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Corrupção: Uma questão de oportunidade no Brasil?

​”Quando se tem oportunidade de furtar R$ 0,50(cinquenta centavos) tirando fotocópia pessoal na máquina Xerox do trabalho, não se perde a oportunidade.

Quando se tem oportunidade de furtar R$ 5,00 (cinco reais) levando para casa a caneta da empresa, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 25,00(vinte e cinco reais) pegando uma nota mais alta, na hora do almoço, para a empresa reembolsar, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de roubar R$ 30,00 (trinta reais) de um artista comprando um DVD pirata, não se perde oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 250,00 (duzentos e cinquenta) comprando uma antena desbloqueada que pega o sinal de satélite de todas as TV’s a cabo, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 469,99 da Microsoft baixando um Windows crackeado num site ilegal, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 2.000,00 (dois mil reais) escondendo um defeito do seu carro na hora de vendê-lo, enganando o comprador, não se perde a oportunidade.  

Muitos  não  perdem  nenhuma oportunidade, devolvem a carteira mas furtam o dinheiro, sonegam imposto de renda, dão endereço falso para adquirir benefícios que não tem direito, etc, etc. etc…

Bom, se você trabalhasse no Governo, e caísse no seu colo a oportunidade de roubar R$ 1.000.000,00 (um milhão), com certeza, se você não perde uma oportunidade iria aproveitar mais esta oportunidade. Tudo é uma questão de acesso e oportunidade.

O povo brasileiro precisa entender que o problema do Brasil não são só a meia dúzia de políticos no poder lá em cima, pois eles, são apenas o reflexo dos quase 200 milhões de oportunistas aqui embaixo.  

Os  políticos  de  hoje foram ontem oportunistas e senão mudarmos a estrutura de valores de nossa sociedade e trazer a Ética e a Moral como pilares do comportamento nunca seremos um povo realmente honesto e justo.”

Sérgio Moro

Alguns motivos para você falar sempre a verdade

Uma dica: a verdade é sempre a melhor estratégia. Mentindo, você pode até vender um pouco mais por algum tempo. Mas só até perder sua credibilidade. Com estratégias verdadeiras, ficamos menos espetaculares nos argumentos. Porém, vendemos…

leia mais em http://geracaodevalor.com/blog/alguns-motivos-para-voce-falar-sempre-verdade/

Uma pescaria inesquecível

Ele tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada. O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para frente. O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:

— Você tem que devolvê-lo, filho !

— Mas, papai, reclamou o menino.

— Vai aparecer outro, insistiu o pai.

— Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. E, naquele momento, o menino teve certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele.

Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. Porém, sempre vê o mesmo peixe repetidamente todas as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado. Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo. Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA.

A história valoriza não como se consegue ludibriar as regras, mas como, dentro delas, é possível fazer a coisa certa. A boa educação é como uma moeda de ouro: TEM VALOR EM TODA PARTE.

fonte: http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006209.php

Sobre Ética

Mas, afinal como podemos entender o que é ética? De uma maneira bem simples, ética é o bem comum. Comportamento ético é você guardar o papel de bala até encontrar um lixo, mesmo que não tenha ninguém olhando!

E como acontece nas organizações?

As empresas definem um Código de Ética, um guia de orientação…

leia mais em http://www.facioli.com//home/noticia1.php?id=123

Os simples gestos esquecidos

Dias atrás, precisei ir até o shopping para comprar um tênis novo. Como já sabia o modelo que eu queria e o preço dele nas lojas, faltava apenas experimentá-lo e comprar. Atividade esta que, pensei comigo, não levaria mais do que 20 minutos, tempo da tolerância do estacionamento. Ao entrar na loja escolhida, aquela fila de vendedores e a moça da frente veio me atender. Com cara de saco-cheio, sem…

leia mais http://www.insistimento.com.br/2011/09/29/os-simples-gestos-esquecidos/

Lição Viva

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf.

Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:

— Quanto custa a entrada?

O bilheteiro respondeu prontamente:

— São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos.

— A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?

Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete.

O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:

— O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares.

O pai, sem perturbar-se, disse:

— Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade.

Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo. Nesses dias de tanta corrupção e descaso para com o ser humano, vale a pena refletirmos sobre que exemplo temos sido para os outros.

Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco.

fonte: http://www.contandohistorias.com.br/historias/2004146.php

Uma história, uma lição para a vida

Vou contar uma história que me contaram e jamais esqueci. Resolvi contá-la por acreditar que ela é boa para todas as gerações de empreendedores e líderes, pois trata de ética e valores morais na hora da decisão.

Era uma vez, no início das aulas numa das mais renomadas universidades de administração da costa oeste dos Estados Unidos. Os 50 estudantes recém-chegados aguardavam  ansiosos para a aula inaugural. No horário determinado, pontualmente às 8h00, adentra na classe um senhor de cabelos grisalhos, fala tranquila, firme, roupas velhas, óculos com as lentes marcadas com impressões digitais. Ele se…

leia mais em http://resultson.com.br/colaboradores/m-z/marcos-souza-aranha/uma-historia-uma-licao-para-a-vida/

Ética: convicção ou responsabilidade?

Imagine-se o presidente eleito de um país tropical que pretende implementar um plano econômico, do qual foi convencido que irá gerar bons resultados futuros. Esse plano dependerá do confisco da poupança, entre outras medidas impopulares. Na semana da sua posse, você concede uma entrevista. Eis que surge a pergunta- “Sr. Presidente, a poupança do povo corre o risco de ser confiscada?” Responder “sim”, provocaria uma corrida aos bancos e um colapso no sistema financeiro. Responder “não”, coloca-o como mentiroso diante daqueles que depositaram confiança em você. Infelizmente, o final deste dilema conhecemos bem.

Tendemos a nos distanciar de dilemas assim. Porém, no nosso dia-a-dia, seja profissional (que abordarei) ou pessoal, não raramente temos que enfrentá-los.

“Sr. Diretor, atingiremos a meta?” “Sr. Parceiro, ganharemos juntos?” “Sr. Consultor, devo demitir essas pessoas?” “Sr. Gerente, vamos concluir este projeto no prazo e custo previsto?” “Sr. Colaborador, está realmente comprometido com a nossa empresa?” “Sr. Técnico, temos a qualidade que dizemos possuir aos nossos clientes?” “Sr. Candidato, é tão bom quanto diz o seu currículo?” “Sra. Empresa, pode aumentar o meu salário?” “Sr. Profissional, esse fracasso foi responsabilidade sua?”

Poderia citar outros exemplos, mas, creio que esses já são suficientes para a reflexão que proponho.

Segundo o cientista social Max Weber, há duas éticas: a da convicção e a da responsabilidade. A primeira não se importa com as conseqüências e os resultados de sua ação. A segunda toma em conta os defeitos do homem médio e condena qualquer ação que utilize meios moralmente perigosos, como a violência. A ética da convicção não suporta a irracionalidade ética do mundo. O mundo transforma-se, na primazia da convicção, no bem e no mal simplificados.

Se fizéssemos uma enquete entre os leitores deste texto o resultado provavelmente apontaria como vencedora a chamada ética de convicção. Porém, se comparássemos essa mesma enquete com os vários cases de mercado, certamente haveria maior aproximação com a chamada ética de responsabilidade.

Imagine-se agora como gerente de um projeto de desenvolvimento de um novo sistema em uma grande organização, que em tese já está na sua fase final de desenvolvimento, e no qual já se investiu milhares de reais. Você tem duas reuniões, uma com sua equipe técnica, e outra com o seu facilitador no cliente. Na primeira, recebe a notícia que o sistema desenvolvido é uma verdadeira “bomba”, mas, com alguns artifícios, o cliente não vai perceber. Na segunda, seu cliente faz esta pergunta – “Sr. Gerente, receio quanto a qualidade do sistema que contratamos. O que o senhor tem a me dizer a esse respeito? Posso tranqüilizar nossa diretoria que quer cancelar este contrato?” Responder “não”, vai gerar a quebra do contrato e a sua conseqüente demissão. Responder “sim”, cria a possibilidade de prolongar esta situação, sem na realidade alterá-la.

Não tenho a preocupação em saber o que diríamos em voz alta a respeito desse assunto, pois, o que proponho é uma reflexão mais íntima feita diante da imagem refletida no espelho.

Por qual motivo agimos em alguns momentos de maneira contrária à nossa convicção? Digo, “agimos” por supor que todos nós enfrentamos em algum momento das nossas vidas esses dilemas e, eventualmente, tomamos posições que poderíamos agora desejar mudar.

Agimos dessa maneira pois acreditamos que a pena social será alta. Miramos mais nos resultados imediatos, e não nos efeitos das nossas ações. Justificamos isso por razão dos vários riscos que acreditamos correr: “Ser demitido”. “Ser desacreditado”. “Não mandar nossos filhos à faculdade”. “Não ser contratado”. “Perder o contrato”. “Ter menos lucro”. “Admitir o fracasso”.

Cito o filósofo Gusdorf que, quando diz: “O homem não é o que é, mas é o que não é”, não está fazendo um jogo de palavras. Ele quer dizer que o homem não se define por um modelo que o antecede, por uma essência que o caracteriza, nem é apenas o que as circunstâncias fizeram dele. Ele se define pelo lançar-se no futuro, antecipando, por meio de um projeto, a sua ação consciente sobre o mundo.

Não há caminho feito, mas a fazer. Não há modelo de conduta, mas um processo contínuo de estabelecimento de valores. Nada mais se apresenta como absolutamente certo e inquestionável.

Essa condição de certa forma fragiliza o homem. Ao mesmo tempo, o que parece ser sua fragilidade, é justamente a característica humana mais perfeita e mais nobre: “a capacidade do homem produzir sua própria história”.

Pessoalmente, acredito que seja com a nossa biografia que devemos nos responsabilizar. A Ética (aqui escrita em maiúsculo) é uma questão de organização de valores no seu nível mais pessoal. A minha Ética não pode depender da sua. Seja para o bem ou não, agir com Ética é estar disposto a enfrentar as conseqüências (efeitos) das nossas ações.

fonte: http://allegrobgblog.wordpress.com/2008/04/01/etica-conviccao-ou-responsabilidade/

Aprenda com os lobos

por Eugenio Mussak

O que pode acontecer quando “força” não é acompanhada de “caráter”.

Conheci certa vez uma empresa em que a diretoria estava muito feliz com o gerente do departamento que trazia os melhores resultados. Passado algum tempo, ao visitar a empresa, fiquei sabendo que ele havia sido demitido. Fiquei surpreso, mas depois entendi, pois o motivo não tinha a ver com os resultados financeiros. Nisso ele era bom. Já sua conduta ética…

Houve um choque com os valores da organização. E para as empresas já não interessa mais apenas “resultado”, e sim “resultado sustentável”. É uma questão de sobrevivência de longo prazo. Sustentabilidade significa que o sucesso de hoje não compromete o sucesso de amanhã. Atitudes antiéticas vão contra esse princípio. Para entender a posição dos líderes diante dessa realidade, podemos olhar o que acontece com alguns animais. Você já reparou que um cachorrinho quando leva uma bronca do dono costuma deitar de barriga para cima, o que gera uma imediata simpatia pelo danadinho? Ele faz isso porque reconhece a força de seu “oponente” e simplesmente não quer brigar, pede paz, se rende.

Pois é, essa é mais uma herança do ancestral do cãozinho — o lobo. Quando dois lobos disputam a liderança de uma matilha partem para o confronto físico até que um deles, derrotado, deita de costas no chão. É aí que reside a beleza dessa história: o outro lobo interrompe o ataque, deixando o vencido em paz, pois a intenção não é ferir ou matar o oponente, mas, apenas, vencê-lo na disputa pelo poder. Mas, veja só, se o lobo vencedor continuar a atacar o vencido, ele será rechaçado pelos demais, podendo até ser atacado pela matilha que iria liderar. Sem ter compaixão pelo vencido, ele demonstra fraqueza de caráter. Tem de mostrar respeito pelo vencido. Uau, ponto para os lobos!

Entre os humanos, demonstrações de caráter às vezes não são cobradas dos líderes, desde que eles entreguem resultados para a empresa. Se os números estiverem bons é porque a liderança está funcionando — dizem por aí. Esse raciocínio não está “errado”, pois mesmo os liderados se sentem bem quando os resultados são bons. Mas, cuidado. Ultimamente, “resultado” é diferente de “resultado a qualquer custo”, pois este não garante o “resultado sustentável”. Isso é importante porque a matilha, cedo ou tarde, vai se amotinar e negar a autoridade do tal líder sem caráter. Aí os resultados começarão a minguar.

Um líder de verdade carrega consigo um certo espírito de nobreza, capaz de angariar o respeito até dos adversários. Assim constrói a tal sustentabilidade. Se não for deste modo, vamos acabar dando razão ao empirista Thomas Hobbes, que disse que neste mundo estamos todos contra todos e que o verdadeiro lobo do homem é o próprio homem. Não precisa ser assim e, por ironia, podemos aprender com o próprio lobo!

fonte: texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.

Tom Zé: Só de sacanagem

Segue aqui o texto na integra:

“Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, “Esse apontador não é seu, minha filha”. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba” e vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”

Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!”

fonte: http://bodas.wordpress.com/2007/03/21/so-de-sacanagem/