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O Fim do Estado

Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.Uma pergunta que frequentemente se faz para os pensadores mais liberais é: “Por que parecem defender tudo que é redução dos benefícios do povo?”.
Reforma da Previdência, reforma trabalhista, teto de gastos, privatizações, redução do funcionalismo público. Por que os liberais parecem querer sempre retirar?

Com a quantidade de reformas na agenda, e a proximidade das próximas eleições, o assunto de planejamento central nunca foi tão propício, e hoje vou falar exatamente sobre alguns desses pontos, e a relação umbilical que eles têm com a Renda Fixa.

Em outras palavras, o nível de juros que teremos nos próximos anos estará diretamente ligado à forma que decidirmos organizar a nossa economia.
Me inspirei em uma entrevista do economista Eduardo Giannetti da Fonseca ao programa “Roda Viva” para encadear historicamente a relação da organização econômica e política.

A Constituição de 1988, elaborada logo após o fim do regime militar, é chamada de “Constituição Cidadã”, por ter incluído uma série de direitos para a classe trabalhadora, como redução da jornada de trabalho, abono de férias, 13º salário para aposentados, seguro-desemprego, licença-maternidade, licença-paternidade, direito a greve, liberdade sindical, entre outros.

As mudanças certamente foram positivas do ponto de vista do trabalhador e do aposentado, que ganharam mais benefícios. Mas analisando de forma madura, todo benefício tem um custo, e vou falar mais sobre isso adiante.
Além de direitos dos trabalhadores, foram criados também monopólios do governo sobre alguns setores da economia (mineração, telecomunicação, petróleo, entre outros). Além disso, foram criados 12 direitos sociais, incluindo transporte, lazer, previdência social, assistência ao desamparado, entre outros. O governo passou a ser responsável por transferir renda.

O resultado disso foi a criação de um governo federal paternalista, provedor, garantidor de benefícios e promotor da economia.
Como adiantado nos parágrafos acima, tudo isso foi ótimo, do ponto de vista do trabalhador e do cidadão. Mas certamente teve um alto custo também, e para os mesmos beneficiados. Com uma mão se deu; com a outra, tirou-se.
Em 1988, o governo arrecadava 24 por cento do PIB e devolvia, na forma de investimentos, 3 por cento.

Hoje, o governo, além de arrecadar 35 por cento do PIB, gasta 10 por cento a mais do que entesoura. O que é exatamente a mesma coisa que dizer que a carga tributária aumentou em 11 por cento do PIB, ou em 45 por cento do que era.
Aí você deve pensar: mas isso é positivo, afinal ele arrecada mais por um lado, mas provê transporte, educação, saúde, lazer, do outro!
Só que não! SQN. Não preciso nem comentar sobre isso, preciso? “Metade da população não tem nem saneamento básico”, afirma o professor Giannetti.
Então, você deve pensar: “Deve ter ido para investimentos”.

Também não. O percentual do PIB que o governo investe hoje é, em média, 2,5 por cento do PIB, e portanto mais baixo que os 3 por cento de 1988.
Com os gastos muito acima da arrecadação, cresce a dívida, e com ela crescem os juros pagos nessa dívida.

Hoje, a conta dos juros “come” cerca de 8 por cento do PIB.
Já a Previdência come 12 por cento, e a cada ano cresce mais. Apesar de termos ainda uma população jovem (apenas 14 por cento de idosos), gastamos com previdência a mesma coisa que o Japão, que é um país que possui 26 por cento de idosos. Além disso, nossa população está envelhecendo rapidamente.
Dos 3,1 por cento de deficit da Previdência, segundo um estudo da FGV, apenas 1 por cento corresponde ao INSS (que beneficia 28,3 milhões de aposentados). Os 2,1 por cento restantes correspondem a servidores públicos da União, Estados e municípios (que representam apenas 4,2 milhões de aposentados, e recebem cerca de 4 vezes mais de aposentadoria).

Por outro lado, enquanto as despesas do RPPS (dos servidores públicos) diminuem ao longo do tempo, as do RGPS (trabalhadores CLT) só aumentam. Ou seja, é preciso reformar os dois regimes mesmo.
Juntos, Previdência e juros, correspondem a 20 por cento dos 45 por cento que o governo gasta. Mas onde estão os outros 25 por cento?
Gastos de custeio da máquina pública, aumento da folha, obras superfaturadas, corrupção?

O governo é extremamente ineficiente em gerir recursos, e o custo dessa ineficiência recai diretamente sobre o nosso bolso. Quando não é custeado por aumento de impostos (que foi o que aconteceu de 1988 para cá), é custeado por aumento da dívida (que é o que aconteceu durante o governo Dilma, e segue acontecendo).

O aumento de impostos reduz nossa renda disponível e isso nós sentimos na pele. O aumento da dívida tem efeitos indiretos: depreciação do câmbio, aumento dos juros, redução do crescimento, desemprego.
Os juros altos beneficiam os rentistas, que possuem alto patrimônio, e recebem juros. Mas prejudica os mais pobres, que pagam juros de empréstimos para consumo, automóvel e casa própria, entre outros.
Os juros altos aumentam a desigualdade social. Os altos gastos, que aumentam a dívida, aumentam a desigualdade.

O pensamento liberal defende o Estado mínimo, porque reconhece o óbvio: o Estado não consegue gerir recursos de forma eficiente. Cada 1 real na mão do Estado é gasto de forma menos produtiva do que o mesmo 1 real na mão do trabalhador.
Embora haja níveis do pensamento liberal, desde aquele que defende Estado mínimo, até aquele que defende que o Estado deve prover apenas para os mais necessitados, a mentalidade liberal é totalmente a favor do combate à desigualdade.

Por exemplo, o Estado não precisa proteger os funcionários públicos através de benefícios, uma vez que eles já possuem salários e estabilidade no emprego. Não estou dizendo que protegê-los é ruim. É excelente e merecido pelos serviços que prestam a todos. Mas como mostrei aqui, não é necessário! E custa um absurdo para os cofres públicos, inviabilizando que 2,1 por cento do PIB seja investido em educação para população carente, escolas, segurança, saúde, infraestrutura, saneamento básico.
Governar é priorizar. Se temos aposentadoria 4 vezes maior para funcionário público, não temos saúde e educação para os mais carentes.

A mesma coisa vale para o professor, que anda exigindo regras diferenciadas. O professor é extremamente importante e é o maior diferencial na vida acadêmica de um aluno. Mas o professor não é o lado fraco da corda. Beneficiar o professor é deixar de beneficiar o mais carente. É não ter dinheiro para o saneamento básico de metade da população.
Nem preciso mencionar os benefícios aos políticos e ao Poder Judiciário. Não são benefícios, são privilégios.
Benefícios são bons, mas são custosos. Uma economia madura deve sempre ponderar se esse custo despejado na sociedade é extremamente necessário. Grupos organizados conseguem defender benefícios (ou privilégios) com unhas e dentes. Mas quem defende os mais pobres?
Quem defende a metade da população fora da CLT? Existe sindicato de trabalhador informal? Se existisse, certamente defenderia a flexibilização das relações de trabalho.

Cada vez que você, professor, funcionário público, político ou militar, defende um benefício, está automaticamente onerando ainda mais a sociedade, e fazendo com que a sua conta seja dividida entre todos nós. É justo? Você se beneficia e a população paga?

Alguns pleitos serão justos! A população não pode virar as costas para um militar que dá a sua vida para defender a sociedade. Mas seu filho precisa de pensão vitalícia? Nada me convence de que um professor precise se aposentar mais cedo que eu para que o ensino público seja de qualidade. Da mesma forma, não entra na minha cabeça por que trabalhadores rurais podem se aposentar mais cedo, enquanto trabalhadores da construção civil não podem. O esforço não é o mesmo?
Na dúvida, acredito que o benefício não deve ser dado. Apenas quando os mais necessitados estiverem amparados, poderemos aumentar a lista de benefícios.
Se realmente nos limitássemos apenas aos mais necessitados (como os 50 por cento que não conseguem entrar no mercado formal, como os mais pobres que não tem saúde, educação e transporte), teríamos um gasto mais baixo, um investimento maior, menor juros e, principalmente, menor desigualdade.

As reformas atacam exatamente esses pontos. E certamente existem outros em que erram — e por isso precisam ser alterados. Mas, no geral, flexibilizar as relações de trabalho e reformar os gastos da Previdência é imprescindível para a redução do tamanho do Estado e para a inclusão dos mais pobres na economia.
Por isso que toda vez que é sugerida uma política liberal, o mercado melhora. Por isso que toda vez que é defendida uma redução de benefício, o mercado melhora.

Por isso que a nossa taxa de juros está tão ligada às reformas. Por isso que os juros caíram significativamente depois da aprovação da PEC do Teto.
Defender aumento de gastos quando não se tem mais dinheiro é exatamente igual a defender aumento de juros e aumento da desigualdade.

Marilia Fontes, carta recebida por email.

O que o Brasil tem a aprender com a América

Já estive dezoito vezes nos Estados Unidos, e toda vez que estou lá penso a mesma coisa: ninguém sabe ser tão louco ou tão careta quanto americano. São os mais destrambelhados e os mais certinhos. São assim porque as leis e cultura estimulam, ou a sociedade foi moldada para se adaptar ao jeito de ser dos gringos?

Nos EUA me sinto como um escriba da periferia do Império Romano visitando a Roma dos césares. É impossível não se admirar com tanto poder e prazer, mas sei que jamais serei cidadão do império. Voltar ao Brasil é sempre delicioso. E sempre o contraste é brutal. Seja na variedade de cervejas no supermercado (lá, mais de 40, e oito tipos de maçã) ou na qualidade do debate público, das exposições nos museus, ou da adaptação das calçadas paulistanas a cadeirantes.

O ponto alto e baixo da civilização americana é sua defesa apaixonada da ideia de liberdade individual. O que se traduz maravilhosamente (ou se reduz tristemente) na incrível liberdade de consumir de que gozam os americanos.

Há países em que se vive mais e melhor, mas em nenhum lugar você pode consumir tanto quanto na América. É um ótimo país para ser rico e nem tanto para ser pobre. Mas os pobres às vezes nem percebem, porque estão detonando o cartão de crédito no shopping. E às vezes percebem que a Economia do país vai bem mais seu bolso vai mal, o que vem acontecendo nos últimos anos, e dão o troco nas urnas.

Na América você pode ser quem você quiser, contanto que siga as regras. Você pode se fantasiar de Patolino e sair patinando pela calçada, mas não pode pisar na grama, mesmo que esteja de terno. Pode fumar maconha tranquilo nas ruas de São Francisco, mas para fumar um cigarro comum precisa estar a cinco metros da entrada do restaurante. Está liberado para fundar um partido libertário que pregue a destruição do Governo Federal, contanto que pague os impostos em dia.

Tenho grande admiração pelos Estados Unidos, quando se trata de liberdade de expressão. Mesmo nestes anos pós-Torres Gêmeas, o país ainda goza de liberdades sem paralelo em quase nenhum outro canto do planeta. Tem maluco defendendo Hitler e Bin Laden, casando vestido de alienígena e fundando religião Jedi. Nenhum presidente, nenhum Congresso é capaz de mudar isso. Está no DNA do país.

Tudo permitir é tudo neutralizar, dizem, e concordo, mas não muito. Sim, o “sistema” é ótimo para absorver os golpes, e reempacotá-los e vendê-los em versões aguadas e adocicadas. Mas sociedade nenhuma escapa intocada de tanta porrada; as contusões e olhos roxos são o que chamamos de progresso.

Tenho grandes problemas com alguns aspectos dos Estados Unidos:

– A ignorância inexplicável sobre o resto do mundo

– A encanação com horários – festa tem hora pra começar e acabar, geralmente às 22h.

– A convicção de que os EUA são caso único de civilização avançada, distinta de todas as outras, ungida pela história – talvez por Deus

– A própria influência religiosa sobre a cultura de massas, o que no caso da América inclui a política

– A guerra às drogas e a guerra ao terror, e aliás a ocupação militar do planeta, que é o que os EUA fazem na prática

– A certeza de que eles trabalham mais que as pessoas de todos os outros países, o que é ridículo, e as bizarras e inexplicáveis ausências de direitos comuns nos países avançados, como licença-maternidade e férias remuneradas

– A separação dos imigrantes em micro-culturas estanques, bairros separados, esse papo de chinese-american, armenian-american, african-american etc. Miscigenação faz grande falta por lá

– A entonação adocicada e pseudo-boba que passa por voz de uns 70% das moças americanas

– Essa obsessão chatíssima com celebridades e com “winners”. Que, aliás, faz com que muito americano comum se porte como estivesse o tempo todo sob os cliques dos paparazzi; é só ver como se portam algumas figuras nas filas dos Starbucks. E que com o império das redes sociais, se torna mais e mais poderosa, vide os recente acontecimentos nas eleições americanas.

Tenho tentação de passar o dia listando todas as mazelas da América, e fazendo outra baita lista do que mais admiro. Sua lista talvez fosse diferente da minha, mas acho que não muito. A civilização americana tem óbvias qualidades e defeitos bem à vista. Até porque todos nós vivemos na civilização planetária que a América criou no século 20, em graus diferentes, de Uberlândia a Djibouti a Pequim.

O Brasil pode e deve se espelhar no que os Estados Unidos têm de melhor, que é a liberdade, e rejeitar o joio. Na impossibilidade de fundarmos nosso próprio país com nossa própria identidade, o mínimo a fazer é ir além da caricatura de gringo.

Ou imitamos o melhor do Império, ou nos contentamos com uma superfície de civilização. Com a tintura loira e o outlet, com a pseudo-liberdade de personalizar o mocha frapuccino e a placa do carro… E, no fim das contas, com a defesa intransigente do nosso modo de vida, às custas de outros seres humanos e do próprio planeta.

Um exemplo do que o Brasil tem a aprender com a América aconteceu agora. Ao final da mais renhida disputa pela presidência, Trump venceu. O que Hillary fez? Pediu recontagem? Se negou a aceitar sua derrota? Saiu pregando impeachment? Não. Parabenizou o vitorioso, aceitou que sua vitória foi dentro das regras, e foi pra casa. E lá foi Obama receber Trump, facilitar a transição e tal.

Como a maioria das pessoas mundo afora, e como a maioria dos eleitores americanos, acho que Hillary seria uma escolha bem menos ruim que Trump. Como uma minoria ruidosa de americanos, não vejo com bons olhos essa normalização de Trump, essa postura “agora ele está eleito e temos todos que torcer por ele e apoiá-lo” etc. Ele segue sendo o que que sempre foi. O progresso virá do sucesso dos que vão combatê-lo sem trégua – o que farão à americana, seguindo as regras.

Temo a América, pelo seu poder cego e glutão e pelo seu desprezo pelo diferente, características que Trump representa tão bem. Amo a América, pela sua liberdade e coragem, e pelo seu apego às regras da convivência, inclusive na hora do combate político. Escolha a sua – e vamos fazer nossa América.

fonte: https://www.linkedin.com/pulse/o-que-brasil-tem-aprender-com-am%C3%A9rica-andr%C3%A9-forastieri

Corrupção: Uma questão de oportunidade no Brasil?

​”Quando se tem oportunidade de furtar R$ 0,50(cinquenta centavos) tirando fotocópia pessoal na máquina Xerox do trabalho, não se perde a oportunidade.

Quando se tem oportunidade de furtar R$ 5,00 (cinco reais) levando para casa a caneta da empresa, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 25,00(vinte e cinco reais) pegando uma nota mais alta, na hora do almoço, para a empresa reembolsar, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de roubar R$ 30,00 (trinta reais) de um artista comprando um DVD pirata, não se perde oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 250,00 (duzentos e cinquenta) comprando uma antena desbloqueada que pega o sinal de satélite de todas as TV’s a cabo, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 469,99 da Microsoft baixando um Windows crackeado num site ilegal, não se perde a oportunidade.

Quando se tem a oportunidade de furtar R$ 2.000,00 (dois mil reais) escondendo um defeito do seu carro na hora de vendê-lo, enganando o comprador, não se perde a oportunidade.  

Muitos  não  perdem  nenhuma oportunidade, devolvem a carteira mas furtam o dinheiro, sonegam imposto de renda, dão endereço falso para adquirir benefícios que não tem direito, etc, etc. etc…

Bom, se você trabalhasse no Governo, e caísse no seu colo a oportunidade de roubar R$ 1.000.000,00 (um milhão), com certeza, se você não perde uma oportunidade iria aproveitar mais esta oportunidade. Tudo é uma questão de acesso e oportunidade.

O povo brasileiro precisa entender que o problema do Brasil não são só a meia dúzia de políticos no poder lá em cima, pois eles, são apenas o reflexo dos quase 200 milhões de oportunistas aqui embaixo.  

Os  políticos  de  hoje foram ontem oportunistas e senão mudarmos a estrutura de valores de nossa sociedade e trazer a Ética e a Moral como pilares do comportamento nunca seremos um povo realmente honesto e justo.”

Sérgio Moro

AS ILUSÕES PERDIDAS DE ARNALDO JABOR

Fui do PCB, participei da fundação da Ação Popular, fui diretor da revista da UNE, um dos fundadores do CPC (Centro Popular de Cultura) e digo: Não existe ninguém mais platônico, sonhador, nefelibata do que um materialista dialético. Conheci vários que estavam aí no poder, ainda bonitinhos e fogosos. Foram (fui também) formados por uma empada de retalhos ideológicos mal lidos na Guerra Fria. Tínhamos só fins e nenhum meio.

Eu era do Grupo Vertigem, como meus colegas comunas chamavam os artistas, os angustiados, os românticos, que sonhavam com uma revolução rápida, indolor, sem lutas sangrentas, sem portas de sindicatos, sem chateações de tarefeiros. A cartilha comunista tinha nomes para nós: hesitantes ou radicais, sectários ou…

leia mais em http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/politica-e-economia/as-ilusoes-perdidas-de-arnaldo-jabor/

NÃO PERCA TEMPO COM ESQUERDA VERSUS DIREITA – APENAS DEFENDA A LIBERDADE

Não perca seu tempo classificando as pessoas, os partidos e as bandeiras entre esquerda e direita. A classificação existe apenas no discurso, não na realidade, e é uma ferramenta retórica para criar conflitos, marcar posições e demonizar adversários.
Mais do que isso, falar em esquerda e direita é participar de um jogo. Um jogo retórico que serve aos interesses de apenas um dos jogadores. Quase sempre, quem dá as cartas é…

leia mais em http://www.jornaldoempreendedor.com.br/destaques/politica-e-economia/nao-perca-tempo-com-esquerda-versus-direita-apenas-defenda-a-liberdade/

Votar em branco ou nulo

O QUE SIGNIFICA VOTAR EM BRANCO  OU VOTAR NULO?

……Se você não sabe em quem votar nas próximas eleições, vale a pena saber sobre voto BRANCO e NULO!

……O voto em BRANCO, ao contrário do que parece, não significa que o eleitor não escolheu nenhum candidato, mas sim que ele abdica de seu voto.
……Não é um ato de contestação e sim um ato de CONFORMISMO!
……Os votos em BRANCO significam “TANTO FAZ” e são acrescentados ao candidato de maior votação no último turno.
……Ou seja, se existem dois candidatos Tubarão e Galinha, Tubarão termina com 52% dos votos, Galinha recebe 35% dos votos, 10% são votos em branco e 3% são nulos, isso significa que 3% dos eleitores não querem nem Tubarão nem Galinha no poder, mas 10% dos eleitores estão satisfeitos tanto com Tubarão como com Galinha, o que vencer está bom.
……Neste exemplo, Tubarão tem uma aceitação de 62% do eleitorado. O problema é que existe muita pressão para a escolha de um candidato e pouca explicação do que escolher significa.
……Já o voto NULO é um protesto válido.
……Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de
nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro.
……Esse tipo de voto é importante e é o que efetivamente faz a democracia, pois a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação.
……O voto NULO, ao contrário do que parece, é um voto válido.
……Ninguém fala dele, nem mesmo nas instruções para votação. ……Explicam como votar em um candidato ou como votar em branco, mas ninguém explica como anular um voto.
……Pois bem, para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato.
……Se um eleitor experimenta votar em branco, o terminal eletrônico avisa “Você está votando em branco” e então o eleitor pode confirmar, ou corrigir. Mas, se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa “Número incorreto, corrija seu voto”.
……Assim, os votos NULOS são desencorajados.
……Por que falar dos votos NULOS?
……Porque, se na eleição entre Tubarão e Galinha, Tubarão terminasse as eleições com 42% dos votos e Galinha com 30%, 10% de brancos e 18% nulos as eleições teriam que ser repetidas e nem Tubarão e nem Galinha poderiam participar das eleições naquele ano.
……Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como incorreto, é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover do cenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez.
……Se nenhum dos candidatos conseguir maioria (mais de 50%) no último turno,as eleições têm que ser canceladas!
……Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer.
……Então, contribuindo para a campanha do voto consciente, se alguém estiver votando em Tubarão ou em Galinha, mas preferia não votar em nenhum dos dois, pode optar pelo voto INCORRETO, o voto NULO.
……Quem sabe um dia Tubarão e Galinha saem do cenário e os eleitores podem votar em Golfinho.
……Não seja obrigado a votar em quem você não quer no poder!!!
.…VOCÊ É OBRIGADO A VOTAR, MAS TEM O DIREITO DE ESCOLHER!!!

fonte: http://blogdomarcelogomesfreire.wordpress.com/votar-em-branco-ou-nulo/

A Psicologia do consumo

Este vídeo vale muito a reflexão até o 6° minuto, a forma como somos “educados” a consumir e também pela situação caótica dos serviços públicos, faz com que sempre pensemos em ficar ricos, e como o autor diz, o brasileiro não quer ficar rico para dominar o mundo, mas sim para poder proporcionar educação melhor a seus filhos, ter um bom plano de saúde, enfim… para viver melhor… neste ponto, precisamos ACORDAR e começar a VOTAR MELHOR e EXIGIR MAIS DOS GOVERNANTES e não só fazer barulho em manifestações que não contribuem efetivamente para a nação brasileira…