tem muita grana para fazer um lobby junto a “galera”, esse tipo de projeto não avança para lugar nenhum. A “galera” está sempre super ocupada liberando os projetos que atendem os interesses das 500 maiores empresas do país.

É assim que o mundo funciona.

Um deputado apanhado com uma maleta de 100 milhões de reais significa apenas que ele ganhou uma pequena comissão em algum negócio gigante onde os verdadeiros corruptos lucraram um absurdo de dinheiro; essa turma jamais será presa porque eles comandam o show, as leis, e tudo que você imagina e nem sonha que existe.

Tá afim de mudar essa sacanagem toda?

Você gostaria de viver em um mundo onde as 500 maiores empresas não tem poder algum sobre o nosso modo de vida?

Pois bem, eu te apresento um lugar assim, ou melhor, dois lugares onde os seus líderes tiveram a coragem de expulsar essa turma: Cuba e Coréia do Norte.

No dia 1o de Janeiro de 1959, Fidel Castro e Che Guevera expulsaram todas as grandes empresas capitalistas de Cuba, e fecharam as torneiras de lucros dessa cambada.

Os caras fecharam as fábricas de carro que corrompiam os políticos cubanos para abrirem ruas atrás de ruas para que os seus produtos pudessem passar; os caras fecharam os canais de televisões particulares por onde as 500 maiores empresas veiculavam propaganda atrás de propaganda para convencer as pessoas a comprar produtos atrás de produtos apenas porque é legal comprar produtos, pela simples razão que é legal ter coisas; em 1959, Cuba mandou o capitalismo das 500 maiores empresas embora e fechou o país para essas tranqueiras. Resultado, o país parou no tempo; mas sem a influência dos interesses das 500 maiores, Cuba investiu a grana em educação, saúde e esportes.

Os caras estavam errados?

A Coréia do Norte também tem a mesma história, e vai pelo mesmo caminho.

Sabendo disso, o que você prefere para a sua vida? Um mundo onde as 500 maiores mandam, ou um mundo onde as 500 maiores estão proibidas de existir?

Eu não quero nem um nem outro para a minha vida.

Eu quero uma terceira opção.

Sabe qual é?

Um país onde 5 milhões de pequenas empresas representem 70% do PIB brasileiro, e não apenas 90% dos empregos gerados ou qualquer coisa do tipo.

O mundo que conhecemos vai realmente mudar quando o poder de influência entre as grandes e as pequenas empresas realmente se equilibrar. Quando isso acontecer, o bicho vai pegar para as grandes porque a grana estará com as pequenas, e os políticos TERÃO que ouvir e atender as necessidades dos pequenos.

Quais são as necessidades dos pequenos? Escola para criar funcionários capacitados. As grandes não precisam de escolas. Eles tem meia dúzia de funcionários, e todos são treinados fora. Os pequenos precisam de trocentos hospitais; afinal, os pequenos tem milhões de funcionários. Os grandes não precisam de hospitais. A meia dúzia de hospitais que tem por ai já dão conta da saúde dos diretores e gerentes das multinacionais. Para a turma que pode frequentar o Hospital Albert Einstein, o sistema de saúde no Brasil vai muito bem obrigado.

Nas próximas eleições, vote em qualquer um. O político que você vai eleger não terá poder de mudar muita coisa. Antes das eleições os lobistas das 500 maiores já trataram de investir a mesma quantidade de grana em todos os partidos para assegurar a continuidade dos projetos independente de quem vencer. Esquerda, Direita, Ideologias, Filosofias, o mundo corporativo não está nem aí para esse tipo de coisa. O mundo corporativo é exatamente isso, “corpo”, ninguém liga para a ALMA de nada.

Se você realmente quer mudar alguma coisa, vote nas pequenas empresas!

Gaste o seu dinheiro nas pequenas empresas!

Faça negócios com pequenas empresas!

Compre, venda, contrate, alugue, empreste, doe, ajude as pequenas empresas!

Se você é professor, incentive os seus melhores alunos a trabalhar nas pequenas empresas ou serem empreendedores.

Se você é pai, incentive os seus filhos – enquanto ainda são jovens – a arriscar os seus sonhos construindo pequenas empresas.

Peça demissão do seu cargo engomadinho de gerente de grande empresa, e venha mudar o mundo!

Se você realmente quer mudar alguma coisa, vote nas pequenas empresas!

Nos anos 80, para tirar o presidente da Pepsi para trabalhar na emergente Apple, Steve Jobs usou um argumento show de bola, “Você prefere vender água com açúcar para o resto da sua vida, ou você está afim de mudar o mundo?”.

Eu estou afim de mudar o mundo, e estou mudando!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

fonte: http://www.bizrevolution.com.br

Como Faço?? NÃO SOU NEM NEGRO, NEM ÍNDIO, NEM GAY, NEM ASSALTANTE, NEM GUERRILHEIRO, NEM INVASOR.

Sou Branco, honesto, contribuinte, eleitor, hetero…Para quê???
Ives Gandra da Silva Martins*
Hoje, tenho eu a impressão de que o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.
Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros – não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também – passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.
Aos ‘quilombolas’, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências – algo que um cidadão comum jamais conseguiria!
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse ‘privilégio’, porque cumpre a lei.
Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para ‘ressarcir’ aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.
E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
( *Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).
Para os que desconhecem este é o :
Inciso IV do art. 3° da CF a que se refere o Dr. Ives Granda, em sua íntegra:
“promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”
Assim, volta a ser atual, ou melhor nunca deixou de ser atual, a constatação do grande Rui Barbosa:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)