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A castração é um assassinato em prestações

Sou daqueles avessos a mudanças. Até mudo de ideias, opiniões, mas tenho princípios essenciais aos quais me arraigo firmemente, a ponto de ser chato. Tenho um grande amigo, cujo nome não vou entregar (ele, se quiser, que se apresente!) que sabiamente contou-me que, no momento em que fez cinquenta anos, uma espécie de chave ligou em sua cabeça e ele passou a aceitar-se plenamente como era, com todas as suas virtudes e defeitos. Dessa forma, ele passou a aproveitar melhor o seu tempo com as pessoas que o amam pelo conjunto da obra e ligou o foda-se para aquelas que eram ótimas em classificar seus defeitos. Como resultado, ele ganhou muito mais tempo para estar com aqueles com quem realmente pode se divertir, aprender e seguir crescendo. Com o tempo – em certos casos, alguns anos – mesmo os enumeradores de defeitos entenderam que a companhia sábia, bem humorada e carinhosa do meu amigo tinham muito mais valor do que qualquer uma de suas falhas ou o conjunto de todas elas.

Também precisei fazer cinquenta anos para entender o que o meu amigo disse. A tal chave ligou em minha cabeça. O momento em que isso acontece poderia chamar-se o “momento Picard”: I’ve become aware that there are fewer days ahead than there are behind. – disse o querido capitão no filme Star Trek Generations, se não me falha a memória (traduzindo: percebi que há menos dias à minha frente do que aqueles que ficaram para tra?). Isso não é algo triste, apenas a realidade.

Agora eu vejo as pessoas que já passaram pelo momento Picard de uma forma diferente e gostaria de pedir desculpa a todas elas por qualquer eventual tentativa que eu fiz de mudá-las, contra a sua vontade, quer eu tivesse consciência disso ou não. Em alguns casos, lembro nitidamente destas tentativas – longas discussões pesadas, tristes e infrutíferas que poderiam ter sido muito melhor aproveitadas com abraços, risadas e uma grande dose de perdão. O interessante é que, quando se chega na quina dos cinquenta, a gente nem se preocupa mais em ser perdoado. De uma hora para a outra o perdão que damos a nós mesmos é o suficiente. A gente não faz mesmo tudo certo. Cada um de nós é o conjunto de seus acertos, erros, alegrias e dores. Ninguém está em posição de julgar esse conjunto, em outras pessoas, tomando por base o seu próprio conjunto e nem mesmo um conjunto estabelecido como uma média considerada (por quem mesmo?) aceitável.

Querer que um ser humano mude, tornando-o aquilo que nós achamos que seria melhor, é castrá-lo aos poucos. A castração é um assassinato em prestações. Não falo, claro, da castração sexual e nem de mudanças aceitas em bons acordos pessoais ou sociais. Falo das mudanças que a gente até pode achar que, em algum momento, são benéficas e, por isso mesmo, são perigosas. Falo de castrar liberdades individuais. Castra-se um pouquinho aqui, outro ali, fundamentando-se em mil razões, tipicamente com a desculpa de agradar uns que outros ou a nós mesmos.

Em família, quando o amor entre os seus membros está acima de qualquer coisa, um acha que pode falar qualquer coisa para o outro e, acuado, alguém pode aceitar, externamente, mudar. A mudança exigida não se consolida – ninguém aceita ser castrado! – e certas discussões são recorrentes, tirando da vida preciosas horas que só aprendemos a valorizar quando passam a existir menos dias à frente… Mas acho que só é possível a real consciência desse desperdício de tempo ,mesmo, após a passagem pelo momento Picard.

Eu não sei se a leitura disso que escrevi pode servir para alguém. Os ensinamentos do meu amigo só serviram, para mim, depois que fiz cinquenta anos. Eu queria não ter perdido tanto tempo tentando, por exemplo, convencer meu avô a parar de fumar. Eu trocaria todo e qualquer minuto que, em vão, tentei mudá-lo, por outros em que eu pudesse ouvir mais de suas histórias ou, simplesmente, assistir Jornada nas Estrelas ou James West em sua companhia, deixando-o fumar, em paz, seu cigarrinho. Mas meu avô tinha mais de cinquenta anos e, hoje eu sei, ele ligava o foda-se, enquanto eu reclamava, e que soube perdoar-me por tudo o que eu, até então, ainda não sabia.

fonte: http://www.dicas-l.com.br/brod/brod_201401130713.php

10 itens que precisamos mais

Compartilho com vocês itens, que li em um artigo em inglês,  os quais podem nos auxiliar na busca do equilíbrio, do viver bem e melhor conosco e em sociedade…

Mais amor
Eduquemos nossos corações e distribuamos o amor por onde formos ou estivermos.

Buscar mais paixões
Reflita sobre o que gosta, sobre o que o faz ser feliz… e busque dia a dia alcançar tais objetivos.

Mais tempo com família e amigos
O caminho da vida é longo, estudar, trabalhar, comprar uma casa, casar… enfim, busque estar em família e com bons amigos para que este caminho faça ainda mais sentido, são eles que sempre fazem a diferença nos momentos de necessidade.

Mais paciência
Todos erram, se equivocam. Mais importante, NÓS erramos e precisamos compreender e relevar, assim como precisamos ser compreendidos. Não julgue ou critique em demasia, sem critério ou de forma áspera. Paciência para falar, onde palavra é de prata, silêncio é de ouro.

Mais respeito
Nossa opinião não é a única no mundo e não somos a verdade. Antes de criticar ou negar algo, ouça com calma e respeito a todos, a todas idéias, tente entender ou conhecer as razoes de um pensamento e se não concordar, debata a idéia e nunca o ser humano que a divulgou.

Mais arte
Faça, crie, desenhe, rabisque, projete. Saia do lugar comum, do mais fácil ou cômodo, reivente-se e explore novas possibilidades.

Mais aprendizado
A vida é mais excitante quando se está aprendendo ou adquirindo mais informações, descobrindo algo novo.

Mais descanso
Projetos, idéias, transito caótico, pressão, enfim… é tanta correria que não temos tempo para recarregar nossa estrutura, nosso corpo que é limitado de recursos físicos, necessita descansar para se restaurar, revigorar. Lembre-se disso.

Mais ferramentas úteis
Ferramentas são úteis pois podem nos poupar tempo, nos permitir mais momentos em familia, com amigos, novos projetos, enfim. Faça bom uso de ferramentas no sentido de lhe adicionar valor a vida.

fonte: http://www.lifehack.org/articles/lifestyle/10-things-need-more.html

Igualdade

Há coisas que não deveriam ser escritas e, confesso, esse texto estava guardado há muito tempo. Minhas filhas são grandes admiradoras do maior escritor brasileiro vivo, o Maurício de Souza. Um dia, minha filha mais nova comentou: “Que engraçado, pai! Todos os personagens do Maurício têm alguma coisa diferente. O Cebolinha fala errado, a Mônica é muito forte, a Magali é comilona, o Cascão é sujo. Mas o Jeremias é normal!”

Minha filha mais nova tinha uma coleguinha bem mais velha que ela, que vivia em nossa casa. A coleguinha não avançou na idade. Parou, mental e felizmente ali, em seus oito ou nove anos de idade. Outra filha minha tem como confessor e melhor amigo um homossexual. Eu e minha mulher temos amigos hétero e homossexuais. Chego a pensar, com a grande certeza de que estou pensando errado, que nossa família é uma exceção.

Sinto-me absurdamente desconfortável ao ouvir palavras como tolerância, respeito, diferença, quando o tema são seres humanos iguais. Ao mesmo tempo, odeio o policiamento pelo politicamente correto. Somos iguais em nossas diferenças e não há mal nenhum em nos divertirmos com isso. A África nos ensinou a liberdade. A China, a importância da educação. A Europa, o velho mundo, a importância da união em tempos de crise. Os Estados Unidos nos mostram, constantemente, que basta ter dinheiro para manter a ilusão de um povo que ainda acredita no que dizem os fundadores de sua grande nação.

Temos, sempre, o poder da escolha. Podemos escolher viver a ilusão do nosso conforto, ou lutar por alguma mudança. Essa escolha depende de termos, ou não, algum tipo de descendente para o qual desejamos um mundo melhor. Ou a consciência de que deixamos um legado, independente de nossa descendência.

fonte: http://www.dicas-l.com.br/brod/brod_201304032228.php

Uma estrela brilha sobre a hora do nosso encontro.

A primeira vez que eu vi uma fileira de cocaína foi com 17 anos de idade. Foi em uma big festa. Em um big casarão. Na Vila Mariana em São Paulo.

Naquela noite o meu objetivo era dar uns beijos em uma morena de olhos verdes maravilhosa que eu estava super afim.

Eu fui até aquela festa justamente porque eu sabia que ela estava lá. E eu estava certo.

Quando eu entrei no casarão a primeira pessoa que…

leia mais em http://www.bizrevolution.com.br

O quanto de Boris existe em você?

Após ouvir lixeiros desejarem “feliz 2010”, Boris Casoy disse “… quem—-, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras… (risos) … dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho.”

O episódio chocou. As reações que está sofrendo são exageradas? Ou ele as merece? Os lixeiros desejaram a todos (inclusive a ele, portanto) “paz, saúde, dinheiro, trabalho” e o que se seguiu foi, usando sua terminologia, “uma vergonha”.

O pedido de desculpas, protocolar, não teve eficácia, talvez até o contrário. A oposição entre a imagem do apresentador e o comentário em off, revelador de uma visão elitista e preconceituosa, frustrou a ideia de respeito a todos e ao telespectador (imaginem o filho de um gari ouvindo isso). A rudeza dos…

leia mais em http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006497.php

Os simples gestos esquecidos

Dias atrás, precisei ir até o shopping para comprar um tênis novo. Como já sabia o modelo que eu queria e o preço dele nas lojas, faltava apenas experimentá-lo e comprar. Atividade esta que, pensei comigo, não levaria mais do que 20 minutos, tempo da tolerância do estacionamento. Ao entrar na loja escolhida, aquela fila de vendedores e a moça da frente veio me atender. Com cara de saco-cheio, sem…

leia mais http://www.insistimento.com.br/2011/09/29/os-simples-gestos-esquecidos/